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Oona Chaplin em cena de "Avatar Fogo e Cinzas"- Copyright 20th Century Studios. All Rights Reserved.
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Avatar: Fogo e Cinzas’ traz forte espetáculo em fórmula conhecida

Por
André Quental Sanchez
Última Atualização 17 de dezembro de 2025
6 Min Leitura
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Oona Chaplin em cena de "Avatar Fogo e Cinzas"- Copyright 20th Century Studios. All Rights Reserved.
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Dirigido por James Cameron, Avatar: Fogo e Cinzas cresce em grandiosidade, mas enfrenta dificuldades para estruturar uma narrativa especial para um universo tão rico.

É interessante refletir como Avatar (2009, James Cameron) foi uma produção que revolucionou o cinema ao tornar obrigatória a criação de novas tecnologias para a sétima arte, permitindo um realismo inédito para o universo fantástico idealizado por Cameron. No entanto, quando observamos o roteiro isoladamente, percebemos uma potente mensagem sobre preservação ambiental envolta em uma narrativa de “salvador branco”, na qual um humano lidera uma tribo indígena, os Na’Vi, contra o “povo do céu”, sendo uma estrutura já vista muito antes de produções Dança com Lobos (1990, Kevin Costner) e repetida inúmeras vezes desde então, inclusive em Avatar: Fogo e Cinzas.

No aspecto técnico, a produção reafirma a força de Cameron como um criador de mundos. Pandora é expandida em escalas surpreendentes, com novas regiões, um novo povo e um 3D orgânico, que eleva o espetáculo a novos patamares, especialmente quando assistido em IMAX. Contudo, sob essa casca visual impressionante, e que muito provavelmente renderá indicações ao Oscar de efeitos visuais, encontra-se uma narrativa que já apresenta sinais de desgaste, incapaz de se desvincular das mesmas ideias e estruturas que a franquia insiste em revisitar.

Avatar: Fogo e Cinzas acompanha novamente a família Sully, beneficiando-se do fato de não precisar reapresentar seus protagonistas, e permitindo que o filme dedique um tempo melhor aproveitado aos antagonistas, em especial Varang, líder do clã Mangkwan, que surge como um contraponto direto aos Na’Vi em sua relação com a deusa Enwa, a Mãe Terra.

Oona Chaplin em cena de "Avatar Fogo e Cinzas"- Copyright 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Oona Chaplin em cena de “Avatar: Fogo e Cinzas”- Copyright 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Interpretada por Oona Chaplin, a líder do Povo das Cinzas é o grande destaque da produção. Com um simples sorriso e movimentos felinos, a personagem transmite perigo e espetáculo, combinando misticismo e fogo como suas principais armas, e trazendo um brilho que se perde no momento em que se alia a Quaritch, tristemente tornando-se coadjuvante em sua própria trajetória.

Com 3 horas e 20 minutos de duração, tempo que poderia ser facilmente reduzido, Avatar: Fogo e Cinzas apresenta logo no início os arcos de seus personagens: o rancor e o luto de Neytiri; o contraste entre tradições humanas e Na’Vi; a culpa de Lo’ak e a rejeição de Sully; Kiri e sua conexão com a natureza, entre outros. O resultado é uma espécie de “casos de família” constante, com brigas internas, que em vários momentos desgasta o espectador.

Mais equilibrado que Avatar: O Caminho da Água (2022), principalmente pelo fato de não focar tanto nas “baleias” em si, Fogo e Cinzas mantém um ritmo rápido e fluido por aproximadamente duas horas, perdendo-se no meio do caminho ao tentar reforçar excessivamente sua mensagem ambiental e levar todos os personagens ao limite ao mesmo tempo, tentando abraçar tudo e resultando em uma experiência por vezes hiperestimulante.

Como refletido em vídeo de divulgação, quando Pandora surge na tela, a plateia vibra e o corpo arrepia. E, de fato, Avatar: Fogo e Cinzas é um filme feito para o cinema em todos os sentidos da palavra, porém, quando as luzes se acendem, a ressaca aparece. Com um olhar mais atento, fica claro que o filme ainda luta por uma relevância interna que não dependa exclusivamente da fotografia grandiosa de Cameron, do universo, e de cenas pensadas para provocar o delírio do público.

Zoe Saldana e Sam Worthington em cena de "Avatar: Fogo e Cinzas"-Copyright 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Zoe Saldana e Sam Worthington em cena de “Avatar: Fogo e Cinzas”-Copyright 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Desde 2009, toda vez que retornamos a Pandora, a história parece se repetir, com os mesmos personagens, o mesmo antagonista, os mesmos conflitos e reflexões, enfatizando uma mensagem importante, sem dúvida, mas que poderia se beneficiar de maior simplicidade narrativa. Ao tentar elevar tudo a um patamar maior, a franquia se aproxima da irrealidade, e fica cada vez mais no campo de um mero espetáculo.

James Cameron afirma que os dois últimos filmes da franquia só existirão caso Avatar: Fogo e Cinzas alcance um grande retorno financeiro para a Disney, algo que certamente acontecerá. Ainda assim, torna-se cada vez mais necessário um refinamento temático nas próximas produções, afinal, por quanto tempo o público continuará disposto a revisitar a mesma história, antes de se cansar e buscar algo novo?

Distribuído pela Walt Disney Studios, Avatar: Fogo e Cinzas estreia nos cinemas em 18 de dezembro.

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Tags:20th century studiosAvataravatar fogo e cinzasCinemacriticaCrítica Avatar 3Critica Avatar Fogo e CinzasJames CameronOona ChaplinPandorasam worthingtonzoe saldana
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