Kit Harington voltou a falar sobre dois personagens que marcaram sua carreira. O ator comentou a possibilidade de interpretar novamente Jon Snow, de Game of Thrones, e revelou uma relação pessoal com Harry Potter durante seu processo de sobriedade.
Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, Harington afirmou que hoje se sente mais confortável com a ideia de retornar ao universo de Game of Thrones. O ator chegou a desenvolver uma sequência centrada em Jon Snow para a HBO, mas o projeto acabou sendo arquivado.
“Eu ainda acho que existe um mundo em que algo poderia funcionar”, afirmou Harington.
O projeto começou a ser desenvolvido cerca de dois anos antes de ser abandonado. Segundo o ator, a decisão de não seguir adiante ocorreu porque a equipe não encontrou uma história que considerasse adequada para continuar a trajetória do personagem.
Na época, Harington, a HBO e George R.R. Martin defendiam que a produção só deveria acontecer caso encontrassem uma história que justificasse o retorno.
“Se não encontrarmos a coisa certa, vamos simplesmente não fazer”, contou o ator sobre a postura adotada durante o desenvolvimento.
Agora, depois de participar de outros projetos, Harington afirma que voltou a se sentir mais à vontade com Jon Snow e com o universo criado por Martin.
Harry Potter teve papel importante na sobriedade
A relação do ator com Harry Potter, porém, ganhou um significado diferente nos últimos anos.
Harington contou que os audiolivros da saga ajudaram durante seu processo de sobriedade. Segundo o ator, sua mente fica muito ativa durante a noite e ele sempre teve dificuldade para dormir.
Depois de parar de consumir álcool, essa dificuldade teria aumentado. Foi quando começou a ouvir os audiolivros de Harry Potter antes de dormir.
“Agora eles são a coisa que ouço todas as noites”, contou.
A relação com a franquia ganhou um novo capítulo quando Harington foi escolhido para interpretar Gilderoy Lockhart nas versões em áudio com elenco completo dos livros de Harry Potter, lançadas no ano passado.
A ligação do ator com o universo criado por J.K. Rowling também chegou à televisão.
No mês passado, Harington foi confirmado no elenco da série live-action de Harry Potter produzida pela HBO. Ele interpretará Gilderoy Lockhart na segunda temporada.

O personagem é o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas conhecido pelo comportamento narcisista e pela obsessão com a própria imagem.
Ao comentar a escolha, Harington brincou com a personalidade do personagem.
“Lockhart é viciado em si mesmo”, disse. “É apenas um pequeno passo para a minha esquerda.”
A série de Harry Potter marca, portanto, uma nova passagem do ator por uma grande franquia de fantasia, depois de sua trajetória como Jon Snow em Game of Thrones.
O que aconteceu com o retorno de Jon Snow?
O desenvolvimento do projeto sobre Jon Snow foi revelado originalmente em 2022. A ideia inicial acompanharia o personagem após os acontecimentos de Game of Thrones.
De acordo com informações citadas pelo The Hollywood Reporter, a história imaginava Jon vivendo isolado e lidando com as consequências de sua trajetória. A proposta chegou a explorar aspectos mais sombrios do personagem, incluindo seu afastamento de Ghost e o abandono da espada Longclaw.
Harington também queria que Jon eventualmente morresse na história e não retornasse como um herói tradicional.
Posteriormente, um novo roteirista entrou no projeto para tentar recuperar a ideia. Quoc Dang Tran, de Drops of God, chegou a trabalhar no desenvolvimento, que poderia deslocar parte da história para Essos.
Até o momento, porém, não há confirmação de que a produção será retomada.
Enquanto o futuro de Jon Snow permanece indefinido, Harington segue em outros projetos. Atualmente, o ator promove A Tale of Two Cities, adaptação de quatro episódios da obra de Charles Dickens lançada pelo MGM+ em setembro.
Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!
Leia mais
- Crítica: ‘Marido de Aluguel’ encontra sua principal força no caos e no absurdo
- Crítica: ‘One Piece: O Filme’ demonstra porque o anime ainda é tão relevante
- Crítica: ‘Querendo ou Não’ é confortável coming of age tardio



