O universo da DC Comics atravessa uma de suas fases mais tensas dos últimos anos. A nova etapa das histórias abandona a sensação de segurança que sempre cercou seus maiores símbolos, como a Liga da Justiça, e passa a trabalhar com a ideia de que legados podem ser interrompidos, reformulados ou transferidos. O foco deixa de ser apenas o embate contra vilões e passa a explorar o peso de heranças heroicas diante de um mundo que já não funciona sob as mesmas regras.
O roteirista Tom King vinha preparando uma transição séria há várias edições, desenvolvendo uma sucessora para um símbolo, e que não fosse apenas herdeira simbólica, mas como alguém forçada a amadurecer sob pressão extrema.

Atenção: spoilers importantes a partir daqui
A edição Wonder Woman #32 confirma que a trajetória da heroína clássica, Mulher-Maravilha, chega a um ponto de ruptura, abrindo espaço para que sua filha, Trinity, assuma o centro da narrativa. A mudança acontece dentro de um arco que envolve a vilã conhecida como Matriarca e uma sucessão de perdas que deixa a nova personagem isolada no confronto final.
Tom King vem trabalhando a possibilidade da morte da Mulher-Maravilha em suas histórias, para que Triniy assuma o protagonismo.
Trinity deixa de ocupar posição secundária e passa a carregar sozinha o peso de um dos mantos mais importantes da editora. A narrativa enfatiza o conflito interno da personagem, que precisa lidar com expectativas gigantescas enquanto enfrenta ameaças que superam sua vivência como heroína.

A decisão editorial sinaliza que a DC quer consolidá-la como nome de primeira linha, transformando a antiga dinâmica de legado em uma substituição efetiva dentro da própria série. A arte de Daniel Sampere reforça o tom dramático da passagem de bastão, destacando o contraste entre experiência e responsabilidade repentina.
A saída de cena da Mulher-Maravilha, uma de suas figuras centrais da Liga da Justiça e da DC, reforça a ideia de que o universo da editora entra em uma fase de transformações profundas, onde tradição e continuidade passam a disputar espaço com renovação e risco.
A mudança atinge diretamente o equilíbrio entre os pilares da Liga da Justiça.
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