O início de Rayan no futebol inglês reposiciona o debate sobre a venda feita pelo Vasco. Em apenas três jogos pela Premier League, o atacante de 19 anos soma dois gols e uma assistência, com participação direta em um gol a cada 66 minutos, desempenho que o coloca em um grupo seleto de jovens que impactaram imediatamente a liga. Segundo dados do Sofascore, Rayan se tornou apenas o terceiro adolescente a registrar gol ou assistência em cada um de seus três primeiros jogos na competição, ao lado de nomes como Robbie Keane e Anthony Martial.
A negociação com o Bournemouth ocorreu sob condições contratuais pouco favoráveis ao Vasco.
Desde a categoria sub-16, Rayan tinha uma cláusula considerada “oculta”, que concedia maior poder de decisão ao jogador, sua família e seus representantes. Na prática, o contrato permitia que o atleta fosse vendido por um valor inferior à multa rescisória, caso essa fosse sua vontade. Ainda assim, o Vasco conseguiu fechar a transferência por um valor acima do mínimo exigido contratualmente, o que faz com que o negócio seja tratado internamente como positivo diante do cenário herdado.

A resposta esportiva do atacante reforça essa leitura. Nos três primeiros jogos pelo AFC Bournemouth, Rayan acumulou seis finalizações, sendo duas no alvo, além de 87% de aproveitamento nos passes. Criou uma grande chance clara de gol e distribuiu cinco passes decisivos, mostrando impacto que vai além das finalizações. Os números indicam um jogador já adaptado ao ritmo físico e tático da Premier League, algo raro para atletas de sua idade.
O perfil apresentado em campo ajuda a explicar a rápida ascensão, pois Rayan entrega força física pelos lados do campo, capacidade de finalização como referência central, bom jogo aéreo e leitura de espaço para atacar a área.
Trata-se de um atacante híbrido, que pode atuar como ponta ou camisa 9, com personalidade para assumir protagonismo mesmo em um dos campeonatos mais exigentes do mundo.
Esse desempenho inicial também projeta um caminho natural rumo à Seleção Brasileira. O histórico recente mostra que atacantes jovens com impacto imediato na Premier League entram rapidamente no radar da comissão técnica nacional. A combinação entre idade, produção ofensiva, regularidade e atuação em alto nível coloca Rayan como um nome plausível para convocações futuras, especialmente em ciclos de renovação do elenco.
Do ponto de vista do Vasco, a venda ganha contornos mais claros com o desempenho do jogador. O clube não apenas conseguiu minimizar perdas impostas por um contrato mal estruturado no passado, como também reforçou a credibilidade de sua base como produtora de talentos prontos para o mercado internacional. Internamente, o Cruzmaltino já revisou contratos de outros atletas formados em casa para evitar que situações semelhantes se repitam.
Testado no futebol brasileiro e agora comprovando seu valor na Premier League, Rayan transforma uma negociação inicialmente questionada em um caso de retorno esportivo e simbólico. Se mantiver a curva de evolução, o atacante não apenas validará a venda feita pelo Vasco, como também poderá vestir, em breve, a camisa da Seleção Brasileira.
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