O VIII Festival de Cinema de Trancoso revelou os filmes selecionados para a Mostra Competitiva. A edição deste ano acontece entre 6 e 11 de dezembro, reunindo produções de 18 estados brasileiros e países da América Latina. Além das sessões de cinema, a programação inclui oficinas, palestras, debates, lançamentos de livros, circuito gastronômico, apresentações indígenas e homenagens a nomes importantes do audiovisual.
Entre os homenageados estão o diretor Jayme Monjardim, as atrizes Mariana Ximenes e Alice Carvalho, além de Allan Santos e Nelson Freitas. Para a diretora do festival, Flávia Barbalho, consolidar Trancoso como polo cultural internacional é uma missão contínua. Ela afirma que o evento busca formar público regional e ampliar o alcance artístico do território, reconhecido mundialmente por sua beleza natural.
A seleção do VIII Festival de Cinema de Trancoso apresenta títulos de diferentes estilos e regiões, com destaque para documentários, ficções, animações e produções indígenas.
Entre os longas, Brasília 65 Anos: do Sonho ao Concreto, de Walther Neto, retrata operários e servidores que construíram a capital federal. Já Ary, de André Weller, mergulha na vida e obra de Ary Barroso, combinando cenas dramatizadas, arquivos e a narração de Lima Duarte. A trilha reúne clássicos como No Rancho Fundo, Aquarela do Brasil e Na Baixa do Sapateiro.
A programação também traz Colegas 2, de Marcelo Galvão, road movie filmado no Rio Grande do Sul e no Uruguai, que retoma a jornada do grupo de amigos rumo a Punta del Este. Outro destaque é Fôlego – até depois do fim, documentário de Candé Salles no qual Maria Carol Rebello revisita a perda de familiares, entre eles Jorge Fernando e Hilda Rebello. O filme traz depoimentos de nomes como Xuxa, Ney Matogrosso, Cláudia Raia, Marcelo D2 e Mariana Ximenes.
O longa O Avental Rosa, de Jayme Monjardim, acompanha Alice, vivida por Cyria Coentro, mulher que dedica a vida ao voluntariado em hospitais. Já Estranhos na Noite, de Whalter Neto, faz um retrato de São Paulo e das relações que emergem nas madrugadas da cidade. No elenco estão Mônica Carvalho, Oscar Magrini, Paulo Vilhena e Ricardo Macchi.
Outra produção aguardada é O Homem Só, de Cláudia Jouvin, estrelada por Vladimir Brichta. O filme trata de um homem que cogita ser substituído por um clone para recomeçar a vida. Mariana Ximenes ganha destaque com um visual e performance que chamam atenção.
A Mostra Competitiva Nacional reúne curta-metragens de ficção, documentário, animação e experimental, com produções de novos talentos e cineastas premiados. A edição também apresenta uma Mostra Indígena com filmes de diferentes povos, incluindo Pataxó e Kariri-Xocó, além da Mostra Regional, que valoriza narrativas da Bahia e do Nordeste.
O Festival de Cinema de Trancoso reforça seu papel na difusão audiovisual, fortalecendo o diálogo entre tradição, inovação e diversidade cultural em um dos destinos mais emblemáticos do país.
Serviço
VIII Festival de Cinema de Trancoso
Data: 6 a 11 de dezembro
Local: Vila de Trancoso – Bahia
Programação: festivaldecinemadetrancoso.com.br
Instagram: @festivaldecinemadetrancoso
Entrada franca
Classificação livre
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL 2025
SELEÇÃO OFICIAL
Gênero Ficção
Amélia – de André Leão
Bijupirá – de Eduardo Boccaletti
Dependências – de Luisa Arraes
E assim aprendi a voar – de Antonio Fargoni
Eu não sei se vou ter que falar tudo de novo – de Vitória Fallavena e Thassilo Weber
Ferrolho – de Alexandre Derlam
Menino do Guarda-chuva Vermelho – de Andyara Miranda
Meu Pequeno Sentinela – de Lucas Marques
Mundinho – de Lúcio Lima
O Céu Não Sabe Meu Nome – de Carol Aó
O Colecionador de Cheiro de Nucas Femininas – de Ana Clara Vidal de Negreiros & Natália
Damião
O Correspondente – de Bruno Barcelos e Thali Bartikoski
O fantasma de Deodato – de Maiara Líbano
O Leve Bailar das Borboletas – de Leandro Fasoli
Os Pedais de Pedro – de Vinícius di Castro
Poente – de Felipe Careli
Rapsódia em Azul – de Marina Barancelli
Gênero Experimental
Re-Éksodos – de Julia Horta Paiva
Terreno – de Penelope Corinaldesi
Gênero Documentário
AugA – A Origem – de Miguel Nagle
Benzô – de Letícia Andra
Canto de Acauã – de Jaya Pereira
Da aldeia à universidade – de Leandro de Alcântara eTúlio de Melo
Emerenciana – de Larissa Nepomuceno
Era uma vez… Em cordel – de Bruno Rafael Fragoso da Silva
Kephas é Pedra – de Luiz Alberto Cassol
Mercado de História – de Alcinethe Maria Cavalcante Damasceno
O apagar das estrelas – Legados de Julio Lobo – de Diego Ruiz de Aquino e Jean Marcel
Camargo
O Empalhador – de Carlos Neto
Penna Prearo: Forasteiro Sonhador – de Laura Barile
Raízes de Trancoso – de Carol Kanashiro e Tomás Vianna
Silêncio na Boiada – de Luiza Fernandes
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Gênero Animação
A Vila de Itueta – de Crianças da Escola Municipal de Santo Antônio / Projeto Animação /
Instituto Marlin Azul
Ária – de Arthur P. Motta
Benzedeiras – de Beatriz Lindenberg e Jamilda Bento
Hacker Leonilia – de Gustavo Fontele
Kigalinha – de Gabriel Justo e Felipe Santana
Nova Aurora – de Victor Jiménez
O Chapéu do Zezéu – de Alunos da Escola Municipal Monsenhor Walfredo Gurgel / Projeto
Animação – Instituto Marlin Azul
O Despertar de Aiyra – de Duda Rodrigues e Juliana Rogge
O Menino que engoliu o choro – de Joubert Amaral
Receita de Vó – de Carlon Hardt
MOSTRA INDÍGENA
Pataxó Txihi Aponãhi – de Aline Valente e João Carlos
Quiári – de Thiago Jesus
Diálogos Indígenas do Nosso Tempo – de Gustavo Guedes
A Oca – de Sueli Pataxó
Vozes de Pindorama – de Fernando Freire e Daniel Victor
Baka Kariri-Xocó – de André Leão
Vípuxovuko – Aldeia – de Dannon Lacerda
O Sonho de Anu – de Vanessa Kypá
Curas Sagradas Pataxós – de Flávia Barbalho
MOSTRA REGIONAL
Madame Maluca e a Empregada Doidona – de Regina Vasquez e Flávia Barbalho
Sankofa – de Deivison Chioke
Jegue Elétrico – 33 Anos Depois – de Robson Vieira
Iemanjá – de Tomás Vianna e Carol Kanashiro
Lagoa Azul: Território Ameaçado – de Karina Cassimiro



