Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
Cena de "Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras"- Divulgação Autoral Filmes
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Munch-Amor, Fantasmas e Vampiras’ revela o lado sombrio do pintor

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 8 de dezembro de 2025
5 Min Leitura
Share
Cena de "Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras"- Divulgação Autoral Filmes
SHARE

Dirigido por Michele Mally, Munch – Amor, Fantasmas e Vampiras apresenta um retrato humanista e honesto da vida conturbada de um dos maiores artistas do expressionismo

Logo nas primeiras imagens, com uma frase de Hamlet, discussões sobre tempo, e imagens de uma Noruega rica em neve e decorações natalinas, percebemos como a produção de Michele Mally se diferencia de outros documentários de arte, como Picasso – Um Rebelde em Paris (2025, Simona Risa). Sua abordagem é menos técnica e mais humana, concentrando-se nas relações entre a vida emocional de Munch e a forma como seus sentimentos, traumas e medos foram transpostos para a pintura, e a partir desse panorama biográfico, é construido um retrato mais tangível, e empático, da trajetória do artista.

Embora haja espaço para questões técnicas, sobretudo no ato final, que retrata seus últimos anos antes de morrer de pneumonia, a produção de Mally se apoia fortemente em histórias e elementos de contos de fadas e do folclore da norte da Europa, construindo uma atmosfera gótica e de terror que permeia grande parte da produção.

Essa escolha transporta o espectador a uma Noruega fria, intimidadora e paradoxalmente acolhedora, construindo um paralelo entre a infância de Munch na virada do século XIX para o XX e a cidade contemporânea, com este paralelo sendo costurado pela narração de Ingrid Bolsø Berdal, que em certos momentos adota um tom quase trovadoresco como uma verdadeira contadora de histórias e fábulas, trazendo um maior dinamismo para a produção.

Ingrid Bolsø Berdal em cena de "Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras"

Ingrid Bolsø Berdal em cena de “Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras”

Quando o filme mergulha nos aspectos góticos e intimistas da vida do artista, sua criação em um ambiente profundamente religioso e medieval, permeado pelo medo e um rígida família, tecnicamente são seus pontos mais fortes. Ao abordar o temor de Munch em relação às mulheres e seu fascínio por figuras fantásticas como sereias, vampiras e espíritos, seres que o acompanharam ao longo de toda a vida, o documentário atinge uma fluidez rara, principalmente quase se soma à fotografia de atmosfera natalina, fazendo uma mistura singular entre conforto e abjeção, uma união que reflete o próprio universo emocional de Munch.

Como sugere o título, a produção concentra-se nos amores, fantasmas e vampiras que assombraram o pintor norueguês, e em como sua obra serviu como exorcismo para esses demônios. Os relatos das mulheres de sua vida, simultaneamente alívio e recordação de sua existência sofrida, conferem leveza e engajamento ao filme. Essas figuras emergem como representações do sagrado feminino: mulheres livres e potentes, capazes de cativar por puro magnetismo, verdadeiras vampiras arquetípicas que são representadas em suas pinturas, porém, quando o documentário se afasta dessa dimensão folclórica e mergulha em análises excessivamente técnicas, perde parte de sua força, oferecendo um retrato mais frio do que aquele que um artista de sensibilidade tão visceral mereceria.

Cena de "Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras"- Divulgação Autoral Filmes

Cena de “Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras”- Divulgação Autoral Filmes

As reflexões sobre o feminino, o uso de imagens de época, as meditações sobre tempo e o recurso à ficção, como no episódio do fim do relacionamento entre Tulla e Munch, ampliam o retrato do pintor de maneira muito mais íntima do que a análise formal de seus métodos. É nessas passagens digressivas que o público se perde e passa a esperar ansiosamente o próximo “conto de fadas” que ilumine a jornada homérica do atormentado e genuíno artista que foi Edvard Munch, e como sua arte se destaca no museu Munch, mostrado nos créditos finais, justamente por sua potência e grandeza não somente por sua potência como artista, mas como humano.

Distribuído pela Autoral Filmes, Munch – Amor, Fantasmas e Vampiras estreia nos cinemas em 11 de dezembro.

Siga-nos e confira outras dicas em @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Crítica: ‘Lumière, A Aventura Continua!’- entre a paixão e o excesso
  • Crítica: ‘Natal Sangrento’ reinventa a franquia com estilo, violência e espírito Natalino
  • Crítica: ‘O Castigo’ é potente e traumático casos de família
Tags:Autoral FIlmesCinemacriticacrítica munch amor fantasmas e vampirasEdvard MunchFantasmas e VampirasMunch-Amor
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
PorAndré Quental Sanchez
Me Siga!
André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

LINKIN PARK: UNSHATTER CHEGA AOS CINEMAS BRASILEIROS EM 30 DE SETEMBRO Materiais imprensa EXIBIÇÃO LIMITADA NOS CINEMAS DE TODO O MUNDO A PARTIR DE 30 DE SETEMBRO; ASSISTA AO TRAILER OFICIAL AQUI TRILHA SONORA UNSHATTER (LIVE IN SÃO PAULO) CHEGA EM 25 DE SETEMBRO; PRÉ-VENDA JÁ DISPONÍVEL AQUI “SOMEWHERE I BELONG (LIVE IN SÃO PAULO)” JÁ DISPONÍVEL OUÇA AQUI FILME SERÁ EXIBIDO EM CINEMAS SCREENX, 4DX E 2D EM TODO O MUNDO Ingressos e informações disponíveis em UnshatterMovie.com LINKIN PARK, CJ 4DPLEX e SATO COMPANY anunciaram hoje que LINKIN PARK: UNSHATTER, um novo documentário intimista dirigido pelo membro da banda Joe Hahn, chegará aos cinemas de todo o mundo a partir de 30 de setembro. Após o triunfante retorno da banda aos palcos globalmente, o evento cinematográfico acompanha a trajetória do Linkin Park ao longo da perda, da superação e da reinvenção criativa, culminando na explosiva era de From Zero e em apresentações ao vivo inesquecíveis realizadas em São Paulo, Brasil. Os ingressos estarão à venda mundialmente a partir de 13 de agosto. O trailer oficial de LINKIN PARK: UNSHATTER foi lançado hoje, oferecendo ao público o primeiro olhar sobre a história profundamente pessoal de uma das bandas mais influentes da música contemporânea enquanto seus integrantes embarcam, juntos, em um novo capítulo de sua trajetória. Mesclando imagens raras de arquivo, momentos espontâneos dos bastidores, sessões intimistas em estúdio e performances ao vivo eletrizantes, UNSHATTER acompanha Linkin Park desde as primeiras sessões de gravação, em 2022, até a criação de From Zero e seu retorno aos palcos ao redor do mundo. Dirigido por Joe Hahn, o filme oferece uma visão sem precedentes do processo criativo da banda e os laços de amizade que a mantiveram unida ao longo dos anos, enquanto apresenta o próximo capítulo da história do Linkin Park, com Emily Armstrong e Colin Brittain. Em sintonia com a estreia do filme nos cinemas, a trilha sonora oficial UNSHATTER (Live in São Paulo) será lançada em 25 de setembro, reunindo performances marcantes de músicas que abrangem toda a trajetória da banda, incluindo gravações exclusivas que não aparecem no documentário. O álbum já está disponível para pré-venda e os fãs já podem ouvir "Somewhere I Belong (Live in São Paulo)" a partir de hoje. O público terá a oportunidade de assistir a LINKIN PARK: UNSHATTER em salas de cinema convencionais (2D), além dos formatos premium SCREENX, 4DX e Ultra4DX em locais selecionados ao redor do mundo. O SCREENX amplia momentos-chave para além da tela principal, com imagens panorâmicas imersivas, enquanto o 4DX envolve os espectadores com movimentos sincronizados e efeitos ambientais, dando vida às memoráveis performances de show presentes no filme de maneiras totalmente inéditas. "UNSHATTER retrata um momento muito específico na história do Linkin Park e documenta uma trajetória marcada por perda, incerteza, amizade e reinvenção", afirma Joe Hahn. "Espero que os fãs de longa data descubram aspectos da nossa jornada que nunca viram antes, e que aqueles que estão conhecendo nossa música agora possam compreender melhor como chegamos até aqui. Mas, para além do Linkin Park, espero que as pessoas se conectem com esta história como um relato sobre relacionamentos, resiliência e o que realmente é necessário para seguir em frente quando você não tem todas as respostas." A declaração completa do diretor Joe Hahn pode ser lida aqui. Título: LINKIN PARK: UNSHATTER Data de estreia: 30 de setembro de 2026 Diretor: Joe Hahn Trilha sonora: UNSHATTER (Live in São Paulo), disponível em 25 de setembro de 2026 Formatos: SCREENX, 4DX and 2D Website: UnshatterMovie.com SOBRE LINKIN PARK LINKIN PARK é uma das bandas mais influentes, bem-sucedidas e inovadoras dos últimos 25 anos. O álbum de estreia do grupo, Hybrid Theory, vencedor do GRAMMY® e certificado Diamante pela RIAA, continua sendo o álbum de estreia mais vendido deste século. O trabalho deu início a um fenômeno que transcendeu gêneros musicais, acumulando mais de 21 bilhões de visualizações no YouTube e ultrapassando 100 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo. Em 2024, após um hiato de sete anos, LINKIN PARK, agora formado por Mike Shinoda, Brad Delson, Joe Hahn, Dave Farrell, Emily Armstrong e Colin Brittain, retornou com o aclamado From Zero, seu oitavo álbum de estúdio. O lançamento alcançou o topo das paradas internacionais, rendeu duas novas indicações ao GRAMMY® e apresentou o single de Platina "The Emptiness Machine", que permaneceu por 15 semanas na primeira posição da parada Rock & Alternative Airplay da Billboard, tornando-se a maior música de rock do ano. Ao todo, a banda acumula impressionantes 13 músicas número 1 na história do ranking, a segunda maior marca já registrada. Fundado em 1996, LINKIN PARK saiu de gravações feitas no quarto de Mike Shinoda, em Agoura Hills, para transformar de forma definitiva o som da música popular em poucos anos. Após conquistar o GRAMMY® de Melhor Performance de Hard Rock por "Crawling", do álbum Hybrid Theory, a banda venceu também na categoria Melhor Colaboração Rap/Cantada por "Numb/Encore", fruto de sua parceria histórica com JAY-Z no EP Collision Course (2004). O grupo ainda apresentou a música na cerimônia do GRAMMY® ao lado de Paul McCartney. Nesse período, o segundo álbum da banda, Meteora, atualmente certificado oito vezes Platina, estreou em primeiro lugar na Billboard 200, feito que LINKIN PARK repetiria outras cinco vezes ao longo da carreira. Em 2007, a banda uniu forças com o produtor Rick Rubin para lançar Minutes to Midnight, álbum certificado cinco vezes Platina, e desde então continuou expandindo seus horizontes sonoros sem medo de experimentar. Até hoje, LINKIN PARK conquistou 2 GRAMMY® Awards, 7 American Music Awards, 4 MTV Video Music Awards, 10 MTV Europe Music Awards e 3 World Music Awards. Em 2025, recebeu o prêmio de Álbum de Rock do Ano no iHeartRadio Music Awards por From Zero. A banda segue lotando estádios ao redor do mundo, já foi atração principal dos maiores festivais internacionais e permanece como a única banda de rock ocidental a realizar uma turnê por cinco estádios na China. Além da música, LINKIN PARK mantém um histórico compromisso com ações beneficentes, ajudando a arrecadar milhões de dólares para vítimas de desastres naturais ao longo dos anos. Recentemente, o grupo se tornou a primeira e única banda de rock a ultrapassar 2 bilhões de reproduções anuais em plataformas de streaming, enquanto o clássico certificado Diamante "In The End" continua sendo um marco cultural atemporal. Em 2026, o LINKIN PARK amplia sua trajetória com o lançamento do documentário UNSHATTER, que retrata o caminho da banda de volta aos holofotes.
Cinema e StreamingMúsica

Unshatter: Novo documentário do Linkin Park mostra retorno da banda e performances em São Paulo

Redação
5 Min Leitura
fernanda torres em foto de Mariana Maltoni
Cinema e Streaming

Fernanda Torres na Copa do Mundo e o Oscar de Melhor Atriz

Alvaro Tallarico
5 Min Leitura
critica dele & dela
Cinema e Streaming

Uma boa série para maratonar: Dele & Dela tem mistério intenso, tensão psicológica e episódios curtos

Caroline Teixeira
4 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?