A Inteligência Artificial está compondo, e nós estamos ouvindo, mas sem saber. Um estudo inédito encomendado pela Deezer e realizado pela Ipsos revelou um dado alarmante: 97% das pessoas não conseguem distinguir músicas geradas por IA daquelas feitas por humanos. A pesquisa, que ouviu 9 mil pessoas em 8 países (incluindo o Brasil), expõe um desejo claro do público por transparência e um temor crescente sobre a remuneração justa dos artistas.
Estudo pergunta: Você sabe o que está ouvindo?
No teste cego realizado pela pesquisa, a esmagadora maioria errou ao tentar identificar qual faixa era 100% gerada por IA. A reação ao resultado foi de surpresa (71%) e, para mais da metade (52%), de desconforto por não conseguir mais diferenciar a criação humana da sintética. Globalmente, 80% dos entrevistados concordam que a música 100% gerada por IA deve ser claramente identificada.
Esse desconforto se justifica pelo volume. A Deezer revelou um número interno impressionante: cerca de 50.000 faixas totalmente geradas por IA são carregadas diariamente na plataforma, representando 34% de todas as novas entregas. Em resposta, a plataforma se tornou a única, até o momento, a detectar e rotular ativamente esse conteúdo para os usuários, uma tecnologia que já está sendo usada até pela Billboard para auditar suas paradas.

O Brasil é o país mais curioso
No meio desse debate, o Brasil se destaca. A pesquisa apontou que os brasileiros são os mais curiosos (76%) sobre o uso da IA na música e os que mais utilizam a ferramenta (42%).
No entanto, essa curiosidade vem com cautela: 60% dos entrevistados no país temem que a IA leve à perda de criatividade, e 65% acreditam que ela ameaça a remuneração dos artistas.

A ética e a fraude no streaming
A questão ética é o ponto central. Globalmente, 73% dos ouvintes acham antiético que empresas de IA treinem seus modelos com material protegido por direitos autorais sem aprovação, e 69% acreditam que os pagamentos para músicas de IA deveriam ser menores.
A Deezer alerta que grande parte dessas faixas (70% das reproduções) tem origem fraudulenta, visando apenas drenar o pool de royalties, e por isso, já remove esse conteúdo das recomendações algorítmicas.
Alexis Lanternier, CEO da Deezer, resumiu o desafio, validando o sentimento do público:
“A Deezer tem liderado o caminho na criação de soluções que promovem transparência e minimizam o impacto negativo do grande volume de conteúdo gerado por IA chegando à plataforma. Os resultados da pesquisa mostram claramente que as pessoas se importam com a música e querem saber se estão ouvindo faixas feitas por IA ou por humanos. Também não há dúvida de que existem preocupações sobre como a música gerada por IA afetará a remuneração dos artistas e a criação musical, e de que empresas de IA não deveriam treinar seus modelos com material protegido por direitos autorais. É reconfortante ver que temos amplo apoio aos nossos esforços.“
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