Crítica | Playmobil: O Filme

Playmobil: O Filme, vem atrás do sucesso das animações do Lego. A empresa Playmobil ganhou nome e fama a partir de 1975 quando teve início a fabricação dos bonequinhos e acessórios que dominaram o mundo. Esse longa-metragem começa em live-action com a atriz Anya Taylor-Joy, que passa uma tremenda simpatia e vivacidade atuando como a personagem Marla Brenner. Aliás, é uma irmã mais velha especial, canta, dança e brinca – de Playmobil, claro – com o irmão caçula.

A princípio, Marla está muito feliz, pois chegou seu passaporte, ou seja, o primeiro passo para o sonho de viajar o mundo e se aventurar. Contudo, a vida não é uma aventura. Ou é? Subitamente, Marla e seu irmãozinho vão para outra dimensão e viram Playmobils. O que começou como live-action vira uma animação divertida com os bonecos sem nariz, percorrendo alguns cenários clássicos dos brinquedos como o faroeste, viking, urbano e até selva jurássica.

Os Gladiadores do Terceiro Milênio

Em certo momento conhecemos o núcleo dos gladiadores que lutam para diversão do Imperador Maximus. Tal situação apresenta personagens divertidos que poderiam ter mais espaço, porém permanecem mais como figurantes do que coadjuvantes. O filme pode agradar ao público infantil especialmente, o que é o foco. Contudo, não chega a ter um roteiro bem trabalhado como Toy Story, e, claramente, não é o objetivo. A ideia é entreter e despertar a vontade brincar de Playmobil.

O destaque cômico mesmo vai para Rex Desher, uma grande sátira ao James Bond, que rouba a cena sempre que aparece. Traz um clima de anos 70 – com vinheta e tudo – e um maior dinamismo, adicionando piadas que funcionam melhor para os mais velhos e com um carisma que conquista os pequenos. Playmobil: O Filme, também apresenta diversas referências a Star Wars, tem um personagem tipo R2-D2; outra que lembra Jabba, The Hutt. Finalmente, tem uma lembrança de História Sem Fim, clássico de 1984.

O longa-metragem dirigido com simplicidade por Lino DiSalvo tem estreia agendada para 19 de dezembro com distribuição nacional pela Paris Filmes. A saber, esse é o primeiro trabalho de Lino como diretor e roteirista. Contudo, DiSalvo participou de diversos projetos de sucesso como chefe da equipe de animadores, supervisor de animação e animador. Quais? “Frozen – Uma Aventura Congelante”, “Enrolados”, “Bolt – Supercão”, “O Galinho Chicken Little”. Juntamente com Lino DiSalvo, assinam também o roteiro: Greg Erb, Blaise Hemingway e Jason Oremland.

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