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ArtRio estreia circuito de performance com Grupo MEXA, Juliana Frontin e obra de Gabriel Massan

Por Redação
Última Atualização 8 de setembro de 2026
8 Min Leitura
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A Última Ceia - Grupo Mexa
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A ArtRio amplia seus caminhos em 2026 e estreia o ONDA — Circuito ArtRio de Performance, programa dedicado a trabalhos que colocam o corpo, o som, a instalação e a experiência como elementos centrais da arte contemporânea.

A primeira programação começa antes mesmo da abertura oficial da feira e ocupa diferentes espaços do Rio de Janeiro. A estreia acontece nos dias 12 e 13 de setembro, no Teatro Carlos Gomes, com A Última Ceia, do Grupo MEXA. Depois, o programa segue com Trance Continuum, de Juliana Frontin, no Palácio Capanema, no dia 16.

A iniciativa ainda se conecta à própria ArtRio por meio de Soft Power, obra inflável de Gabriel Massan que será instalada nos jardins da feira. Com sete metros de altura, a peça chega ao Rio como uma presença visual que dificilmente passará despercebida.

A proposta do ONDA é interessante justamente por não limitar a experiência artística ao espaço tradicional de uma feira. Em vez de concentrar os trabalhos nos estandes, o circuito espalha performances e instalações pela cidade.

A estreia acontece no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, nos dias 12 e 13 de setembro, às 18h.

O trabalho escolhido para inaugurar o circuito é A Última Ceia, do Grupo MEXA, coletivo criado em São Paulo em 2015 e que desenvolve pesquisas nas fronteiras entre realidade e ficção, autobiografia, documentário e teatro do real.

O grupo nasceu no contexto de abrigos para pessoas em situação de rua e, desde 2016, é artista residente da Casa do Povo. Sua produção transita por performance, teatro, vídeo e fotografia.

Em A Última Ceia, um grupo de pessoas se reúne para uma última refeição. Em determinado momento, alguém anuncia que vai morrer e que aquele coletivo deixará de existir.

A partir daí, a obra constrói uma reflexão sobre despedida, memória e permanência.

Escrita e dirigida por João Turchi, a performance parte da conhecida imagem da obra de Leonardo da Vinci para pensar questões relacionadas à morte e à ressurreição a partir das experiências do próprio grupo.

Uma das perguntas centrais é sobre como continuar quando o coletivo deixa de existir. Outra está relacionada à memória de corpos que já não podem contar suas próprias histórias.

A obra busca construir uma imagem final que permaneça mesmo depois do fim daquele grupo.

A Última Ceia já passou por teatros e festivais internacionais, incluindo eventos em Paris, Bruxelas, Berlim, Glasgow, Leeds e Marselha, além de apresentações em São Paulo e no Festival de Curitiba.

Agora, chega ao Rio para abrir oficialmente o novo circuito da ArtRio.

O ONDA continua no dia 16 de setembro, das 15h às 17h, com a performance sonora Trance Continuum, de Juliana Frontin.

A apresentação acontece no pilotis do Palácio Capanema e investiga o som como matéria, presença e memória.

A artista parte de sua relação com a música, a cena noturna e a experiência coletiva das festas para criar uma situação em que o som não funciona simplesmente como trilha sonora.

Frequências, repetições e pequenas variações criam uma atmosfera de suspensão. O trabalho explora contrastes como volume e abafamento, euforia e esgotamento, corpo e vazio.

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O espaço também passa a fazer parte da obra. Em vez de conduzir uma narrativa tradicional, Trance Continuum utiliza diferentes intensidades sonoras para provocar uma experiência sensorial.

É uma proposta que desloca a música de seu lugar mais habitual e faz o público perceber o próprio ato de escutar.

Gabriel Massan leva Soft Power para os jardins da ArtRio

Dentro da feira, o público encontrará outra experiência bastante diferente.

Soft Power, de Gabriel Massan, é uma obra inflável de sete metros de altura que será instalada nos jardins da ArtRio. Com muitas cores, braços longos e um sorriso enigmático, a peça foi concebida para ocupar uma escala que ultrapassa o espaço convencional de um estande.

O próprio tamanho da obra explica sua instalação nos jardins da feira.

Natural de Nilópolis, na Baixada Fluminense, Gabriel Massan constrói uma produção que aproxima videogames, ficção crítica, experiência negra e latino-americana e questões relacionadas a corpo, território e tempo.

Sua prática trata os videogames não apenas como ferramentas tecnológicas, mas como espaços possíveis para construir narrativas e ambientes.

Soft Power, criada em 2026, parte justamente dessa relação entre corpo e linguagem. A obra propõe perguntas sobre os signos presentes em sua superfície e as histórias que eles podem revelar.

A presença de Massan no Rio acontece depois de participações e exposições internacionais. O artista palestrou no New Museum, em Nova York, e integrou uma exposição na Serpentine Galleries, em Londres.

Na ArtRio, a obra ganha ainda outra camada pela relação com a paisagem carioca.

Instalada diante da Baía de Guanabara e com o Cristo Redentor no horizonte, Soft Power coloca uma criação contemporânea de forte dimensão ficcional em diálogo direto com um dos cenários mais reconhecíveis do Rio.

A estreia do ONDA acontece em um momento em que a ArtRio procura expandir sua presença para além da Marina da Glória.

O circuito transforma a própria cidade em parte da programação e aproxima a feira de espaços culturais que possuem histórias e características distintas.

O Teatro Carlos Gomes recebe uma performance teatral e performática. O Palácio Capanema vira espaço para uma investigação sonora. Já os jardins da Marina da Glória recebem uma instalação monumental.

Essa circulação também reforça uma característica da arte contemporânea: nem sempre uma obra precisa estar em uma galeria ou em um museu para produzir uma experiência artística.

O corpo pode ser o suporte. O som pode ser a matéria. Uma instalação pode transformar uma paisagem inteira.

Nesse sentido, o ONDA chega como uma extensão da própria experiência da ArtRio e, ao mesmo tempo, como uma maneira de apresentar ao público trabalhos que não cabem facilmente dentro de uma lógica tradicional de feira de arte.

Serviço – A Última Ceia — Grupo MEXA

Datas: 12 e 13 de setembro
Horário: 18h
Local: Teatro Municipal Carlos Gomes — Praça Tiradentes, s/nº, Centro, Rio de Janeiro
Ingressos: R$ 40 e R$ 20
Vendas: Sympla

Trance Continuum — Juliana Frontin
Data: 16 de setembro
Horário: das 15h às 17h
Local: Pilotis do Palácio Capanema — Rua da Imprensa, 16, Centro, Rio de Janeiro

ArtRio 2026
Datas: 16 a 20 de setembro
Local: Marina da Glória — Av. Infante Dom Henrique, s/nº, Glória, Rio de Janeiro.

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Tags:A Última Ceia Grupo MEXAarte contemporânea no RioartrioArtRio 2026Gabriel Massan Soft PowerGrupo MEXAJuliana Frontin Trance ContinuumONDA Circuito ArtRio de Performanceperformance no Rio de JaneiroTeatro Carlos Gomes
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