Friday, November 27, 2020

8º Panorama Digital do Cinema Suíço faz live com os diretores Kleber Mendonça e Basil da Cunha

Basil da Cunha, que é convidado de honra (virtual) do 8º PANORAMA DIGITAL DO CINEMA SUÍÇO e assina a direção de “O Fim do Mundo”, filme destaque entre os longas da programação do evento, participará de uma live no instagram do CineSesc, dia 03 de setembro, às 20h. O bate-papo contará também com o cineasta Kleber Mendonça Filho, autor dos filmes “Bacurau” (Prêmo do Júri do Festival de Cannes em 2019), “Aquarius” e “O Som ao Redor”.
A princípio, durante a live, os diretores irão conversar sobre diferentes temas. Dentre eles, o cinema marginal, o cinema do real e a antiutopia, acerca de seus processos de filmagem, similaridades e diferenças entre o filmar na Europa e na América Latina. Além disso, discutirão a importância da escolha das locações no processo fílmico e a experiência de dirigir não atores.A mostra é uma realização do Consulado da Suíça em São Paulo e do Sesc São Paulo. Em parceria com a agência de cinema SWISS FILMS e apoio do festival de cinema suíço Journées de Soleure. O festival, neste ano, apresenta 14 filmes e dois programas de curtas, que serão exibidos gratuitamente na plataforma Sesc Digital. Enfim, para assistir, basta acessar sescsp.org.br/panoramasuico. O evento segue até o dia 6 de setembro.

Fim do Mundo

“O Fim do Mundo”, longa lançado em 2019, estreia na programação no dia 3 de setembro e fica em cartaz até o dia 5 de setembro. Com uma forte temática social, o filme conta a história de Spira, um jovem que passou 8, dos seus 18 anos, em um reformatório. Porém, está de volta à Reboleira, uma favela localizada em Lisboa.  O diretor, Basil da Cunha, que viveu no bairro da Reboleira criou laços de amizade duradouros com seus moradores. Então, tornou seus companheiros de rap protagonistas do filme – jovens das periferias das grandes cidades em todos os continentes, que lutam por sua existência e seus sonhos.

“O Fim do Mundo”, além do seu valor intrínseco, como obra fílmica, traz uma marca representativa do cinema contemporâneo suíço, as diferentes origens de seus diretores. Ou seja, uma mescla de cineastas consagrados e mais jovens. Estes últimos, ao abrirem novas fronteiras cinematográficas, incorporaram novos territórios, cores e línguas, renovando o cinema helvético, como é o caso do próprio Basil da Cunha, suíço-português.

Inclusive, este é o segundo longa-metragem do diretor. Recebeu excelente críticas e foi considerado por alguns como uma pequena obra-prima. Além disso, foi o único filme suíço em competição no Festival de Locarno, em 2019. Por fim, em 2020, recebeu o prêmio da Academia Suíça de Melhor Fotografia.

SERVIÇO

LIVE KLEBER MENDONÇA FILHO E BASIL DA CUNHA
Quando: Quinta-feira, dia 03 de setembro, às 20h
Onde: Instagram do CineSesc (@cinesescsp) – instagram.com/cinesescsp

8º Panorama Digital do Cinema Suíço

Quando: De 27 de agosto a 6 de setembro. 
Onde: Exibições gratuitas na plataforma Sesc Digital: http://www.sescsp.org.br/panoramasuico
*A saber, o Vivente Andante recebeu o convite para ver antes alguns dos principais filmes do Panorama Digital do Cinema Suíço. Leia as críticas de O Vento MudaContrapor e Meu Primo Inglês. E, afinal, do filme de Basil da Cunha que se passa na favela da Reboleira, em Lisboa, O Fim do Mundo.

Ademais, veja o filme completo “Na Beira”:

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