O que está acontecendo com Alberto Cowboy no BBB 26? A princípio, a volta de um dos nomes mais polêmicos da história do reality reacende memórias antigas e levanta dúvidas sobre como o tempo muda — ou não — a forma de jogar. No BBB 26, Alberto Cowboy retorna à casa com a bagagem de quem já viveu o auge e a queda dentro do programa.
Dentro e fora da casa, a volta de Cowboy reacende um debate antigo sobre a narrativa do BBB 7. Para parte do público, a atual edição ajuda a desmontar a ideia de que ele teria sido um “vilão injustiçado” e que Diego Alemão não mereceu vencer. A leitura que ressurge é a de que o rótulo negativo não nasceu apenas de um paredão específico, mas de um conjunto de atitudes estratégicas e simbólicas que marcaram sua trajetória naquela temporada.
Um dos episódios mais lembrados é o chamado “pacto de sangue” com Cobra, visto como um momento que ultrapassou o campo do jogo tradicional e ajudou a consolidar a imagem de alguém disposto a tensionar o ambiente a qualquer custo. Além disso, a formação de um grupo coeso com foco constante em desestabilizar Alemão reforçou a percepção de perseguição estratégica, ainda que tudo estivesse, formalmente, dentro das regras do reality. Mesmo quem hoje critica o comportamento de Alemão fora da casa reconhece que, naquele contexto de jogo, a dinâmica construída favoreceu sua narrativa de resistência.
O curioso é observar como, anos depois, alguns veteranos parecem repetir traços que marcaram suas edições originais. Sarah perdida. Jonas apenas bonito. Sol e a pauta do racismo. Babu com um parceiro/filho. Ana Paula tretando com todo mundo. E Cowboy como um grande estrategista, manipulando.

O público percebe que velhas características voltam à tona com facilidade sob a pressão do confinamento: pautas recorrentes, estilos de confronto já conhecidos e padrões de articulação que lembram temporadas passadas. Essa sensação de “reedição de personagens” alimenta comparações diretas entre passado e presente.
No caso de Cowboy, a principal crítica atual gira em torno de um jogo visto como silencioso e indireto. Em vez de protagonizar embates frontais, ele aparece associado a conversas reservadas, aconselhamentos estratégicos e movimentações de bastidor que influenciam decisões de outros participantes. Para alguns observadores, isso o coloca como alguém que puxa fios sem se expor totalmente, preservando a própria imagem enquanto aliados assumem riscos.
A Trindade está formada, como os vilões do BBB 26 para uns, e heróis para outros. Cowboy, Jonas e Sarah.
Nesse cenário, cresce também a leitura de que poucos jogadores percebem com clareza o tipo de articulação do Cowboy. Entretanto, Leandro é um dos raros participantes que demonstra desconfiar abertamente das movimentações de Cowboy, interpretando o que seria um jogo mais “invisível” para quem está apenas na superfície das relações da casa. Ele percebeu como o rapaz usou Brígido como boi de piranha anteriormente.
Mas quem é Cowboy? O que aconteceu com o Cowboy?
Natural de Manhuaçu, em Minas Gerais, Alberto Cowboy participou do BBB 7, em 2007, quando tinha 30 anos. Na época, trabalhava como analista financeiro e entrou no reality com o sonho de seguir carreira na música sertaneja. Dentro da casa, viveu um romance com Bruna, mas o relacionamento não resistiu fora do confinamento. Hoje, aos 49 anos, o empresário é dono de um restaurante em Belo Horizonte, está em um relacionamento com Priscilla Monroy e faz parte do grupo de Veteranos da edição atual.
No BBB 7, Alberto ficou marcado como um dos principais antagonistas da temporada. Seu embate com Diego Alemão, favorito do público e campeão daquela edição, ajudou a consolidar sua imagem de estrategista frio e disposto a movimentar o jogo. Ele também esteve envolvido em articulações que colocaram Alemão e Íris Stefanelli, casal querido da época, em situações delicadas no jogo.

A rivalidade rendeu a Alberto uma eliminação com alta rejeição, encerrando sua trajetória sob o rótulo de “vilão”. Anos depois, ele próprio já comentou que enxerga a narrativa como uma questão de ponto de vista, defendendo que jogou de forma estratégica, sem ultrapassar limites pessoais.
Repetição de padrão ou nova versão no BBB 26?
No BBB 26, parte do público acompanha com atenção os primeiros movimentos do veterano. Inclusive, ele começou muito bem, ganhando o primeiro líder e até com algum favoritismo. Simpático, divertido. Mas também foi parecido no BBB 7. É possível enxergar semelhanças entre o comportamento atual e o da primeira participação: postura mais séria com o passar dos dias ao perceber que não está entre os favoritos, foco intenso em estratégias e tentativas de articulação de votos.
Conforme aliados deixam o jogo ou o cenário muda, Alberto tende a se fechar mais e agir de forma calculada, priorizando ainda mais movimentações de bastidores. Ele já perdeu bastante da simpatia inicial e demonstra frustração. O confinamento já está acentuando traços de personalidade conhecidos do público desde 2007.

Ainda assim, há quem defenda que o veterano volta mais maduro e consciente da própria imagem, podendo usar a experiência passada a seu favor. A dúvida que fica é se ele conseguirá equilibrar estratégia e carisma em um cenário muito diferente daquele que viveu há quase duas décadas.
No BBB, histórico pesa — mas nunca garante o mesmo resultado. No fim das contas, até agora, ao invés de limpar sua imagem, Sarah joga mal, erra tudo, e até sua torcida se decepciona com tantas derrapadas. Jonas ganha o apelido de quinta série e se afunda na própria imaturidade. E Cowboy comanda a Trindade para o bem, ou para o mal…
Em verdade, faltou inteligência para criarem enredos mais positivos. Os flertes entre Jonas e Ana Paula eram ótimos, bem como os iniciais entre Cowboy e ela.
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