Em um sábado inesquecível no show da turnê Tempo Rei de Gilberto Gil, com participação especial de Iza e Zeca Pagodinho, vivi uma noite mágica de música e reflexão sobre o tempo – e no dia seguinte, uma tarde de praia me trouxe ainda mais questionamentos. Um relato pessoal para inspirar você a aproveitar cada instante.
A chegada com calma
No sábado, saí de casa com calma, queria chegar tranquila ao espetáculo. Peguei um pouquinho de trânsito na Barra, mas ainda assim consegui chegar com folga — esse esforço consciente de desacelerar já me deixou no clima certo para o que viria. Retirei minha credencial de imprensa e fui direto à sala de imprensa, onde quitutes me esperavam e um café me aqueceu. Depois, segui para a área VIP, pronta para acompanhar de perto o que prometia ser uma noite memorável.
Uma arena lotada e um público vibrante
No Farmasi Arena a energia era contagiante: a produção cuidou de cada detalhe — havia copinhos de água disponíveis antes, durante e na saída do show, um cuidado que fez diferença para o conforto de todos. Os ingressos de sábado (e domingo) já estavam esgotados — sinal do quanto a turnê de Gilberto Gil mexe com multidões.
O espetáculo da vida em forma de show
Ver o Gilberto Gil subir ao palco da “Última Grande Turnê” que ele mesmo decidiu empreender (a turnê “Tempo Rei”) é estar diante de uma história viva. Em uma das minhas músicas preferidas, Drão, senti-me completamente envolvida, anestesiada do espetáculo, em gratidão por estar ali, no mesmo tempo que ele. E claro: a faixa que dá nome à turnê, Tempo Rei, sempre foi das minhas preferidas — e assistir-la ao vivo teve um peso simbólico.
Além disso, o público não era só de fãs antigos — havia crianças, estrangeiros, famílias inteiras. Durante a espera pelo carro de aplicativo para voltar pra casa,conversei com uma senhora que ficou impactada com a energia de Gilberto Gil: seu entusiasmo contagiante refletia o que eu mesma sentia.
Participações especiais e momento de comunhão
Embora o show tenha sido da turnê Tempo Rei, que traz convidados especiais em diversas cidades. E no meio dessa noite, sentir a presença de IZA e Zeca Pagodinho como participações especiais trouxe uma camada extra de alegria, surpresa e celebração. Ver artistas de gerações diferentes se unindo num palco, num clima de festa consciente, foi simbólico: o tempo passa, a música permanece, e o “agora” se torna cúmplice de tudo isso.
A reflexão: o que fazemos com o nosso tempo?
Na manhã seguinte, fui à praia com meu noivo e um casal de amigos. A Clarisse — nossa amiga — estava com um relógio pequeno no pulso e comentou que “até em casa fico de relógio; gosto de saber o tempo pra não ser engolida”. Essa frase ficou comigo. O que realmente fazemos com o nosso tempo? Será que aproveitamos ao máximo? O relógio dela me lembrou que o tempo é instrumento, ponte, freio e impulso. Então: estamos apenas passando por ele ou vivendo-o de fato?
O show me mostrou que, quando estamos presentes, o tempo se expande: cada nota, cada olhar, cada batida parecia prolongar-se numa eternidade íntima. E a tarde na praia me lembrou que as coisas simples — conversar, observar, estar junto — são talvez os atos mais poderosos de usa-mento consciente do tempo.
Gratidão e privilégio
Sair do show – leve, tocada, com o coração acelerado — me fez agradecer, mentalmente, ao site Vivente Andante, à assessoria 30e Produções, por me permitir viver aquela noite mágica. Senti-me privilegiada por estar no mesmo tempo que Gilberto Gil, por ouvir música de qualidade, por me permitir a experiência de conexão e celebração.
Epílogo: tempo como rei
O relógio da Clarisse, o palco iluminado, o público vibrando, as músicas que atravessam gerações — tudo converge para uma certeza: o tempo é rei. Ele não espera, não perdoa, mas também nos concede o poder de escolha: como vamos usá-lo? A turnê Tempo Rei de Gilberto Gil não é só um espetáculo musical — é uma convocação para estarmos vivos, inteiros, presentes. E a tarde na praia reafirmou: mesmo quando estamos “fora de palco”, o espetáculo da vida continua — depende de nós.
Se você for ao próximo show ou decidir parar e olhar o mar, lembre-se: o tempo está correndo, mas pode também servir à poesia, ao encontro, à memória que você escolher construir.
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