Com o encerramento da primeira temporada de A Knight of the Seven Kingdoms e a expectativa para o retorno de House of the Dragon, muitos fãs de Game of Thrones voltam a procurar produções que combinem fantasia, violência política e disputas entre facções rivais. Nesse cenário, umaa série reaparece como opção pouco explorada, mas alinhada ao mesmo tipo de narrativa épica.
Exibida entre 2018 e 2021, ela conquistou 92% de aprovação no Rotten Tomatoes e reúne batalhas brutais, alianças instáveis e personagens moralmente ambíguos. A produção também conta com Kelly Reilly, conhecida por interpretar Beth Dutton em Yellowstone, em um papel de grande destaque.
Criada por Tom Butterworth e Jez Butterworth, Britannia se passa em 43 d.C., durante a invasão romana às terras celtas da antiga Britânia. O general romano Aulus Plautius, interpretado por David Morrissey, lidera o avanço militar contra tribos locais que, além de divididas internamente, são profundamente influenciadas por druidas místicos.

A trama mistura reconstrução histórica com fantasia ritualística, dando destaque ao embate entre racionalidade militar romana e espiritualidade celta. O clima é de tensão constante, com traições, alianças frágeis e disputas por poder em múltiplos núcleos narrativos.
Assim como em Game of Thrones, o conflito não se limita a dois lados claros. As próprias tribos celtas enfrentam rivalidades internas, o que amplia o panorama político e mantém o enredo imprevisível.
Britannia destaca Kelly Reilly em papel central
Em Britannia, Kelly Reilly interpreta Kerra, princesa guerreira da tribo Cantii. Determinada e estratégica, a personagem se destaca como uma das líderes da resistência contra os romanos, mesmo enfrentando oposição dentro da própria família.
Kerra é filha do rei Pellenor, mas desafia as decisões do pai e questiona a influência dos druidas sobre o destino de seu povo. Ao longo da primeira temporada, a personagem equilibra conflitos externos e disputas familiares, em uma trajetória marcada por coragem e ambiguidade moral.
A atuação de Reilly é apontada como um dos pontos altos da série, especialmente nas cenas que envolvem confrontos diretos, batalhas e embates políticos. Diferentemente do tom exagerado de alguns elementos místicos da produção, sua performance mantém um eixo emocional consistente.
Britannia combina fantasia sombria e política violenta
Embora não envolva dragões ou magia explícita nos moldes tradicionais da alta fantasia, Britannia mergulha em rituais, profecias e manipulação espiritual. Os druidas exercem influência decisiva sobre as tribos, reforçando a dimensão mística da narrativa.
O tom é frequentemente sombrio, com sequências de violência explícita e decisões políticas que resultam em massacres e traições. A atmosfera lembra o início de Game of Thrones, quando alianças eram formadas e rompidas com consequências fatais.
A série também se destaca pela presença de mulheres em posições de poder, tanto entre as tribos quanto nos núcleos políticos, o que amplia a complexidade das disputas.

Com três temporadas, Britannia oferece uma narrativa fechada para quem busca maratonar uma fantasia adulta com temática histórica.
Embora não tenha alcançado o mesmo impacto cultural de Game of Thrones, a produção construiu identidade própria ao combinar violência ritualística, política tribal e ambientação histórica estilizada.
Para espectadores que procuram batalhas estratégicas, personagens moralmente complexos e conflitos territoriais, Britannia surge como alternativa consistente no intervalo entre grandes lançamentos do gênero.
Britannia está disponível para streaming no Brasil. Você pode assistir a série nas plataformas Claro Video e Claro tv+, onde todas as temporadas estão disponíveis de forma legal.
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