De 2 a 12 de outubro, o Festival do Rio 2025 será mais que uma vitrine do cinema mundial. Em comemoração aos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e França, o evento mergulha em uma programação especial que integra a Temporada França-Brasil 2025, com foco em indústria cinematográfica, memória, educação e protagonismo feminino no audiovisual.
Anunciada por Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva, a Temporada é organizada pelo Institut Français e pelo Instituto Guimarães Rosa, com apoio dos ministérios da Cultura e Relações Exteriores de ambos os países. Após ocorrer na França entre abril e setembro, a etapa brasileira segue de agosto a dezembro, com o Festival do Rio como um dos pontos altos.
Encontros, cinema e cooperação
Entre os destaques está o inédito Rendez-vous Unifrance au Festival do Rio, projeto que conecta distribuidoras e exibidores da América Latina a vendedores de filmes franceses. A iniciativa inclui rodadas de negócios e mesas de discussão, em uma colaboração entre o Festival e a Unifrance para impulsionar a circulação do cinema francês no Brasil.
Outro ponto alto será a retrospectiva dedicada às cineastas francesas, realizada com o Forum des Images (Paris) e a Cinemateca Brasileira. Diretoras como Sophie Letourneur, Blandine Lenoir e Romane Bohringer apresentarão suas obras no Rio e em São Paulo — enquanto, em contrapartida, o Forum exibirá na França filmes das brasileiras Sandra Kogut, Juliana Vicente e Denise Zmekhol, seguidos de encontros com o público francês.
Alberto Cavalcanti em foco
Reforçando o eixo da preservação audiovisual, o Festival do Rio homenageia o cineasta brasileiro radicado na França Alberto Cavalcanti com a exibição restaurada de “Rien que les heures” (1926) e “Mulher de Verdade” (1954). A ação, em parceria com o Centre National du Cinéma et de l’Image Animée (CNC) e a Cinemateca Brasileira, também promove simpósios no Rio e em São Paulo com especialistas dos dois países.
Presenças confirmadas incluem Laurence Braunberger, responsável pela restauração, e Maria Dora Mourão, diretora da Cinemateca, que participarão de debates abertos ao público no Armazém da Utopia.
Formação internacional e produção coletiva
No campo educacional, o Festival do Rio promove o projeto “Telas e Saberes: Diálogos franco-brasileiros sobre o ensino do cinema e do audiovisual”, uma oficina de cinco dias entre estudantes e professores da UFF e instituições francesas. O resultado será um curta-metragem coletivo, exibido durante o Festival, incentivando trocas criativas e metodológicas entre universidades.
Laços culturais renovados
Em 2024, durante o RioMarket, o Festival já havia sediado a assinatura de um acordo de cooperação audiovisual entre Brasil e França, firmada pela ministra Margareth Menezes e por Jérémie Kessler, do CNC. Agora, com a Temporada França-Brasil, a parceria ganha corpo e profundidade, em ações que valorizam diversidade, memória, democracia e sustentabilidade cultural.
Para Ilda Santiago, diretora executiva e de programação do Festival do Rio, a colaboração “não apenas enriquece a programação da edição 2025, como reforça os laços entre os dois países, estimulando um futuro mais criativo e solidário para o audiovisual”.
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