O acesso à educação de qualidade e gratuita ganha novos capítulos no Rio de Janeiro. Duas iniciativas se destacam em 2025: o processo seletivo da Escola Sesc de Ensino Médio, referência nacional em ensino integral, e o projeto HackGirls 2025, da Fiocruz, que incentiva meninas a mergulharem no mundo da tecnologia e inovação. Ambas as ações reforçam o compromisso com a formação de jovens protagonistas em diferentes áreas do conhecimento.
Escola Sesc: excelência e inclusão no Ensino Médio
Localizada em Jacarepaguá, a Escola Sesc de Ensino Médio está com inscrições abertas até 31 de outubro para o ingresso em 2026. São 210 vagas destinadas a estudantes de todo o país que queiram cursar o Ensino Médio em tempo integral, com bolsa completa, incluindo livros didáticos e alimentação.
O processo é gratuito e contempla estudantes que tenham nascido entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2012, e estejam cursando ou tenham concluído o 9º ano do Ensino Fundamental. Das vagas disponíveis, 136 são voltadas a candidatos com renda familiar de até dois salários-mínimos per capita.
Além da prova objetiva e da redação, o processo avalia critérios sociais e educacionais, como ter estudado ao menos seis anos em escola pública ou ser dependente de trabalhador do comércio. As provas acontecem no dia 30 de novembro, e o resultado final será divulgado em janeiro de 2026.
Com uma infraestrutura de 131 mil m², a Escola Sesc oferece ambientes modernos — biblioteca, laboratórios, restaurante, complexo esportivo e centro cultural — e adota uma proposta pedagógica voltada para o aprendizado interdisciplinar e o desenvolvimento integral dos estudantes.
Serviço
Inscrições: até 31 de outubro de 2025
Prova: 30 de novembro de 2025
Edital e informações: www.poloeducacionalsesc.com.br
Endereço: Av. Ayrton Senna, 5.677 – Jacarepaguá, Rio de Janeiro
HackGirls 2025: tecnologia e protagonismo feminino
Enquanto isso, no campo da inovação, o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu mais uma edição do HackGirls, um hackathon que reuniu 59 estudantes mulheres de escolas públicas do Rio de Janeiro. Em uma imersão de três dias, as participantes desenvolveram protótipos tecnológicos voltados para desafios reais enfrentados por elas mesmas, como saúde mental, educação e adultização.
As vencedoras, da equipe Matinta, de Nilópolis, criaram o aplicativo Saberes Encantados, que propõe um banco de questões gamificadas de português e matemática, além de oferecer teste vocacional e acompanhamento psicológico com estudantes de psicologia. O grupo recebeu destaque pela originalidade e impacto social da proposta.
As participantes recebem bolsas de R$ 400 mensais por seis meses e capacitação tecnológica contínua. A iniciativa é voltada para meninas cis, trans e não binárias de territórios vulneráveis, com o objetivo de estimular o protagonismo feminino na ciência e reduzir desigualdades no acesso à tecnologia.
Durante o evento, as jovens participaram de oficinas de Design Thinking, Pitch, mentorias e palestras com cientistas, encerrando com apresentações de projetos e um pocket show da MC Soffia. A coordenadora Klena Sarges destacou que o projeto é mais do que uma formação técnica:
“É preciso mostrar que elas são capazes de transformar suas próprias comunidades com o conhecimento adquirido”, afirma.
O HackGirls é uma realização da Fiocruz, com apoio da Faperj, Dataprev, Deloitte, Accenture, Globo e da Prefeitura do Rio, por meio da Lei do ISS.



