Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
critica episodio 1 temporada 5 the boys
CríticaCinema e Streaming

Crítica | The Boys 5ª temporada choca com morte impactante e crítica política afiada

Por Redação
Última Atualização 8 de abril de 2026
5 Min Leitura
Share
Prime Video
SHARE

A temporada final de The Boys começa como a própria série sempre operou: exagerada, violenta e desconfortavelmente próxima da realidade. Nos dois primeiros episódios da 5ª temporada, o que se vê é menos uma despedida imediata e mais um ajuste de tom — entre a promessa de um desfecho explosivo e a tentação de repetir fórmulas já conhecidas.

O primeiro episódio da 5ª temporada é, sem dúvida, o mais forte. A escolha de ambientar parte da narrativa nos chamados “Freedom Camps” não é apenas um recurso dramático, mas uma crítica direta — e pouco disfarçada — ao cenário político contemporâneo, especialmente dos Estados Unidos. Ali, personagens como Hughie, Mother’s Milk e Frenchie são tratados como inimigos do sistema por razões que vão do ativismo à simples dissidência digital. A sátira, que sempre foi uma das marcas da série, ganha contornos ainda mais ácidos.

Esse paralelo com a realidade se amplia na forma como o discurso público é manipulado. A série volta a explorar a lógica da desinformação, em que fatos são rapidamente reconfigurados como “propaganda”, e a verdade se torna irrelevante diante de narrativas convenientes. A construção desse universo — onde mídia, poder e culto à personalidade se misturam — é um dos aspectos mais eficientes do episódio.

Dentro desse cenário, Hughie surge como um ponto de equilíbrio. Sua trajetória ao longo das temporadas encontra aqui um momento de maturidade: sem poderes, mas com uma convicção inabalável, ele representa uma resistência que não depende de força física, mas de persistência. Sua interação com Homelander é especialmente reveladora, justamente por não haver medo — algo raro naquele universo.

O grande impacto, porém, vem na reta final. A tentativa de resgate no campo rapidamente evolui de uma sequência quase cômica para um confronto brutal, culminando na morte de A-Train. É uma despedida que ressignifica o personagem: alguém que, no início, simbolizava o oportunismo e a covardia, agora encontra redenção ao agir exatamente como não foi capaz no passado. A cena carrega peso emocional e funciona como um lembrete de que, mesmo em um mundo distorcido, ainda há espaço para escolhas significativas.

O segundo episódio, por outro lado, apresenta uma mudança perceptível de ritmo. Após o impacto inicial, a narrativa recua para uma estrutura mais familiar: o grupo reunido novamente sob a liderança de Billy Butcher, planejando a próxima ofensiva contra Homelander. Há uma sensação de repetição — como se a série, momentaneamente, voltasse ao seu “modo padrão”.

Ainda assim, o episódio não é vazio. A introdução do vírus capaz de eliminar supers amplia as possibilidades narrativas e reforça o tom de tudo ou nada que marca essa reta final. Algumas subtramas, no entanto, parecem menos desenvolvidas do que poderiam, e certos conflitos emocionais surgem de forma mais superficial, sem o mesmo impacto do episódio anterior.

Antony Starr é a alma de The Boys?

Quem mantém o interesse elevado é Antony Starr. Sua interpretação de Homelander segue sendo um dos grandes trunfos da série. Aqui, o personagem avança ainda mais em sua espiral de delírio: poderoso, idolatrado e completamente desconectado da realidade, ele oscila entre carência emocional e autoritarismo absoluto. Em cenas que misturam humor sombrio e inquietação, fica claro que seu maior perigo não está apenas na força, mas na instabilidade.

No conjunto, os dois primeiros episódios oferecem um início irregular, mas promissor. O primeiro entrega intensidade, crítica e impacto; o segundo reorganiza a narrativa, ainda que com menos urgência. O que permanece constante é a capacidade de The Boys de usar o absurdo como lente para observar o real — e, nesse processo, tornar o desconforto parte essencial da experiência.

Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

3ª temporada de Gen V ganha novidade ruim antes do fim de The Boys
Tags:Destaque no Viventeo que acontece the boys temporada 5 estreiaquem morre em the boysserie the boys resumo episodiosthe boys a train morte episodiothe boys análise completa episódios iniciaisthe boys critica estados unidos politicathe boys episodio 1 e 2 explicaçãothe boys final temporada análisethe boys homelander critica politicathe boys temporada 5 criticathe boys temporada final review
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

Turma da Mônica Jovem: Reflexos do medo.
Cinema e StreamingCrítica

Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo | Crítica

Livia Brazil
11 Min Leitura
Se Algo Acontecer Te amo
CríticaCinema e Streaming

Se Algo Acontecer… Te Amo | Animação da Netflix é sublime

Alvaro Tallarico
2 Min Leitura
As aventuras de tadeo e a tabua de esmeralda
Cinema e StreamingNotícias

Paramount Pictures divulga trailer de ‘As Aventuras de Tadeo e a Tábua de Esmeralda’

Redação
2 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?