O Rock in Rio não é apenas um festival de música. Por trás dos grandes palcos, existe uma operação que envolve sustentabilidade, marketing, liderança, produção, tecnologia e uma complexa rede de parceiros. É justamente essa estrutura que o Rock in Rio Academy pretende revelar em sua décima edição, marcada para 9 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
Realizado pela Rock World em parceria com HSM e Provoke, o programa propõe uma imersão de mais de 12 horas nos bastidores do festival. A programação combina painéis, visitas guiadas e mentorias com profissionais envolvidos diretamente na operação.
A edição deste ano terá como tema “Orquestrando sistemas vivos sob pressão”, colocando no centro da discussão um desafio que ultrapassa o universo dos grandes eventos: como conectar pessoas, estratégias, interesses e recursos quando decisões precisam ser tomadas rapidamente e sob pressão.
Um dos destaques da programação será o debate sobre sustentabilidade, que contará com a participação da Coca-Cola Brasil e da LATAM.
A Coca-Cola participa pela primeira vez do Rock in Rio Academy e terá Katielle Haffner, diretora de Sustentabilidade da companhia, compartilhando aprendizados obtidos a partir da atuação da marca em festivais desde 2022.
A discussão parte de uma questão cada vez mais importante para grandes eventos: como transformar compromissos ambientais e sociais em decisões concretas, capazes de ser aplicadas desde o planejamento até a execução.
A participação da empresa também coincide com a reedição do Guia de Sustentabilidade para Festivais, desenvolvido pela Coca-Cola em parceria com a PUC-Rio e lançado originalmente em 2024.
O material reúne orientações para eventos de diferentes formatos e tamanhos, com o objetivo de ajudar profissionais do setor a incorporar critérios de sustentabilidade em suas operações.
“A presença das marcas nos festivais vai além da exposição. Esses eventos permitem testar soluções, mobilizar parceiros e transformar compromissos de sustentabilidade em práticas percebidas pelo público”, afirma Katielle Haffner.
A executiva também destaca a intenção de compartilhar experiências que possam ser adaptadas por eventos de diferentes dimensões.
A discussão ganha ainda mais relevância quando se considera a escala do próprio Rock in Rio. Desde sua primeira edição, em 1985, o festival informa ter gerado mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos. Na edição de 2024, o impacto econômico estimado na cidade do Rio de Janeiro chegou a R$ 2,9 bilhões.
O festival também afirma ter investido, junto a parceiros, mais de R$ 118 milhões em projetos relacionados a sustentabilidade, educação, música e florestas. Na Amazônia, segundo os dados divulgados pela organização, foram plantadas mais de 4 milhões de árvores.
LATAM discute conexão por meio da emoção
A programação também terá Rodrigo Padilla, Global Chief Brand Officer do grupo LATAM, falando sobre “Presença e Conexão Através da Emoção”.
A participação aborda outro aspecto importante da relação entre grandes marcas e eventos: a capacidade de criar conexões que ultrapassem a simples exposição de logotipo.
Para a LATAM, a parceria com o Rock in Rio está relacionada justamente à ideia de conectar pessoas e construir experiências relevantes.
“Para a LATAM, é uma satisfação fazer parte do Rock in Rio Academy e contribuir, ao longo dos últimos anos, para uma iniciativa que promove conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento”, afirma Padilla.
A presença da empresa também mostra como o Academy utiliza o próprio festival como um grande laboratório para discutir estratégias que podem ser aplicadas em outros setores.
Depois da programação da manhã, os participantes poderão escolher entre três trilhas pela Cidade do Rock: Gestão, Marketing e Produção.
Na trilha de Gestão, a proposta é apresentar as decisões e tensões envolvidas na liderança de uma operação desse tamanho. Em vez de observar o festival apenas pela perspectiva do público, os participantes terão contato com os desafios enfrentados nos bastidores.
A trilha de Marketing será voltada a profissionais de comunicação e marketing. Os debates abordarão construção de love brands, gestão de dados e imagem, comunicação colaborativa e brandformance.
A ideia é mostrar como a relação entre marca e público precisa continuar mesmo quando o festival deixa de estar fisicamente em funcionamento.
Já a trilha de Produção mergulha naquilo que a organização chama de “arquitetura invisível” do Rock in Rio. São os processos que acontecem longe dos olhos do público, desde os bastidores da produção artística até o planejamento operacional e as transformações dos palcos.
Essa divisão ajuda a explicar por que um grande festival precisa funcionar como muito mais do que uma sequência de shows.
Existe uma estrutura complexa por trás de cada experiência que o público vivencia.
Academy transforma o Rock in Rio em estudo de caso
A metodologia utilizada no programa é o Live Case Study, que aproxima os participantes de situações e desafios enfrentados durante uma operação real.
É uma diferença importante em relação a uma formação executiva tradicional. Em vez de discutir apenas conceitos em uma sala de aula, os participantes estarão dentro da própria Cidade do Rock, observando como decisões de gestão, marketing, sustentabilidade e produção se conectam.
Rodolfo Medina, presidente-executivo do Grupo Dreamers e sócio-fundador da Rock World, destaca justamente o papel das parcerias nesse processo.
“O Rock in Rio sempre acreditou no poder das parcerias para ampliar impacto. Quando reunimos marcas que compartilham valores e disposição para construir juntas, conseguimos transformar grandes eventos em plataformas de conexão, aprendizado e evolução”, afirma.
Além de Medina, participam da programação Roberta Medina, Luis Justo, Ronaldo Pereira, Ricardo Acto, Zé Ricardo, Ana Deccache e Renata Guaraná, entre outros executivos da Rock World.
Também estão confirmados Agatha Arêas, fundadora da Provoke, e Reynaldo Gama, CEO da Ânima Educação.
Chegar à décima edição significa consolidar uma proposta que utiliza o Rock in Rio como ambiente de aprendizado para executivos e profissionais.
A iniciativa também acompanha uma característica que marcou a evolução do festival ao longo das décadas: a transformação de um evento musical em uma plataforma que reúne entretenimento, negócios, sustentabilidade, educação e experiência.
Desde 1985, o Rock in Rio já recebeu mais de 12,3 milhões de visitantes em suas diferentes edições e cidades. Ao longo dessa história, passaram pelos palcos mais de 4.667 artistas, em 141 dias de festival.
O próprio evento também passou a incorporar metas ambientais e sociais à sua operação. A organização informa que é neutra em carbono desde 2006 e foi pioneira na certificação ISO 20121, voltada à gestão sustentável de eventos.
Na prática, o Rock in Rio Academy procura colocar essa estrutura em discussão e mostrar como conceitos como sustentabilidade, emoção e construção de marca podem ser transformados em decisões.
Mais do que observar o festival funcionando, os participantes terão a oportunidade de entender o que precisa acontecer para que uma experiência dessa dimensão chegue ao público.
Quanto custa participar do Rock in Rio Academy?
As inscrições estão disponíveis no site oficial do Rock in Rio Academy.
A Experiência Standard custa R$ 5.290 e inclui ingresso de gramado para um dia do Rock in Rio.
Já a Experiência VIP custa R$ 7.990, com ingresso VIP para um dia do festival e interações exclusivas com executivos da Rock World.
Também estão disponíveis pacotes corporativos.
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