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Crítica | ‘Aos nossos filhos’ toca em temas sensíveis e essenciais

Por Livia Brazil
Última Atualização 29 de março de 2023
5 Min Leitura
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Aos nossos filhos é filme sobre muitos assuntos. Adaptada de peça homônima de Laura Castro, que também protagoniza o longa ao lado de Marieta Severo, ele aborda temas muito presentes na sociedade. E que necessitam de constante discussão e diálogo. Antes de falar um pouco sobre eles, fique com o trailer para conhecer um pouco sobre a história.

Reflexos da Ditadura

O tema mais nítido e central é a consequência da Ditadura na vida das pessoas, porém de forma mais pessoal. A saber, Vera, personagem de Marieta Severo, foi presa durante a Ditadura na sua juventude e sofre as consequências de tal fato até a época atual. Apesar de levar uma vida aparentemente normal como coordenadora de uma Ong de crianças soropositivas, ela ainda leva na memória tudo o que aconteceu na prisão. Entretanto, as lembranças ficam mais fortes e nítidas quando conhece Sérgio. Ele é filho de sua companheira de cela e está escrevendo um livro sobre sua mãe e sobre a época. Ao ajudar Sérgio na pesquisa sobre o livro, Vera acaba relembrando situações que ficaram esquecidas – ou que ela tentou esquecer.

O filme deixa claros os horrores que aconteceram durante a Ditadura em uma época que a sociedade precisa relembrar a época para não repeti-la. E também como algo tão cruel fica marcado para sempre na vida de uma pessoa. Marieta, como sempre, demonstra com facilidade as emoções e agonias da personagem em uma atuação sensível.

A fim de curiosidade, Denise Crispim, que integra o elenco, foi, desde muito nova, protagonista no combate à Ditadura. Maria de Medeiros acertou ao chamá-la para participar do longa.

Complexidades do ser humano

É interessante perceber como, apesar de ter sido uma mulher revolucionária no passado, ainda assim Vera possui seus preconceitos. Perceba, não estou falando que é algo bom, porém é intrigante. Vera tem muita dificuldade em aceitar o relacionamento da filha, Tânia, interpretada por Laura Castro, com Vanessa, personagem de Marta Nóbrega. Em contraste com sua personalidade da juventude. Ainda que tenha sido uma mulher que lutou contra a Ditadura na juventude, ou seja, havia nela um caráter revolucionário, tal fato não impediu que tivesse uma visão conservadora e preconceituosa sobre outro assunto no futuro.

É interessante perceber como o ser humano tem várias camadas, inclusive que se contradizem. A isso se soma também o fato de Vera sofrer por um filho perdido, mas não conseguir fazer o mínimo para se relacionar com sua filha presente. Tais camadas foram bem trabalhadas pela diretora Maria de Medeiros, e também foram exploradas no roteiro de Laura e Maria.

Maternidade/Paternidade

O filme também mostra como, mesmo sem querer, por ambas as partes, um pai ou uma mãe pode ter um efeito imenso nas atitudes dos filhos. Logo na primeira cena, Vanessa diz a Tânia o quanto ela foi impactada pelo maternar de Vera – ou a falta dele. E em todas as ações de Tânia, apesar de sua constante negação, podemos observar Tânia, a filha, tentando preencher esse espaço vazio em sua vida sendo ela mesma a mãe. O longa mostra isso de formas bonitas, da fotografia a detalhes na direção das atrizes.

Em vários outros momentos o longa fala abertamente sobre a responsabilidade de ser mãe ou pai de alguém. Como na adoção – ou tentativa de – do menino Caíque. É importante que se fale de adoção, um assunto ainda tão mal discutido no Brasil. Mas, talvez, o filme não aborde o tema da melhor forma. Mas ele consegue mostrar, sim, que existem diversas formas de famílias e todas elas são legítimas.

O filme estreou na França em fevereiro de 2022 e passou por mais de 20 festivais pelo mundo, incluindo o Festival do Rio (2019) e o Festival de Havana, em Cuba. Ganhou menção honrosa no Cineffable e prêmio de Melhor Roteiro no Festival Mix de Milão em 2021, além do Prêmio dos Estudantes no festival francês International du Film Politique, em 2022. Chega às salas de cinema do Brasil no dia 28 de julho.

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PorLivia Brazil
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Escritora, autora dos livros Queria tanto, Coisas não ditas e O semitom das coisas, amante de cinema e de gatos (cachorros também, e também ratos, e todos os animais, na verdade), viciada em café.
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