O cinema 2026 promete ser um dos mais diversos e movimentados no Brasil. A programação reúne documentários que revisitam personagens centrais da cultura nacional, ficções autorais que dialogam com temas sociais urgentes e grandes produções internacionais que devem atrair públicos distintos para as salas.
Entre os lançamentos brasileiros, o documentário Hora do Recreio, dirigido por Lucia Murat, propõe um olhar sensível sobre violência, racismo e desigualdade a partir do ambiente escolar, combinando depoimentos e performances criadas pelos próprios alunos.
Já Para Vigo Me Voy! mergulha na trajetória do cineasta Cacá Diegues, articulando imagens de arquivo, entrevistas e registros inéditos de sua última filmagem, em um retrato afetivo de um dos nomes centrais do Cinema Novo.
A música e o esporte também ganham espaço no cinema 2026.
Ary reconstrói a vida e a obra de Ary Barroso, misturando encenação e arquivos raros, enquanto Zico, o Samurai de Quintino acompanha a trajetória de Zico, revelando bastidores, imagens históricas e o impacto cultural do jogador dentro e fora dos gramados.
Na ficção, o cinema nacional aposta em variedade de gêneros e abordagens. Os Corretores, dirigido por Andrucha Waddington, mistura humor e crítica social ao retratar o universo dos agentes imobiliários, com Fernanda Torres no elenco.

Colegas e o Herdeiro retoma personagens queridos do público em uma aventura marcada por humor e inclusão. Já Feito Pipa, exibido no Festival de Berlim, acompanha a infância de um menino que sonha ser jogador de futebol enquanto lida com questões familiares delicadas.
Outros títulos ampliam o espectro temático do ano, como As Vitrines, que revisita a experiência de crianças durante a ditadura chilena, Minha Terra Estrangeira, documentário sobre povos indígenas às vésperas das eleições de 2022, e Muito Prazer, novo filme de Jorge Furtado, que combina erotismo, humor e reflexão moral em uma narrativa provocadora.
No campo internacional, 2026 equilibra franquias consagradas e novas apostas. O terror aparece com força em Extermínio: O Templo dos Ossos, um bom filme, que já vimos.
Por outro lado, o suspense criminal ganha destaque em Caminhos do Crime, estrelado por Chris Hemsworth e Mark Ruffalo. A ficção científica chega com ambição em Devoradores de Estrelas, protagonizado por Ryan Gosling e Sandra Hüller.
Os blockbusters também têm presença no cinema 2026 com Homem-Aranha: Um Novo Dia, que inaugura uma nova fase do herói, Mestres do Universo, que leva He-Man de volta aos cinemas, e Jumanji 3, encerrando a franquia iniciada nos anos 1990. Completam o calendário animações familiares, thrillers políticos e novos títulos de horror, desenhando um panorama amplo de estilos e propostas.
O cinema 2026 indica um ano marcado pelo diálogo entre memória, entretenimento e experimentação, com espaço tanto para o cinema de autor quanto para produções de grande alcance popular.
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