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Banda The Rose- Divulgação
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘The Rose: Come Back To Me’ traz olhar íntimo da banda K-Pop

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 9 de fevereiro de 2026
5 Min Leitura
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Banda The Rose- Divulgação
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Dirigido por Eugene Yi, The Rose: Come Back To Me explora, por meio de entrevistas, os altos e baixos da banda The Rose — e a importância dela para os fãs.

Eu devia ter por volta de 22 anos quando descobri que K-pop não era uma banda ou uma pessoa específica, mas sim um gênero rico, cultuado e popular que se originou na Coreia do Sul. Apesar de eu nunca ter tido tanto contato com esse estilo musical, é inegável o respeito e a admiração que esses grupos despertam não só no país de origem, mas no mundo todo. The Rose: Come Back To Me explora esse amor ao contar a história da banda The Rose, de seus começos humildes como azarões ao sucesso mundial.

A narrativa se inicia com um show no Coachella, em 2024, e então retorna às origens do grupo, destacando famílias e trajetórias de Sammy, Leo, Jeff e Dylan. Assim, o documentário reconstitui por meio de entrevistas e imagens de arquivo, como eles se conheceram, decidiram formar a banda, deram origem ao nome e, com dedicação, e um pouco de sorte, alcançaram o tão sonhado sucesso, apesar dos percalços e separações pelo caminho.

Banda The Rose- Divulgação

Banda The Rose, objeto do documentário The Rose: Come Back To Me- Divulgação Sato Company

A maior força de The Rose: Come Back To Me está na proximidade que o filme constrói com seus retratados, sempre sob uma luz de franqueza e humildade que facilita a empatia e a conexão tanto dos fãs quanto de quem não tinha contato prévio com a banda. E, na medida em que alterna entre humor, honestidade e momentos mais dramáticos, como quando Sammy é preso pelo consumo de maconha, o documentário evita ficar arrastado ou cansativo, construindo uma linha cronológica clara e motivações nítidas para cada momento.

Esteticamente, The Rose: Come Back To Me segue a estrutura de talking heads, em que o entrevistado é filmado do peito para cima enquanto comenta o tema em questão, intercalando depoimentos com imagens de arquivo. Em momentos de destaque, a animação toma conta da produção: uma fluidez em 2D que remete a pinceladas de tinta e adiciona um dinamismo necessário e muito bem vindo.

Acima de tudo, The Rose: Come Back To Me é um presente para os fãs e uma ode aos sonhadores. O filme entende sua posição ao condensar mais de dez anos de história destes quatro personagens e, embora seja um documentário, assume uma estrutura clássica de jornada do herói: apresentação, união, provações, respiros de descontração, quedas e, por fim, a glória, sendo este o ponto em que os encontramos pela primeira vez.

Banda The Rose- Divulgação

Banda The Rose, objeto do documentário The Rose: Come Back To Me- Divulgação Sato Company

Mais íntimo e próximo de seus entrevistados do que The Beatles: Get Back, The Rose: Come Back To Me se fortalece ao mostrar não apenas os acertos, mas também os erros e tropeços de uma banda que já é um fenômeno, e que tende a ampliar ainda mais seu público com o documentário. Ao mesmo tempo, entregando aos fãs um olhar de respeito e admiração: o show exibido ao fim dos créditos funciona como espelho disso.

Com distribuição da Sato Company, The Rose: Come Back To Me estreia nos cinemas no dia 14 de fevereiro.

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Tags:Cinemacríticacritica the rose come back to meK-POPmúsicaThe Rosethe rose come back to me
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André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.

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