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Tem festival de Cinema Russo na área. Confira!

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Cinema Russo

Na última semana foram anunciados dois festivais online de cinema Russo, um de cinema contemporâneo e outro dos clássicos da cinematografia soviética. Ambos focam na nata dos filmes disponíveis nas suas eras, seja atualmente ou 60 anos atrás.

1º Festival de Cinema Russo

Primeiramente, este festival estará no ar entre os dias 10 e 30 de novembro. Fruto de uma parceria do Ministério da Cultura da Federação Russa, a ROSKINO e a Spcine Play (uma plataforma pública e brasileira de streaming que foca nas mostras e festivais de São Paulo) que trarão o que há de mais marcante entre a nova safra do cinema Russo. ROSKINO usa do apoio do Ministério da Cultura Russo para custear e incentivar a indústria do cinema, assim como a nossa Ancine. Veja abaixo os filmes que serão exibidos:

Arritmia (Arrythmia)

Drama, 2017, 116 min

Direção: Boris Khlebnikov

Bolshoi (The Bolshoi)

Drama, 2016, 132 min.

Direção: Valery Todorovsky

O Coração do Mundo (Core of the World)

Drama, 2018, 124 min

O Homem que Surpreendeu a Todos (The Man Who Surprised Everyone)

Drama, 2018, 104 min.

Direção: Natasha Merkulova , Aleksey Chupov

O Texto (Text)

Drama/Suspense, 2019, 132 min.

Direção: Klim Shipenko

Vamos nos Divorciar (Another Woman)

Comédia / Romance, 2019, 92 min.

Direção: Anna Parmas

O Francês (A Frenchman)

Drama histórico, 2019, 128 min.

Direção: Andrei Smirnov

O Reino Gelado: Terra dos Espelhos (The Snow Queen: Mirrorlands)  

Animação, 2018, 80 min.

Direção: Alexey Tsitsilin, Robert Lence

Além dos filmes no festival, Evgenia Markova, a diretora da ROSKINO, indicou alguns outras obras fascinantes para mergulhar no cinema russo:

O Método

Dear Comrade

Persian Lessons

Moscou Não Acredita em Lágrimas

Uma Mulher Alta

7ª Mostra MOSFILM De Cinema Soviético e Russo

Este segundo festival ocorrerá entre os dias 3 e 13 de dezembro. Organizado pela CPC-UMES (Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo) esse festival comemora o centenário de Serguei Bondarchuk e os 75 anos do final da Segunda Guerra Mundial. Veja mais e assista aos filmes no YouTube oficial da mostra. Segue abaixo os títulos disponíveis (incluindo Moscou Não Acredita em Lágrimas, recomendado por Evgenia Markova):

O Destino de Um Homem

Drama, 1959, 97 min.

Direção: Serguei Bondarchuk,

Neve Ardente

Guerra-Épico, 1972, 99 min.

Direção: Gavriil Eguizarov

A Infância de Ivan 

Guerra-Drama, 1962, 96 min.

Direção: Andrei Tarkovsky

Tempestade Sobre a Ásia

Épico, 1928, filme mudo, 103 min.

Direção: Vsevolod Pudovkin

O Sol Branco do Deserto 

Ação, 1969, 81 min.

Direção: Vladimir Motyl

Tanya

Comédia musical, 1940, 94 min.

Direção: Grigori Aleksandrov

Ivan Vassilevich Muda de Profissão

Comédia, 1973, 92 min.

Direção: Leonid Gayday

As Garotas 

Comédia, 1961, 98 min.

Direção: Yury Chulyukin

Nove Dias em Um Ano 

Drama, 1961, 111 min.

Direção: Mikhail Romm

A Carta Que Não Foi Enviada

Drama, 1959, 97 min.

Direção: Mikhail Kalatozov

Moscou Não Acredita em Lágrimas

Drama, 1979, 149 min.

Direção: Vladimir Menshov

Nós Somos do Jazz

Comédia Musical, 1983, 88 min.

Direção: Karen Shakhnazarov

Ela

Drama, 2013, 89 min.

Direção: Larissa Sadilova

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Cinema

Crítica | ‘Meu Vizinho Adolf’ uma dramédia impactante

‘Meu Vizinho Adolf’ aborda as consequências do nazismo em uma dramédia tocante.

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Após a Segunda Guerra Mundial muitos nazistas se refugiaram na América do Sul, algo que já foi abordado das mais diversas formas no cinema. Meu Vizinho Adolf, traz o tema novamente agora colocando um suposto Hitler como vizinho de um judeu que sofreu com o Holocausto. Um tema delicado que o diretor Leon Prudovsky consegue tratar bem e com um tom de humor mais discreto.

Mr. Polsky (David Hayman) perdeu toda sua amada família e decidiu viver isolado em uma velha casa na Argentina. Sua paz termina quando Mr. Herzog (Udo Kier), um alemão irritadiço, se muda para a casa ao lado. A aparência e o comportamento dele fazem com que Polsky desconfie que seja Adolf Hitler disfarçado.

Um clima triste mas que ainda nos faz rir

O personagem de Hayman passou anos evitando contato humano, sequer aprendeu espanhol, ele carrega uma dor que aperta o coração desde o início. Ainda, assim ele é um velho teimoso e também ranzinza do tipo que nos faz rir. Ao colocar na cabeça que seu vizinho é o próprio Führer, ele tenta alertar as autoridades sem sucesso.

Com isso Polsky começa a estudar a figura funesta para poder provar sua teoria. Todas as brigas e tentativas de invasão e espionagem são divertidas, não é aquele humor de fazer gargalhar e provavelmente não era essa a intenção do diretor. Conforme o filme avança, ambos vão criando uma amizade que obviamente é extremamente incômoda para Polsky. Mas ele começa a achar que estava errado até encontrar provas um pouco mais substanciais.

Um filme simples mas bem feito

Meu Vizinho Adolf não é um longa que exige cenários grandiosos, é tudo muito simples, são poucas locações. O foco são as atuações de David Hayman e Udo Kier que consegue cativar. Ambos os personagens carregam um passado cruel e toda a dor que eles sentem é revivida com força no final. A comédia fica um pouco de lado para falar de algo sério de forma acertada. Ao final temos um bom filme que consegue mostrar a crueldade do nazismo sem ter que colocar nenhuma cena pesada demais.

Estreando hoje nos cinemas brasileiros, Meu Vizinho Adolf é uma boa opção para quem quer fugir dos pipocões. Fique com o trailer:

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