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“Fanon” chega aos cinemas brasileiros em abril, com distribuição da Fênix
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Fanon, de Jean-Claude Barny, entra na corrida do Prêmio César e ganha exposição gratuita

Filme “Fanon”, de Jean-Claude Barny, entra na corrida do Prêmio César e chega aos cinemas brasileiros em abril. Longa sobre Frantz Fanon ganha exposição gratuita no Rio.

Por
Alvaro Tallarico
Última Atualização 15 de janeiro de 2026
4 Min Leitura
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Fênix Filmes
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O longa-metragem Fanon, dirigido pelo cineasta martinicano Jean-Claude Barny, acaba de alcançar um marco importante em sua trajetória internacional: o filme tornou-se oficialmente elegível em quatro categorias do Prêmio César, a mais alta honraria do cinema francês, frequentemente chamada de “Oscar francês”. Entre as categorias estão Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Atriz.

O reconhecimento reforça a força política, estética e contemporânea da obra, que revisita a trajetória do pensador, psiquiatra e militante anticolonial Frantz Fanon, figura central do pensamento crítico do século XX. O filme chega aos cinemas brasileiros em abril, com distribuição da Fênix Filmes.

Em declaração sobre a elegibilidade ao César, Jean-Claude Barny celebrou o momento como uma conquista coletiva:

“Figurar entre os elegíveis nas categorias mais importantes do César é, sem dúvida, uma grande satisfação. Especialmente quando se entrega uma obra cinematográfica marcada pela qualidade e pela radicalidade, cuja força nasce diretamente do presente. O público sempre foi e continuará sendo a nossa maior recompensa.”

Atualmente, Fanon é o filme francófono mais assistido fora da França, ampliando seu alcance internacional justamente no ano em que se celebra o centenário de nascimento de Frantz Fanon (1925–2025).

Exposição no Rio aprofunda legado anticolonial de Fanon

Como parte das ações de pré-lançamento no Brasil, o Rio de Janeiro recebe a exposição “Fanon, revolucionário anticolonial: um programa de desordem absoluta”, a partir de 15 de janeiro, na Aliança Francesa – Botafogo. A mostra é uma realização da FLUP, com produção executiva da Fênix Filmes e curadoria de Handerson Joseph e Sílvia Capanema.

A exposição reúne documentos, imagens e textos — alguns inéditos no Brasil — propondo uma imersão no pensamento fanoniano e conectando as periferias globais aos “condenados da terra” do presente. A proposta dialoga diretamente com o filme e com debates contemporâneos sobre colonialismo, racismo estrutural e emancipação.

Entre os destaques da mostra está a intervenção digital “Códigos Negros”, desenvolvida pelo Olabi, com curadoria de Sil Bahia e Yasmin Menezes. Quatro artistas negros — Guilherme Bretas, Ilka Cyana, Poliana Feulo e Walter Mauro — utilizam inteligência artificial para reprogramar imaginários e projetar futuros de libertação, transformando a tecnologia em campo de disputa simbólica e cura coletiva.

O espaço também abriga a Boutique Fênix, com livros, camisetas, bonés e materiais exclusivos ligados ao filme e à obra de Fanon.

Um filme urgente para o presente

Ambientado no contexto da Argélia colonizada e da luta anticolonial africana, Fanon acompanha a formação intelectual e política de Frantz Fanon, desde sua trajetória na França até seu engajamento direto nos movimentos de libertação. Com uma narrativa intensa, o longa articula psiquiatria, política e resistência, iluminando o impacto duradouro de um pensador cuja obra segue fundamental para compreender o mundo contemporâneo — especialmente no Brasil, onde seus escritos ecoam nos debates sobre raça, cultura e emancipação.

Serviço – Exposição – Exposição: Fanon, revolucionário anticolonial: um programa de desordem absoluta

Período: 15 de janeiro a 23 de fevereiro
Horário: Segunda a sexta, das 8h às 20h
Local: Galeria da Aliança Francesa
Endereço: Rua Muniz Barreto, 746 – Botafogo, Rio de Janeiro
Entrada: Gratuita

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Tags:Aliança Francesaanticolonialismocinema francêscinema negrocultura pretaDestaque no Viventeexposições no RioFanonfênix filmesfilmes políticosflupFrantz FanonJean-Claude BarnyPrêmio César
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.
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