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Literatura e HQ

Mulheres com N Maiúsculo: Livro promete virar referência no Brasil e quer mudar o debate racial

“Mulheres com N Maiúsculo” traz 31 perfis marcantes e reflexões sobre escrevivências negras, ancestralidade, política e cultura. Veja os destaques e detalhes do lançamento

Por
Alvaro Tallarico
Última Atualização 14 de novembro de 2025
4 Min Leitura
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Um dos projetos literários e jornalísticos mais interessantes do ano, “Mulheres com N Maiúsculo: Perfis Jornalísticos e Escrevivências Negras”, publicado pela Editora Arte & Letra, é resultado de dois anos de pesquisa, entrevistas e escrita conduzidas por um coletivo de dez comunicadoras negras.

Coordenada pelas jornalistas Cláudia Kanoni e Aline Reis, a obra reúne perfis e escrevivências de 31 mulheres negras que atuam em diferentes frentes: da política institucional aos quilombos, das artes à educação, da saúde à comunicação, das periferias urbanas ao esporte. São mulheres que transformam seus territórios de atuação e reposicionam o olhar sobre o Brasil a partir de epistemologias negras, femininas e plurais.

O título faz referência direta ao conceito de escrevivência, de Conceição Evaristo, que propõe a fusão entre o que se escreve e o que se vive. A escolha do “N” maiúsculo, e não do “M”, é um gesto semântico e político que coloca a raça no centro da narrativa, evidenciando que ser mulher negra no Brasil implica trajetórias marcadas por resistência, produção de conhecimento e reinvenção contínua.

No prefácio, a jornalista e pesquisadora Cláudia Alexandre afirma que o livro é denúncia e celebração. Denúncia porque expõe o racismo estrutural, o sexismo e as múltiplas opressões que atravessam a vida das mulheres negras. Celebração porque reafirma a autoria, a ancestralidade e a potência de mulheres que transformam a própria existência em instrumento político, afetivo e estético.

Os textos atravessam temas estruturantes da experiência negra contemporânea. A emancipação aparece por meio das lutas agroecológicas, da atuação política pelo Bem Viver e do combate ao racismo institucional. A cultura se manifesta no samba, nos bailes black, no hip hop e na fotografia, apresentados como quilombos urbanos e tecnologias de resistência. A educação assume centralidade ao defender práticas antirracistas e reposicionar mulheres negras como produtoras de conhecimento. A saúde e a estética aparecem como caminhos de reforço identitário. Há ainda reflexões sobre território, racismo ambiental, religiosidade, direitos humanos e enfrentamento cotidiano às desigualdades.

O livro também preserva memórias fundamentais. Entre as mulheres retratadas estão a jurista Dora Bertúlio, pioneira das políticas de cotas no Brasil, e a professora Diva Guimarães, cuja história de resistência ganhou projeção nacional. Ambas participaram da construção do projeto e faleceram antes da publicação.

As 31 histórias são narradas por dez autoras: Aline Reis, Ana Carolina Franco, Ana Carolina Pacífico, Ana Claudia Justino, Cláudia Kanoni, Débora Evellyn Olimpio, Evelin Moreira, Letícia Costa, Mônica Ferreira e Sandy Silva. São perfis de mulheres anônimas e notórias, acadêmicas, artistas, parlamentares, quilombolas, lideranças comunitárias, comunicadoras, médicas, atletas e pensadoras que ampliam os horizontes da experiência negra.

O lançamento acontece durante o Seminário “Vozes Negras”, que integra as ações do Mês da Consciência Negra no TRE-PR.

Serviço – Mulheres com N Maiúsculo: Perfis Jornalísticos e Escrevivências Negras

Lançamento: 18 de novembro, às 16h
Local: Sala de Sessões do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) – Rua João Parolin, 224, Curitiba
Preço: R$ 89
Vendas e informações: http://arteeletra.com.br

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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.
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