Poético, gostoso de assistir, com um elenco afinado. Um roteiro redondo e uma direção apurada. O drama A Vida de Chuck (The Life of Chuck), dirigido por Mike Flanagan e estrelado por Tom Hiddleston, estreia nos cinemas brasileiros em 04 de setembro com uma adaptação sensível e provocadora do conto homônimo de Stephen King. Dividido em três capítulos, o longa acompanha a jornada de Charles “Chuck” Krantz, explorando amor, perda e os mistérios da existência humana.
Aclamado pelo público no Festival de Toronto, A Vida de Chuck mistura gêneros para criar uma narrativa única, com roteiro assinado pelo próprio Flanagan, conhecido por outras adaptações do autor como Doutor Sono e Jogo Perigoso.
A Vida de Chuck brinca com o conceito de calendário cósmico, de Carl Sagan; com a poesia de Walt Whitman, em Canção de Mim Mesmo.
Em seus três capítulos, temos passado, presente e futuro, começando pelo fim do mundo. É o fim do mundo de Chuck. Uma vida comum, extraordinária em seus detalhes.
As cenas de dança, em especial a primeira, para mim, já entram nos anais do cinema. Tom Hiddleston dá um show. Chuck é só mais um ser humano, insignificante perante o grande do relógio do universo, mas, ao mesmo tempo, sua vida é uma vastidão, algo único e especial, em sua cabeça existem multidões, as quais passam dançando pelos lindos momentos de espontaneidade da vida, dos sonhos que ficaram para trás, das conversas marcantes.
Os melhores filmes já vistos por mim no cinema foram aqueles que me fizeram seguir sentado enquanto os créditos sobem. Não para esperar um epílogo totalmente inútil ou uma cena pós-créditos irrelevante, mas num torpor automático de reflexões sobre a vida.
A Vida de Chuck é tocante em sua simplicidade surrealista e me deixou automaticamente estático permeado pelas provocações feitas pela exibição. Os créditos subiam, a música tocava, e eu sorria.
A distribuição é da Diamond Films e o bom filme estreia em 04 de setembro.
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