Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
Nova Friburgo/RJ recebe a exposição “CAJU | A Natureza de Ciro Fernandes” a partir de 30 de outubro, no Sesc.
Artes

Exposição de Ciro Fernandes reúne xilogravuras, memória familiar e experiências sensoriais

“CAJU | A Natureza de Ciro Fernandes” abre nesta sexta-feira (30), no Sesc, com 32 obras, recursos de acessibilidade e oficinas gratuitas até janeiro de 2027

Por Redação
Última Atualização 27 de outubro de 2026
9 Min Leitura
Share
Ciro Fernandes - Divulgação
SHARE

A memória da infância no sertão paraibano, a relação com a natureza e a influência materna estão no centro de uma exposição que chega à Região Serrana do Rio. A mostra CAJU | A Natureza de Ciro Fernandes abre nesta sexta-feira, 30 de outubro, às 14h, na Galeria do Sesc Nova Friburgo. A entrada é gratuita, e a visitação segue até 31 de janeiro de 2027.

Com 32 obras, a exposição reúne xilogravuras, matrizes de madeira e pinturas de diferentes períodos da trajetória de Ciro Fernandes. A seleção apresenta referências que acompanharam o artista ao longo da vida, mesmo depois de sua mudança da Paraíba para o Rio de Janeiro.

A mostra também inclui pinturas de Maria do Socorro Cavalcanti, mãe do artista, que teve papel fundamental em sua formação. Com recursos multissensoriais e atividades educativas, a proposta amplia as formas de contato com as obras e aproxima públicos de diferentes idades das artes visuais.

Realizada pelo Sesc RJ por meio do Edital Sesc Pulsar 2025/2026, a exposição tem curadoria de Thayná Trindade e idealização e direção de Mariana Lannes e Alessandro Zoe.

O título da exposição remete a uma lembrança da infância de Ciro Fernandes no Sítio Canada, no sertão da Paraíba. Naquele período, ele colhia cajus com a mãe, Maria do Socorro, também pintora. A experiência deixou marcas em sua memória e se tornou uma referência recorrente em sua produção artística.

Presente em trabalhos de diferentes fases, o caju funciona como um símbolo de pertencimento. A fruta representa a ligação com a terra natal, as relações familiares e as experiências que contribuíram para formar o olhar do artista.

A presença das pinturas de Maria do Socorro reforça esse diálogo entre memória e criação. As obras dos dois aparecem lado a lado, destacando a influência materna e a transmissão de referências artísticas entre gerações.

A exposição convida o público a observar como experiências aparentemente simples podem atravessar uma trajetória artística inteira. No caso de Ciro, a infância, a natureza e os vínculos familiares continuam presentes mesmo após décadas de trabalho em diferentes cidades e contextos culturais.

Quatro núcleos apresentam diferentes aspectos da obra

A exposição está organizada em quatro núcleos temáticos. Embora cada um explore aspectos específicos da produção de Ciro Fernandes, todos mantêm relação com suas origens e experiências pessoais.

Origem apresenta a infância do artista no sertão paraibano, sua relação com a mãe e os primeiros contatos com a arte. O caju aparece como símbolo dessa ligação com as raízes familiares e territoriais.

Passaredo reúne representações de pássaros, figuras recorrentes nas xilogravuras de Ciro desde a infância. O núcleo também associa as aves aos caminhos percorridos e às conquistas alcançadas durante sua trajetória artística.

As Mulheres explora as diferentes representações femininas presentes na obra do artista. As imagens vão de figuras do cotidiano a personagens da mitologia, em um conjunto que dialoga com sua sensibilidade artística e com a influência de Maria do Socorro.

Natureza destaca a relação de Ciro com a fauna e a flora. As referências incluem tanto as paisagens do sertão paraibano quanto os ambientes naturais que passou a observar no Rio de Janeiro.

A organização temática permite acompanhar diferentes dimensões da produção do artista sem separar sua obra de sua história pessoal. A natureza, as relações humanas e as lembranças da infância aparecem como elementos conectados.

Além das pinturas e xilogravuras, a mostra propõe experiências que envolvem outros sentidos. Matrizes e elementos táteis permitem explorar texturas e relevos associados à técnica da xilogravura, aproximando os visitantes dos materiais e processos utilizados na produção das imagens.

A experiência também inclui estímulos olfativos e uma trilha sonora original criada especialmente para a exposição pelo músico e compositor Jean Charnaux. Os recursos ampliam as possibilidades de percepção das obras e complementam a visita visual.

A acessibilidade é outro eixo da iniciativa. O espaço contará com audiodescrição, piso tátil e placas em braille. Também haverá conteúdo audiovisual exibido em televisão, com uso de fones de ouvido.

A abertura terá interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), recurso previsto também para uma das oficinas educativas. A combinação dessas medidas busca tornar a visita mais acessível a pessoas com diferentes necessidades.

Oficinas gratuitas aproximam jovens da xilogravura

Durante o período expositivo, serão realizadas três oficinas de gravura voltadas principalmente a crianças e jovens da rede pública de ensino de Nova Friburgo e região.

As atividades serão conduzidas por Bruno Fernandes, filho de Ciro Fernandes, com apoio de Bernardo Domingos. A proposta é apresentar os princípios da xilogravura por meio de práticas acessíveis e materiais sustentáveis.

As oficinas pretendem estimular a criatividade e aproximar os participantes da arte popular brasileira. Uma das atividades contará com interpretação em Libras.

As datas serão divulgadas posteriormente pelo perfil oficial da exposição no Instagram, @cirofernandesxilo, em conjunto com o Sesc Nova Friburgo.

Nascido em 31 de janeiro de 1942, em Uiraúna, no sertão da Paraíba, Ciro Fernandes é artista visual, xilogravador, pintor e ilustrador. Incentivado pela mãe desde a infância, começou cedo a desenhar e pintar.

Em 1958, aos 16 anos, deixou a Paraíba em decorrência da seca. Passou por Natal e São Paulo antes de se estabelecer no Rio de Janeiro, em 1961. Na capital fluminense, trabalhou com publicidade, ilustração e artes visuais.

Sua trajetória inclui trabalhos para jornais, livros e capas de discos, além de colaborações com publicações de autores como Rachel de Queiroz, Ferreira Gullar e Carlos Drummond de Andrade.

Ciro também participou de exposições em diferentes instituições culturais brasileiras, entre elas o Museu Nacional de Belas Artes. Sua produção em xilogravura se tornou uma das principais marcas de sua carreira.

Em Nova Friburgo, a exposição reúne diferentes etapas dessa trajetória e evidencia como as referências da infância continuaram presentes em sua obra. Ao aproximar arte, memória e acessibilidade, a mostra oferece ao público uma oportunidade de conhecer não apenas as imagens produzidas pelo artista, mas também as histórias e os vínculos que as inspiraram.

Serviço – CAJU | A Natureza de Ciro Fernandes

  • Abertura: sexta-feira, 30 de outubro de 2026, às 14h
  • Visitação: de 30 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027
  • Local: Galeria do Sesc Nova Friburgo
  • Endereço: Avenida Presidente Costa e Silva, 231, Centro, Nova Friburgo (RJ)
  • Horários: terça-feira a sábado, das 9h às 20h; domingos e feriados, das 9h às 18h
  • Entrada: gratuita
  • Classificação indicativa: livre
  • Acessibilidade: audiodescrição, piso tátil, placas em braille, matrizes táteis e recursos multissensoriais; Libras na abertura e em uma das oficinas
  • Oficinas: três atividades de gravura, com datas a divulgar em @cirofernandesxilo
  • Realização: Sesc RJ — Edital Sesc Pulsar 2025/2026
  • Site: cirofernandes.com.br
  • Instagram: @cirofernandesxilo

Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Crítica: ‘Cara-de-Barro’: um terror ousado que expõe a crise de identidade do DCU
  • Crítica: ‘Behemoth!’ traz a música como eco de um passado que não se deixa esquecer
  • Crítica: ‘O Capitão Engarrafado’ é delicada jornada sobre luto e família
Tags:agenda cultural Nova Friburgoarte paraibanaarte popular brasileiraCAJU A Natureza de Ciro Fernandesciro fernandescultura na Região SerranaEdital Sesc Pulsarexposição Nova Friburgoexposições gratuitas RJoficinas de gravuraSesc Nova Friburgoxilogravura brasileira
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

io de Janeiro recebe de volta o CIGA – Circuito Integrado de Galerias de Arte Realizado pela ArtRio, evento acontece no dia 23 de maio com a participação de 20 galerias da cidade
ArtesTurismo

ArtRio Educação apresenta exposição em Niterói; evento no Rio movimenta R$ 67,7 milhões e reúne cerca de 50 mil visitantes

Alvaro Tallarico
9 Min Leitura
ArtesCultura e ArtesEntrevistas

Galeria Berê estreia na ArtRio com foco na arte afro-brasileira

Alvaro Tallarico
4 Min Leitura
exposições
Cultura e ArtesNotícias

Quatro exposições imperdíveis unem arte, memória e diálogo cultural

Redação
3 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?