Tuesday, December 6, 2022

Crítica | ‘X: A Marca da Morte’ instiga o espectador

X: A Marca da Morte, é um filme da produtora A24 (mesma de Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo), dirigido por Ti West (de Hotel da Morte) com lançamento no dia 11 de agosto. Ainda por cima, há um filme prelúdio com lançamento previsto para setembro de 2022.

No longa, acompanhamos um grupo de atores pornô que vão para uma fazenda no Texas gravar. Lá, são recebidos por Howard, o idoso dono do local que mora com sua esposa, Pearl, que apesar de mostrarem um comportamento estranho, o grupo parece não se importar. Sem o consentimento do casal para as gravações do filme pornográfico, o grupo começa seu trabalho, porém Pearl começa a perseguir silenciosamente Maxine, uma das atrizes e protagonista principal do filme. De noite, um por um vai sumindo. Assim, eles irão descobrir que o casal estranho tem muito o que esconder.

O filme inicia mostrando o final, já vemos a propriedade com vários corpos espalhados, mas cobertos. Então voltamos 24h para ver o que aconteceu. De certa forma, sabemos o que vai acontecer só não sabemos com quem e como. Isso cria uma curiosidade. Vemos os protagonistas indo para a locação de seu filme de van, nos dando uma de suas referências como o Massacre da Serra Elétrica. Entretanto, não se deixe enganar, X está longe de ser uma simples cópia de qualquer um dos Slashers que referencia e vieram antes dele.

Paralelos e transições

X: A Marca da Morte utiliza do filme pornô para fazer vários paralelos, além de uma crítica óbvia ao conservadorismo cristão. A edição e montagem utilizam de técnicas e transições para transportar de uma cena para outra diversas sensações. Como a idosa dando limonada para a visita e acontece uma transição para a cena do filme pornô sendo gravado. Isso gera uma sensação de grotesco e algo assustador para a cena de Pearl dando limonada para Maxine, ajudando assim a criar a atmosfera do filme.

Apesar de demorar para começar a parte slasher, o desenvolvimento dos personagens é satisfatório ao ponto de fazer o espectador esquecer que quer ver como ocorreu a chacina. É eficiente como o roteiro dá tempo para descobrir mais de cada um, principalmente do par de idosos que quanto mais cenas aparecem, mais chamam atenção. Principalmente Pearl, que se mostra cria um interesse crescente no espectador. Aliás, não é à toa que o prelúdio irá focar nela. Vale ressaltar que tanto a protagonista (a mocinha principal), quanto a idosa Pearl são interpretadas pela mesma atriz, Mia Goth, em boa atuação.

As mortes conseguem ser criativas e muitas geram desconforto, mas não se destacam tanto quando comparadas a outros filmes do mesmo gênero. Enfim, X: A Marca da Morte mostra uma trama e personagens bem trabalhados, o que pode satisfazer ao público. Com sua edição e subtextos, o longa conta uma história que em um primeiro momento pode parecer simples, mas que intriga e instiga, principalmente por focar na história e montagem ao contrário das mortes. Coisa que geralmente é o inverso em filmes Slasher.

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