Com raízes plantadas entre a África Ocidental e a Chapada Diamantina, a artista franco-baiana Djeliah (Julie Monin) apresenta ao mundo seu novo álbum: “The Sun is Rising”, já disponível em todas as plataformas digitais. São 12 faixas autorais que transitam por ritmos como jazz, soul, funk, reggae e afrobeat, reverberando a força de vozes históricas como Bob Marley, Fela Kuti, Nina Simone, Billie Holiday, Erykah Badu e Céu.
Gravado em grande parte na Chapada durante a pandemia, o disco nasce da parceria com os produtores Pablo Rosas e Gustavo Filograsso, e se destaca pela sonoridade orgânica, recheada de instrumentos reais e levadas dançantes. As faixas abordam temas como autoconhecimento, liberdade espiritual, racismo, crítica à sociedade de consumo e empoderamento feminino e afrodescendente.
“As canções levam o ouvinte a cenários introspectivos: da busca pela paz interior à crítica social global, da liberdade individual à reflexão sobre a nossa própria origem”, resume Djeliah.
Participações especiais e ancestralidade viva
Entre os convidados do álbum, destaque para o senegalês Momi Maiga, um dos principais nomes da nova geração da África Ocidental. Ele participa da faixa “Mama África”, tocando kora, a tradicional harpa africana. Momi é conhecido por colaborações com Youssou N’Dour e Seckou Keita, e foi premiado com o álbum KAIRO no Enderrock Awards 2025.
O disco também reúne músicos residentes da Chapada Diamantina e da França, como Luciano Menderete (teclados), Frodo Leonardo (guitarras), Carlos Bitencourt (baixo) e Cote Calmet (bateria).
Faixas que são manifestos
O disco abre com a faixa-título, “The Sun is Rising”, um chamado à renovação pessoal. Já em “Nobody”, Djeliah presta homenagem ao jazz clássico e questiona os valores de sucesso na sociedade. A sequência de faixas como “The One” e “Be the One” criam um arco narrativo entre a vulnerabilidade humana e o empoderamento espiritual. Já “We Are the War” e “Humanity” trazem uma crítica direta às guerras, desigualdade e à ilusão da separação.
O álbum fecha com o poderoso spoken word “A Revolution”, composto há 20 anos, mas ainda extremamente atual, e com “Loosing or Not”, que redefine o conceito de vitória dentro de uma lógica espiritual e não material.
Sobre Djeliah
Cantora, compositora e também terapeuta holística, Djeliah começou sua jornada artística em Londres, atuando como backing vocal de uma banda de reggae. Sua música é um reflexo da sua vivência internacional, da espiritualidade e da conexão profunda com as ancestralidades africanas. Desde que se estabeleceu no Brasil, especialmente na Chapada Diamantina, encontrou solo fértil para desenvolver sua arte com propósito e profundidade.
A artista se prepara para uma turnê nacional em novembro, com shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.



