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Elenco de Dona Beja em foto de divulgação
Cinema e StreamingNotícias

Coletiva Dona Beja: Uma releitura acima de seu tempo

Por
André Quental Sanchez
Última Atualização 28 de janeiro de 2026
5 Min Leitura
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Elenco de Dona Beja em foto de divulgação
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Criado por Daniel Berlinsky, Dona Beja traz um novo olhar contemporâneo para a novela clássica, prometendo deixar um legado para as próximas gerações.

Logo no início da coletiva de imprensa de Dona Beja, realizada para jornalistas e influenciadores no Hotel Pullman, em São Paulo, o criador Daniel Berlinsky fez questão de deixar claro que a produção não é um remake da novela clássica exibida na extinta TV Manchete. Ele também afirmou que assistiu à obra na TV e que, mesmo naquela época, já sentia que ela estava à frente do seu tempo, um sentimento que tenta resgatar nesta releitura, que inclui nomes como Grazi Massafera, Indira Nascimento e André Luiz Miranda, entre tantos outros.

A segunda novela original da plataforma HBO Max após o enorme sucesso de Beleza Fatal (2025, Raphael Montes), Dona Beja é uma novela de época que acompanha a vida de Ana Jacinta de São José, mulher que viveu em Minas Gerais no século XIX e ficou conhecida por quebrar diversos padrões de sua época: ia a festas com vagalumes no cabelo, morava sozinha, teve dois filhos de homens distintos e se sustentava por conta própria, atitudes inimagináveis para o período.

Pedro Carvalho e Grazi Massafera em cena de Dona Beja- Divulgação HBO

Pedro Carvalho e Grazi Massafera em cena de Dona Beja- Divulgação HBO

O arquétipo da mulher livre sempre despertou interesse nas mais diversas formas de arte, e Dona Beja não é uma exceção. Ainda assim, alguns comentários sobre essa questão ficaram na minha cabeça após a coletiva, como a fala de Daniel Berlinsky:

Quando você vê essas figuras, dessas mulheres livres, dando colo, compreensão, carinho, sem julgamento, a gente se identifica automaticamente. Eu acho que é isso que atrai a nossa atenção e a nossa emoção quando lidamos com esse tipo de arquétipo. — Daniel Berlinsky.

Enquanto Erika Januza, atriz responsável pela personagem Candinha, defende que a mulher nunca foi livre de verdade e que, por meio dessas personagens, a audiência vivencia um misto de admiração e inveja: afinal, muitos gostariam de ter a coragem delas. E é justamente por esse espelho que nos aproximamos dessas figuras, algo constante nos cinco episódios iniciais de Dona Beja, que focam nesse arquétipo feminino livre ao apresentar personagens complexas, distintas e, acima de tudo, humanas, ao mesmo tempo em que abordam questões extremamente contemporâneas para o século XIX.

Grazi Massafera em cena de Dona Beja- Divulgação HBO

Grazi Massafera em cena de Dona Beja- Divulgação HBO

Personagens que vão na contramão da heteronormatividade imposta, transexualidade, racismo; uma união estética entre músicas atuais e clássicas; diálogos que provocam anacronismos deliberados, tudo com o objetivo de fazer o público sentir alguma reação. Segundo a própria Grazi Massafera, a equipe está pronta para “colocar o dedo na ferida”. E, embora uma parcela mais conservadora possa reduzir o que é retratado ao rótulo de “lacração”, Berlinsky fez questão de afirmar que os elementos têm base histórica e que o essencial é provocar alguma reação na audiência, algo que a novela, nitidamente, pretende alcançar.

Acima de tudo, Dona Beja é uma novela de época tratada como espelho dos dias atuais, e essa foi a principal mensagem sentida durante a coletiva. A produção evidencia como muitas mulheres ainda são podadas, e como essa representação é tão importante hoje quanto era em 1986, na interpretação icônica de Maitê Proença, e que deixará suas marcas para as gerações futuras, da mesma forma que a novela original.

Elenco de Dona Beja em coletiva realizada em SP- Foto por André Quental Sanchez

Elenco de Dona Beja em coletiva realizada em SP- Foto por André Quental Sanchez

Produção da HBO Max, Dona Beja terá 40 capítulos e será lançado no catálogo do streaming no dia 2 de fevereiro, e distribuído para mais de 100 países.

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Tags:Beleza FatalCinemacinema brasileirocinema nacionalDaniel BerlinskyDona Bejagrazi massaferaHBO Max
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