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Aldeotas | Peça de Gero Camilo ganha releitura cinematográfica

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filme Aldeotas

Em cartaz por mais de uma década, e vencedora dos prêmios Shell e Qualidade Brasil, a peça Aldeotas, de Gero Camilo, ganha uma releitura cinematográfica. A narrativa acompanha dois amigos, o poeta Levi (Gero) e Elias (Marat). Eles se conhecem desde a infância, mas acabam se separando por 17 anos, quando o primeiro resolve ir embora da pequena cidade conservadora onde moram para viver uma vida mais livre num grande centro urbano. A ideia era fugirem juntos, mas seu amigo acaba desistindo. Posteriormente se encontram apenas quando Levi volta à cidade para o velório de seu amigo.

“Esse é um filme autoral, que fala sobre amizade e memória com uma delicadeza imensa! Trazer para as telonas essa peça de grande sucesso, com direção do Gero Camilo foi um grande presente para Gullane”, comenta o produtor Fabiano Gullane.

Com uma linguagem poética, Aldeotas, rodado num galpão no bairro da Mooca (SP), investiga os caminhos da memória, amizade, do desejo, das forças repressoras e do anseio de liberdade por meio da longa amizade de Levi e Elias.

Aliás, veja o trailer e siga lendo:

Curtas da Fuleragen

Gero conta que quando filmou Chamas da Vingança, de Tony Scott, no México, comprou sua primeira câmera digital. Ao voltar para o Brasil, montou um grupo de cinema com Marat Descartes, Paula Cohen, Gustavo Machado, Gu Ramalho, entre outros amigos: a Fuleragem Filmes.

Veja os curtas abaixo:

2005 – UMA CONFUSÃO COTIDIANA

Curta-metragem baseado na narrativa de Franz Kafka

Roteiro e Direção: Marat Descartes

Diretor Assistente: Gero Camilo

Elenco: Cristiano Karnas, Gustavo Machado, Claudia Missura, Cristiane Paoli-Quito e Tatiana Thomé

Produção: Fuleragem Filmes

2006 – PARABÉNS  (Curta metragem)

Roteiro: Paula Cohen

Direção: Gero Camilo e Gustavo Machado

Elenco: Paula Cohen

Produção: Fuleragem Filmes

2008 – Um Quatro Cinco (Média-metragem)

Roteiro e direção: Gero Camilo

Elenco: Marat Descartes e Paula Cohen

Produção: Fuleragem Filmes

Enfim, a produção de Aldeotas é da Gullane, em coprodução com Nip e Macaúba Produções e estreia nos cinemas, também com distribuição da Gullane no dia 3 de novembro.

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Cinema

Crítica | ‘Meu Vizinho Adolf’ uma dramédia impactante

‘Meu Vizinho Adolf’ aborda as consequências do nazismo em uma dramédia tocante.

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Após a Segunda Guerra Mundial muitos nazistas se refugiaram na América do Sul, algo que já foi abordado das mais diversas formas no cinema. Meu Vizinho Adolf, traz o tema novamente agora colocando um suposto Hitler como vizinho de um judeu que sofreu com o Holocausto. Um tema delicado que o diretor Leon Prudovsky consegue tratar bem e com um tom de humor mais discreto.

Mr. Polsky (David Hayman) perdeu toda sua amada família e decidiu viver isolado em uma velha casa na Argentina. Sua paz termina quando Mr. Herzog (Udo Kier), um alemão irritadiço, se muda para a casa ao lado. A aparência e o comportamento dele fazem com que Polsky desconfie que seja Adolf Hitler disfarçado.

Um clima triste mas que ainda nos faz rir

O personagem de Hayman passou anos evitando contato humano, sequer aprendeu espanhol, ele carrega uma dor que aperta o coração desde o início. Ainda, assim ele é um velho teimoso e também ranzinza do tipo que nos faz rir. Ao colocar na cabeça que seu vizinho é o próprio Führer, ele tenta alertar as autoridades sem sucesso.

Com isso Polsky começa a estudar a figura funesta para poder provar sua teoria. Todas as brigas e tentativas de invasão e espionagem são divertidas, não é aquele humor de fazer gargalhar e provavelmente não era essa a intenção do diretor. Conforme o filme avança, ambos vão criando uma amizade que obviamente é extremamente incômoda para Polsky. Mas ele começa a achar que estava errado até encontrar provas um pouco mais substanciais.

Um filme simples mas bem feito

Meu Vizinho Adolf não é um longa que exige cenários grandiosos, é tudo muito simples, são poucas locações. O foco são as atuações de David Hayman e Udo Kier que consegue cativar. Ambos os personagens carregam um passado cruel e toda a dor que eles sentem é revivida com força no final. A comédia fica um pouco de lado para falar de algo sério de forma acertada. Ao final temos um bom filme que consegue mostrar a crueldade do nazismo sem ter que colocar nenhuma cena pesada demais.

Estreando hoje nos cinemas brasileiros, Meu Vizinho Adolf é uma boa opção para quem quer fugir dos pipocões. Fique com o trailer:

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