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Crítica | ‘Amado’ lembra filmes de ação dos anos 80

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 29 de março de 2023
3 Min Leitura
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Dirigido por Edu Felistoque e Erik de Castro, com o roteiro de Erik de Castro, o filme “Amado” foi inspirado em uma história verdadeira. Isso já chama atenção. Difícil não lembrar de “Tropa de Elite” ao ver o cartaz e o trailer, contudo, as semelhanças são poucas.

No documentário “Cracolândia” e em “Trilha Sonora da Cidade“, Edu usa melhor as ruas, mais especialmente, as de São Paulo. Ele sabe a quantidade de histórias que estão por ali, e sabe como contá-las de forma que segure o público e proporcione a possibilidade de refletir sobre nossas mazelas.

Entretanto, Edu aqui adentra a Ceilândia para contar a jornada de Amado, um honesto policial militar, que, digamos, vai além das suas atribuições básicas. Ele prende, julga e executa, mais ou menos como o anti-herói da Marvel, o Justiceiro. É um homem firme em seus valores, trabalhador, que não aceita a impunidade da justiça brasileira, como deixa claro logo no início em conversa com sua superior.

Stallone Kobra

A atuação de Sérgio Menezes traz a força física e o estilo necessário para o papel, com imponência. O começo parece promissor, com os tais ares de “Tropa de Elite”, e um clima de expectativa pelo que virá. Porém, em seguida, o filme vai por outro caminho e lembra muito aqueles de brucutu dos anos 80, como os de Sylvester Stallone (que aparece num poster na casa de Amado), ou Arnold Shwarzeneger. Tanto na forma quanto no conteúdo. É possível ainda perceber outras homenagens a esses filmes de ação, como em um poster de Bruce Lee.

O roteiro é bastante previsível, não entrega nada novo, mas funciona ao evocar esse cinema. Afinal, o incorruptível Amado mergulha numa jornada de vingança. Ademais, as referências a fé do policial em São Jorge dão um toque brasileiro e místico. Uma cena em específico, com a oração a esse santo acontecendo, tem uma energia diferente e passa força ao espectador.

Importante acrescentar que as filmagens foram feitas durante a pandemia de Covid-19, o que ocasionou diversas interrupções ao longo da produção.

O elenco ainda inclui Adriana Lessa, sempre eficiente; Alexandre Barillari faz um policial mais comedido e receoso, parceiro do Amado. Ainda por cima tem Igor Cotrim, Brenda Ligia, Neco Vila Lobos, Sérgio Cavalcanti e Gabriela Correa.

Por fim, o longa chega aos cinemas em 09 de junho com distribuição da Downtown Filmes.

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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.

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