Três lançamentos recentes ajudam a desenhar um retrato interessante da música brasileira hoje: plural, híbrida e cada vez mais aberta a cruzamentos de linguagem.
Aos 15 anos, Nanda Retes aposta no diálogo entre o sertanejo e o pop em “Tem Coisas”, faixa que chega às plataformas no dia 9 de abril. A jovem mineira, radicada no Rio, imprime na música uma identidade que mistura referências nacionais — como Marília Mendonça e Ana Castela — com nomes do pop internacional, como Taylor Swift e Ariana Grande.
A canção, composta pelo mesmo autor de “Tubarões”, sucesso de Diego e Victor Hugo, gira em torno de uma paixão intensa, explorando o contraste entre o que é dito e o que é revelado no olhar. A produção traz elementos típicos do sertanejo contemporâneo, mas com acabamento pop que aproxima a artista de uma nova geração do gênero.
Em outro caminho, Bárbara Silva apresenta “Chamego”, single que mergulha em sonoridades afro-brasileiras e afro-latinas. Baseada no ritmo ijexá, a faixa aposta na força da percussão e em uma construção musical que remete a nomes como Daniela Mercury e Gilberto Gil, além de dialogar com artistas contemporâneas como Luedji Luna.
A letra nasce de uma situação cotidiana e se transforma em uma celebração do afeto e do reencontro. Com versos que evocam desejo e proximidade, “Chamego” inaugura uma nova fase na carreira da artista, que planeja uma sequência de lançamentos ao longo dos próximos meses.
Já Leo Drummond segue por uma linha mais intimista em “Nossa Casa”, single que marca seu retorno à música autoral. Misturando indie folk e rockabilly, a faixa resgata influências clássicas, com ecos de The Beatles e harmonias vocais inspiradas em grupos como Bee Gees e Boca Livre.
Escrita há mais de uma década, a canção carrega um caráter afetivo: nasceu como um presente pessoal e agora ganha nova vida como ponto de partida de uma fase mais madura do artista. A música fala de um espaço simbólico construído a dois, onde o cotidiano e o afeto se encontram.
Apesar das diferenças de estilo, os três lançamentos compartilham um ponto em comum: a valorização da identidade artística em diálogo com múltiplas influências. Entre o sertanejo pop, a percussão afro-brasileira e o indie folk, a música nacional segue expandindo seus próprios limites — sem abrir mão da emoção como fio condutor.
Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!



