Friday, September 25, 2020

Fearless, o Jogador sem Medo | Divirta-se com três bebês fofos e poderosos na Netflix

Claramente inspirado no bebê de “Os Incríveis” surge Fearless: o Jogador sem Medo (Fearless), animação original da Netflix. E, convenhamos, os três pequeninos desse filme são realmente fofos e divertidos, cada um com seus poderes específicos. Difícil não simpatizar com eles que são o grande destaque do longa-metragem.

A história não tem muita explicação. Um garoto meio displicente com suas tarefas escolares, Reid, é viciado em um jogo de videogame onde controla um herói, o Capitão Lightspeed. A organizada Melanie vai tentar ajudar com os estudos. De repente, os três filhos bebês do capitão saem do jogo e vem parar no planeta Terra, na porta do Reid. Contudo, o vilão Arcannis quer essas crianças para usar o DNA deles e ganhar poderes. Ainda por cima, tem o personagem Fleech, aquele tradicional capanga desajeitado do vilão, responsável por fornecer algumas risadas.

Carisma

A princípio, a direção de Cory Edwards não apresenta nenhuma inovação e caminha sem vergonha pelos clichês do gênero, como alguns usos de câmera lenta, a maioria completamente inútil e desnecessária. O timing das piadas não é dos melhores também. Entretanto, o filme tem seus momentos, em especial, através do carisma dos três bebês, cujo maior poder é a fofura extrema. A sequência final onde vemos o potencial real deles é uma das mais aprazíveis e divertidas.

O recado que o filme procurar passar é o de largar o videogame para aproveitar mais a vida real, sendo um conto sobre coragem e superação de medos. Além disso, as texturas são boas, os cabelos de Kira e Melanie, por exemplo, são belíssimos, é tudo lindamente colorido – de várias formas – e agradável aos olhos.

Afinal, é um longa-metragem que pode entreter bastante as crianças. Porém, não tem a qualidade, nem a possibilidade de agradar com mais desenvoltura os adultos como “Os Incríveis” ou tantas outras animações com piadas eficientes para os mais velhos. Segue um estilo simples e previsível, mas, ao mesmo tempo, tem sim a possibilidade de servir bem como filme para toda a família. E, algo muito importante e que traz mérito extra para o filme: tem representatividade.

Por fim, confira o trailer e siga lendo:

Ademais, veja mais:

Enfim, veja a animação brasileira “Nódulo”
A Tartaruga Vermelha no mar da solidão | Crônica
Viola e Tambor | Animação sobre inclusão ganha o mundo

Escreve o que achou!