A DC de James Gunn é uma esperança. Essa nova fase nos cinemas parece representar uma ruptura definitiva com o passado recente do estúdio. No entanto, decisões criativas recentes estão reacendendo comparações inesperadas — e fazendo o novo universo comandado por James Gunn se aproximar, mais do que se imaginava, da estética e da herança do antigo Snyderverse.
Desde o lançamento de Superman (2025), o DC Universe passou a ser oficialmente o eixo central de todas as futuras produções da DC, deixando o antigo DCEU — hoje amplamente identificado como Snyderverse — como um capítulo encerrado. Ainda assim, à medida que o Capítulo Um, Gods and Monsters, avança, algumas escolhas começam a borrar essa fronteira.
DC de James Gunn tem o retorno de um nome-chave do Snyderverse
O exemplo mais recente é a confirmação de que Junkie XL será o responsável pela trilha sonora de Supergirl, com estreia marcada para junho de 2026. O compositor, também conhecido como Tom Holkenborg, teve papel fundamental na identidade sonora do Snyderverse, assinando trilhas marcantes como Batman v Superman: Dawn of Justice e Zack Snyder’s Justice League.

No caso de Batman v Superman, sua música ajudou a construir uma atmosfera pesada e singular, bastante distante do padrão tradicional dos filmes de super-heróis. Já em Zack Snyder’s Justice League, o retorno de sua trilha — após a substituição por Danny Elfman no corte de 2017 — foi amplamente visto como um ganho artístico e narrativo.
Agora, ao integrar o novo DCU, Junkie XL deixa de ser apenas uma herança técnica e passa a ocupar um papel ativo na construção da identidade musical da era Gunn.
Supergirl concentra reencontros simbólicos
A aproximação com o Snyderverse não para por aí. Supergirl também marca o retorno de Jason Momoa ao universo DC. No antigo DCEU, o ator foi o rosto de Aquaman e encerrou a franquia com Aquaman and the Lost Kingdom. No novo DCU, ele assume um papel completamente diferente: o caçador de recompensas intergaláctico Lobo.
Embora não represente uma continuidade direta de personagem, a presença de Momoa reforça a sensação de que o novo universo não rompe totalmente com o elenco e os criativos associados à fase comandada por Zack Snyder.

A proposta inicial de James Gunn sempre foi clara: criar um universo coeso, com tom próprio e distante das controvérsias do antigo DCEU. No entanto, a incorporação de figuras-chave do Snyderverse sugere uma estratégia mais híbrida — menos de negação do passado e mais de reaproveitamento seletivo do que funcionou.
Ainda não é possível afirmar se essas conexões resultarão em semelhanças estéticas ou narrativas mais profundas entre os dois universos. Mas, no mínimo, o DCU começa a carregar ecos reconhecíveis de uma era que, teoricamente, havia ficado para trás.
Se antes a divisão entre DCU e Snyderverse parecia rígida, agora ela se mostra mais porosa. E isso levanta uma pergunta inevitável: o novo universo da DC está realmente começando do zero — ou apenas recontando sua história com outra voz no comando?
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