Depois do sucesso estrondoso de Wicked em 2024, que acumulou 10 indicações ao Oscar, venceu Melhor Figurino e Melhor Design de Produção e ultrapassou os 750 milhões de dólares em bilheteria mundial, Wicked: Parte II chega aos cinemas como um dos lançamentos mais esperados do ano. E, para quem acompanhou a primeira parte, a experiência é ainda mais recompensadora.
Assistindo ao novo capítulo conhecendo o anterior, é impossível não sentir como o diretor Jon M. Chu retorna ainda mais maduro para fechar essa história. Ele intensifica o drama, amplia a escala visual e entrega um musical épico, emocional e cuidadosamente construído. Há um domínio claro da narrativa: o que antes era introdução e construção de mundo, agora se torna consequência, clímax e catarse.
Como no primeiro Wicked, Cynthia Erivo brilha intensamente como Elphaba.
Mas aqui sua atuação ganha outra dimensão. Demonizada como a “Bruxa Má do Oeste”, Elphaba luta no exílio para defender os Animais silenciados e expor a verdade sobre o Mágico, interpretado por Jeff Goldblum com charme e manipulação na medida. Erivo encontra o equilíbrio perfeito entre dor, fúria e vulnerabilidade, transformando Elphaba em símbolo político, figura trágica e grande heroína da saga. Ela é uma força verde, veggie!
Ariana Grande, por sua vez, retorna como Glinda com mais profundidade emocional. A personagem, agora consolidada como o símbolo da Bondade em Oz, vive cercada de privilégios e glamour, mas também atormentada pela separação de Elphaba e pela dúvida moral sobre suas próprias escolhas. Grande entrega vocais impressionantes e uma presença em cena muito mais madura.

O elenco de apoio também aparece em grande forma. Jonathan Bailey, como Fiyero, ganha desenvolvimento emocional decisivo; Marissa Bode entrega uma Nessarose dolorosa e complexa; Ethan Slater reforça seu talento como Boq; e Michelle Yeoh, vencedora do Oscar, domina cada cena como Madame Morrible. O filme ainda conta com Bowen Yang, Bronwyn James e Sharon D. Clarke.
Um espetáculo técnico ainda maior que o primeiro
Visualmente, Wicked: Parte II é grandioso. Em muitos momentos, supera o primeiro filme. A direção de arte, maquiagem, figurinos e efeitos especiais constroem um Oz vivo, exuberante, mágico e politicamente tenso. A câmera de Chu alterna bem entre os momentos íntimos das protagonistas e as cenas épicas, como a multidão enfurecida que se levanta contra Elphaba.
A trilha de John Powell e Stephen Schwartz, com letras originais de Schwartz, sustenta momentos de pura emoção — e muitas vezes conversa diretamente com o que os fãs amam da Broadway. Há números musicais que prometem ficar marcados como alguns dos melhores do cinema recente.
Como alguém que viu o primeiro filme, posso afirmar: Wicked: Parte II é um desfecho digno. Não é só a continuação. É a recompensa. Ele honra as promessas feitas no primeiro capítulo e leva a amizade entre Glinda e Elphaba ao centro da história — mais do que a magia, mais do que o espetáculo.
A jornada delas agora determina o destino de Oz, mas também serve como reflexão sobre empatia, coragem e responsabilidade. O filme consegue equilibrar o épico e o emocional, entregando um final que deve deixar os fãs em lágrimas — assim como quem estava ao meu lado na sala da pré-estreia, chorando abundantemente nas últimas cenas.
Estreia e versões acessíveis
Wicked: Parte II estreia oficialmente nesta quinta-feira, 20 de novembro, com sessões antecipadas em 19/11 em cinemas de todo o país. O longa é distribuído pela Universal Pictures e chega também em versões acessíveis, ampliando o alcance do musical.
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