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Baby em cena de "O Apocalipse Segundo Baby"- Divulgação Descoloniza Filmes
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘O Apocalipse Segundo Baby’ é retrato esotérico que se prende na própria homenagem

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 18 de abril de 2026
5 Min Leitura
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Baby em cena de "O Apocalipse Segundo Baby"- Divulgação Descoloniza Filmes
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Dirigido por Rafael Saar, O Apocalipse Segundo Baby é um retrato pessoal e esotérico que, ao mesmo tempo em que reafirma Baby do Brasil para o mundo, também se perde dentro da própria redundância.

Ao lado de Bowie: O Ato Final (2026, Jonathan Stiasny), O Apocalipse Segundo Baby integra a 31ª edição do festival É Tudo Verdade e reforça a relevância dos documentários musicais como forma de preservar legados e apresentar artistas a novos públicos. Ainda que partam de propostas distintas, ambos compartilham um problema central: a superficialidade.

Se o filme de Stiasny aposta em uma estrutura tradicional demais para um ícone tão marcante quanto foi David Bowie, a obra de Saar se inicia pelo caminho oposto, para em seguida cair no marasmo. Iniciando com uma apresentação ao vivo, o documentário mergulha rapidamente em um universo esotérico e filosófico, guiado pelas crenças da própria Baby. O que começa como um retrato intrigante e até transgressor, no entanto, se torna repetitivo e esvaziado ao longo de suas quase duas horas.

Baby em cena de "O Apocalipse Segundo Baby"- Divulgação Descoloniza Filmes

Baby em cena de “O Apocalipse Segundo Baby”, produção presente no 31º festival de documentário É Tudo Verdade- Divulgação Descoloniza Filmes

Narrado pela própria cantora e cuidadosamente controlado, O Apocalipse Segundo Baby evita conflitos e zonas de desconforto. Relações familiares, impactos reais da ditadura ou aspectos mais complexos de sua vida pessoal são ignorados ou apenas tangenciados. Mesmo quando aborda momentos relevantes, como o surgimento dos Novos Baianos, o faz sem aprofundamento ou peso necessário. O resultado é menos um documentário e mais uma construção da imagem que a artista deseja projetar, e incentivar em sua audiência.

Visualmente, há um contraste constante entre imagens de viés místico, com efeitos caleidoscópicos e simbólicos, incluindo viagens, explorações e uma narração da própria cantora, junto com materiais mais convencionais, como imagens de arquivos e gravações completas de shows e interações de Baby desde com amigos e colegas até com o universo como um todo. Essa mistura, que inicialmente sugere uma experiência sensorial e íntima, acaba diluída por uma repetição estética que pouco evolui, se mantendo em um platô que não acrescenta em nada.

Assim como em Bowie: O Ato Final, O Apocalipse Segundo Baby opta pela reverência em detrimento da investigação. Há um cuidado evidente em celebrar Baby, mas pouca disposição em questionar ou aprofundar porque ela se tornou esta persona tão importante que é na atualidade. O que poderia ser um mergulho em suas contradições se transforma em um retrato unilateral e simplório, uma passagem de pano aprovada pela própria cantora como uma forma de glorificação de seus ideais.

Baby em cena de "O Apocalipse Segundo Baby"- Divulgação Descoloniza Filmes

Baby em cena de “O Apocalipse Segundo Baby”, produção presente no 31º festival de documentário É Tudo Verdade- Divulgação Descoloniza Filmes

O Apocalipse Segundo Baby até encontra momentos de interesse, seja em cenas cotidianas ou em reflexões espirituais, mas carece de densidade. Para uma artista marcada por rupturas, excessos e reinvenções, o filme soa surpreendentemente pacífico.

Distribuído pela Descoloniza Filmes e exibido no 31º festival É Tudo Verdade, o longa termina como uma obra que promete acessar a alma de sua personagem, mas se contenta em observar sua superfície.

Toda a programação do festival É Tudo Verdade pode ser encontrada no site oficial.

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André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.

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