Uma entrevista recente de George R. R. Martin à The Hollywood Reporter provocou um verdadeiro terremoto no universo de Game of Thrones. O autor de As Crônicas de Gelo e Fogo abriu o jogo sobre livros inacabados, finais alternativos, projetos cancelados e, sobretudo, sobre o desgaste de sua relação com a HBO e com o atual showrunner de House of the Dragon.
A seguir, os principais pontos que redefinem o presente — e o futuro — da franquia.
Após mais de uma década de espera por The Winds of Winter, Martin foi categórico: ninguém assumirá o livro caso ele morra antes de finalizá-lo. Diferente do que ocorreu com The Wheel of Time, o autor rejeita qualquer plano de continuidade.
Segundo ele, deixar a obra inacabada seria um fracasso pessoal. Martin compara o risco ao clássico inacabado de Charles Dickens, The Mystery of Edwin Drood, e admite que dificuldades criativas, estado emocional e outros projetos têm atrasado o processo. Ainda assim, reafirma que concluir Winds e A Dream of Spring continua sendo sua prioridade absoluta.

O final dos livros será mais sombrio que o da série
Martin confirmou que o desfecho literário de Game of Thrones será significativamente mais trágico do que o apresentado na televisão. Ele revelou que planejava matar mais personagens — inclusive figuras centrais.
Entre os casos mais emblemáticos estão Tyrion Lannister e Sansa Stark. Para Martin, Tyrion jamais teria um “final feliz”, enquanto Sansa chegou a estar destinada à morte, embora sua popularidade na série o tenha feito reconsiderar.
A fala reforça a ideia de que o final televisivo suavizou conflitos que, nos livros, caminham para consequências muito mais duras.
Spinoff de Jon Snow teria um tom depressivo e trágico
O projeto derivado focado em Jon Snow, estrelado por Kit Harington, foi oficialmente engavetado, mas Martin revelou detalhes inéditos sobre a proposta.
A série retrataria Jon como um homem traumatizado, vivendo isolado além da Muralha, sofrendo de estresse pós-traumático, rejeitando símbolos do passado como a espada Longclaw e o lobo Fantasma. A ideia central era desconstruir o herói — e, ao final, levá-lo à morte.
O autor considerava o projeto seguro por se passar distante do núcleo político de Westeros, evitando conflitos com os finais ainda não escritos dos livros.
Nova série de Game of Thrones pode focar em Arya Stark
Mesmo com o cancelamento do spinoff de Jon Snow, Martin confirmou que uma nova série situada após os eventos da oitava temporada está em estágio inicial de desenvolvimento. A proposta gira em torno de Arya Stark, explorando sua jornada em terras desconhecidas além do mapa conhecido.

O roteiro está sendo desenvolvido por Quoc Dang Tran, mas ainda não há confirmações oficiais de elenco. A HBO reconhece o alto risco criativo e a necessidade de excelência absoluta para justificar um retorno direto ao pós-final de Game of Thrones.
A Conquista de Aegon pode virar filme nos cinemas
Outro ponto surpreendente da entrevista foi a possibilidade de Aegon’s Conquest deixar o formato de série e se transformar em um longa-metragem cinematográfico.
O projeto, centrado em Aegon I Targaryen, é visto como uma produção épica em escala comparável aos filmes de Duna. Caso avance, será o primeiro filme oficial do universo Game of Thrones, algo cogitado no passado, mas sempre descartado pela HBO.
Relação entre Martin e Ryan Condal chega ao ponto mais crítico
O momento mais explosivo da entrevista veio quando Martin descreveu sua relação com Ryan Condal como “abismal”. Segundo o autor, a parceria criativa que funcionou durante a primeira temporada de House of the Dragon se desfez completamente na segunda.
Martin afirma que suas sugestões passaram a ser ignoradas, levando a HBO a intermediar a comunicação entre autor e showrunner. O contraste é evidente quando ele elogia publicamente Ira Parker, responsável por O Cavaleiro dos Sete Reinos, destacando fidelidade aos personagens e respeito ao material original.

A revelação confirma um desgaste profundo entre criador e adaptação — uma ferida aberta desde o final polêmico de Game of Thrones.
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A entrevista deixa claro que o universo de Game of Thrones segue vivo, com múltiplos projetos em desenvolvimento, mas também revela um criador cada vez mais frustrado com os rumos de suas adaptações. Entre livros inacabados, disputas criativas e novas apostas narrativas, Martin se encontra no centro de uma franquia gigante — porém marcada por conflitos.
O futuro de Westeros permanece incerto, tanto na página quanto na tela.



