Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
(Crédito: Ag. Enquadrar/RIW)
Ciência e EducaçãoNotícias

“A realidade que você vê não existe”, diz neurocientista enquanto explica como melhorar o cérebro

Neurocientista afirma que o cérebro cria uma versão do mundo a partir de sinais elétricos e apresenta tecnologia capaz de fazer pessoas "ouvirem" por meio do tato

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 5 de agosto de 2026
5 Min Leitura
Share
David (Crédito: Ag. Enquadrar/RIW)
SHARE

A realidade que cada pessoa acredita enxergar é, na verdade, uma construção do cérebro. A afirmação, que parece saída de um filme de ficção científica, abriu uma das palestras mais concorridas desta quarta-feira (5) no Rio Innovation Week 2026. Em conversa com o físico e astrônomo Marcelo Gleiser, o neurocientista norte-americano David Eagleman explicou como o cérebro interpreta o mundo e mostrou tecnologias que podem ampliar os sentidos humanos.

Autor do livro Incógnito – A Vida Secreta do Cérebro, Eagleman lembrou que o cérebro nunca entra em contato direto com a realidade externa. Isolado dentro do crânio, ele recebe apenas impulsos elétricos enviados pelos órgãos dos sentidos e, a partir dessas informações, cria um modelo do mundo.

“Em cada um de nós existe um outro que não reconhecemos. É a nossa voz interior”, afirmou o pesquisador.

Segundo Eagleman, esse “outro eu” é responsável por uma enorme quantidade de decisões tomadas sem que a pessoa perceba. Desde reconhecer instantaneamente o rosto de alguém conhecido até se apaixonar, praticamente tudo passa por processos inconscientes.

Durante a conversa, Eagleman explicou que o cérebro não funciona como uma única unidade. Na prática, ele reúne diversos sistemas que frequentemente entram em conflito.

Cada decisão representa uma espécie de negociação entre impulsos, desejos, emoções e interpretações diferentes. É justamente essa disputa permanente que torna o comportamento humano tão complexo.

Marcelo Gleiser conduziu a discussão explorando a relação entre consciência e percepção, destacando como o ser humano consegue refletir sobre os próprios pensamentos e modificar comportamentos ao longo da vida.

Um dos momentos que mais chamou a atenção do público foi a apresentação de uma tecnologia desenvolvida por Eagleman para ampliar a percepção humana.

O pesquisador mostrou um colete que converte sons em vibrações na pele. Depois de um período de adaptação, o cérebro passa a interpretar esses estímulos táteis como informação sonora.

A tecnologia foi criada inicialmente para pessoas com deficiência auditiva, mas pode ter aplicações muito mais amplas.

Segundo Eagleman, o cérebro não está limitado aos cinco sentidos tradicionais. Qualquer informação pode ser transformada em padrões que ele aprenda a interpretar.

Essa capacidade abre caminho para o desenvolvimento de novos sentidos artificiais e para formas inéditas de interação entre seres humanos e tecnologia.

O segredo para manter o cérebro saudável

Além da ciência, Eagleman também deixou um conselho prático para quem deseja preservar a saúde cerebral.

Para ele, o cérebro precisa ser constantemente desafiado.

“É preciso sair do caminho de menor resistência. A fórmula mais simples é buscar coisas novas e fazer algo diferente.”

Entre as sugestões apresentadas pelo neurocientista estão atitudes simples do cotidiano, como escovar os dentes com a mão não dominante, trocar o relógio de braço ou alterar o caminho percorrido até o trabalho.

Embora pareçam pequenas mudanças, elas obrigam o cérebro a sair do piloto automático e estimulam a criação de novas conexões neurais.

Outro conceito destacado por Eagleman foi a plasticidade cerebral, capacidade que permite ao cérebro reorganizar suas conexões durante toda a vida.

Segundo ele, experiências, aprendizagem, relações sociais e até o contato físico modificam continuamente a estrutura cerebral. Da mesma forma, a ausência de estímulos e vínculos pode comprometer o desenvolvimento cognitivo.

O pesquisador também explicou que o cérebro mantém um “mapa” do próprio corpo e consegue reorganizar esse sistema quando ocorre a perda de uma função ou de um membro, característica que torna possíveis tecnologias como próteses inteligentes e sistemas de substituição sensorial.

A palestra integrou a programação da conferência Ciência para Todos, uma das atrações do Rio Innovation Week 2026, que segue até sexta-feira (7), no Píer Mauá, reunindo pesquisadores, empresários e especialistas para discutir ciência, tecnologia, inovação e o futuro.

Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Crítica: ‘Champagne- uma viagem de pai e filho’ transforma afeto em jornada bonita, mas pouco ousada
  • Crítica: ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ entrega o Peter Parker que os fãs esperavam, mas pequenos tropeços são consideráveis
  • Crítica: ‘A Mãe Bruxa’ promete um dos terrores mais intrigantes do ano, mas decepciona onde mais importa
Tags:cérebrocérebro humanociênciaDavid EaglemanDestaque no Viventeinovaçãointeligência artificialMarcelo Gleiserneurociênciapercepção da realidadeplasticidade cerebralRio innovation weekRIW 2026saúde cerebral
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
PorAlvaro Tallarico
Me Siga!
Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

crítica de animais fantasticos-3 com maria fernanda candido
NotíciasCinema e Streaming

Os Segredos de Dumbledore | Crônicas de Animais Fantásticos

Alvaro Tallarico
4 Min Leitura
Helô Tenório
MúsicaNotícias

Íntimo | Helô Tenório apresenta novo álbum no Museu da República com entrada franca

Redação
2 Min Leitura
Baixada Fluminense ganha espaço no Rio Innovation Week 2026 com painel sobre cultura, turismo, inovação e desenvolvimento territorial no Píer Mauá
TurismoCiência e Educação

Baixada Fluminense leva cultura, turismo e inovação ao Rio Innovation Week

Alvaro Tallarico
4 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?