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Festival Clássicos do Brasil
Música

Festival Clássicos do Brasil revive grandes discos em noite histórica na Marina da Glória

Por Cadu Costa
Última Atualização 14 de outubro de 2025
6 Min Leitura
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Foto: Cadu Costa
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Tópicos
  • Gabriel o Pensador e a nostalgia do “Quebra-Cabeça”
  • Cidade Negra e o calor das boas vibrações
  • Nação Zumbi e o peso atemporal de “Da Lama ao Caos”
  • Marcelo D2 e a batida perfeita para encerrar a festa
  • Festival Clássicos do Brasil é um sucesso
  • Leia mais:

A Marina da Glória viveu uma noite memorável no último sábado (11) com a abertura do Festival Clássicos do Brasil, que levou ao palco quatro nomes fundamentais da música nacional. Em um cenário deslumbrante, à beira-mar e sob temperatura agradável, o público embarcou em uma viagem sonora pelas décadas de 1990 e 2000. O som impecável, a produção caprichada e o clima de celebração criaram o ambiente perfeito para revisitar discos que moldaram a história recente da música brasileira.

Gabriel o Pensador e a nostalgia do “Quebra-Cabeça”

O pontapé inicial do Festival Clássicos do Brasil ficou por conta de Gabriel o Pensador, que trouxe o repertório do clássico Quebra-Cabeça (1997). O rapper conduziu o público a uma verdadeira viagem no tempo com faixas como Lavagem Cerebral, 2345meia78, Astronauta e Cachimbo da Paz, parceria marcante com Lulu Santos.

A plateia, formada por fãs que acompanharam o lançamento do disco ainda na juventude, cantou cada verso com entusiasmo. O ponto alto veio quando parte do público e da produção subiram ao palco para cantar junto, transformando o momento em uma grande celebração coletiva.

Foto: Cadu Costa

Cidade Negra e o calor das boas vibrações

Na sequência, Cidade Negra subiu ao palco para homenagear o álbum Sobre Todas as Forças (1994), um dos marcos do reggae brasileiro. Toni Garrido e cia. comandaram o público em uma sequência irresistível de hits como Onde Você Mora?, A Sombra da Maldade e Pensamento.

O auge da apresentação veio com Girassol, quando o cantor adaptou o verso tradicional para valorizar meninas e mulheres — gesto que emocionou a plateia. Foi um show cheio de leveza, empatia e boas energias — um verdadeiro reencontro entre banda e fãs.

Foto: Cadu Costa

Nação Zumbi e o peso atemporal de “Da Lama ao Caos”

O momento mais intenso da noite chegou com Nação Zumbi, que apresentou na íntegra Da Lama ao Caos (1994). O disco, que completou 30 anos, soou mais atual do que nunca, com suas letras afiadas e batidas pulsantes ecoando força e resistência.

Sob o comando carismático de Jorge Du Peixe, o público se entregou totalmente: rodas de pogo se abriram, corpos pulavam em sincronia, e a vibração tomou conta do espaço.

Foi o ponto de maior energia do Festival Clássicos do Brasil — um verdadeiro transe coletivo, em que a fúria e a poesia do manguebeat voltaram a se encontrar no coração do Rio.

Foto: Cadu Costa

Marcelo D2 e a batida perfeita para encerrar a festa

Fechando a primeira noite do Festival Clássicos do Brasil, Marcelo D2 trouxe o repertório do premiado À Procura da Batida Perfeita (2003), costurando rap, samba, reggae e hip hop em um show contagiante. Mesmo com o público já cansado, o clima seguiu em alta.

Clássicos como Vai Vendo, A Maldição do Samba, 1967, Desabafo, Mantenha o Respeito e Qual É? incendiaram a Marina e encerraram a noite em grande estilo.

D2 mostrou mais uma vez sua habilidade em unir o experimental e o popular, celebrando duas décadas de um disco que segue influente.

Foto: Cadu Costa

Festival Clássicos do Brasil é um sucesso

A produção do Festival Clássicos do Brasil foi um capítulo à parte — técnica, som, luzes e ambientação ofereceram uma moldura digna para os artistas. O som estava claro, equilibrado, sem embates incômodos entre instrumentos ou microfones. A cenografia explorou a vista da Marina da Glória com discrição e elegância: a proximidade do mar e da noite colaborou para sensação de espetáculo ao ar livre.

O público variou ao longo da noite — parecia disperso no começo, mas ao longo dos shows aproximou-se e se impregnou. Quem chegou tardiamente encontrou espaço, mas quem esteve desde os primeiros versos do festival ganhou uma narrativa conjunta da noite toda. A infraestrutura deu conta em termos práticos: acesso, circulação e estrutura básica funcionaram bem para a escala do evento.

Por fim, a primeira noite do Festival Clássicos do Brasil cumpriu, com intensidade, a promessa de revisitar discos que marcaram gerações. Ao trazer Gabriel com Quebra-Cabeça, Cidade Negra com Sobre Todas as Forças, Nação Zumbi com Da Lama ao Caos e Marcelo D2 com À Procura da Batida Perfeita, o festival montou um panorama rico, plural e generacional.

Houve nostalgia, mas também crítica, força e relevância. A noite mostrou que revisitar clássicos não é exercício de museu: é afirmar que as músicas continuam vivas, dialogando com o presente. Quem saiu da Marina levou consigo a certeza de que a música brasileira merece esse cuidado de lembrar seu passado e que sempre é bom usá-lo para iluminar o agora.

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Vídeo: Cadu Costa

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Tags:Cidade NegraDestaque no ViventeFestival Clássicos do BrasilGabriel o PensadorMARCELO D2músicaNação Zumbishows
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PorCadu Costa
Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto do Homem-Aranha. Pra manter sua identidade secreta, resolveu ser um astro do rock e rodar o mundo. Hoje prefere ser somente um jornalista bêbado amante de animais que ouve Paulinho da Viola e chora pelos amores vividos. Até porque está ficando velho e esse mundo nem merece mais ser salvo.
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