Há momentos na cultura em que a gente cruza com artistas que não só executam o que fazem — eles vivem isso em cada etapa do caminho.
É desse lugar que vem HVUK.
Nesta entrevista exclusiva, HVUK fala sobre Midnight Dive, sua transição da dança para a música e o processo de construção da própria identidade como artista independente no cenário do K-pop.
HVUK (Kim Jaehyuk) já era conhecido nos bastidores como dançarino de apoio de nomes relevantes, como o P1Harmony. Mas, em algum momento, isso deixou de ser suficiente.
Ele saiu da segurança da dança — onde o corpo sustenta a narrativa — para entrar em um espaço mais exposto: a própria voz.
E é exatamente nessa transição que nasce Midnight Dive.
HVUK e Midnight Dive: quando o corpo vira linguagem
Genius Lab RJ: HVUK, sua jornada começou no movimento e agora passa pela música. Como isso influencia sua composição?
HVUK: “Eu comecei com o movimento muito antes de ter a coragem de usar minha voz. A dança me ensinou a traduzir emoções sem palavras — através do tempo, da tensão e da liberação. Cada refrão, cada batida ou silêncio parece coreografia para mim. Eu não apenas ouço a música — eu a vejo. Eu me movo através dela. É como se eu estivesse dançando com a minha voz.”
HVUK não constrói música apenas pelo som. Ele constrói pelo espaço, pela pausa e pela intenção.
Genius Lab RJ: Qual foi o maior desafio ao sair da dança para cantar suas próprias histórias?
HVUK: “A dança parecia segura porque eu podia me esconder atrás de uma música já finalizada. Com a minha voz, não há onde se esconder. A parte mais difícil não foi a técnica. Foi aprender a mostrar quem eu realmente sou.”
A transição da dança para a música, no caso de HVUK, não é técnica — é emocional.
Genius Lab RJ: Midnight Dive ganhou o mundo. Como você vê esse público global?
HVUK: “Se a emoção é real, ela viaja. Eu foquei em sentimentos que qualquer pessoa reconhece — perda, superação e imersão. O público global não está só apoiando. Eles estão moldando o que ‘HVUK’ está se tornando.”
Midnight Dive não funciona apenas como música. Funciona como ponto de conexão.
Genius Lab RJ: Como equilibrar covers e identidade própria?
HVUK: “Em algum momento, você precisa parar de perguntar ‘como eles fizeram isso?’ e começar a perguntar ‘o que só eu posso fazer?’.”
Esse é o ponto em que a influência deixa de ser referência e passa a ser construção.
Genius Lab RJ: A estética de Midnight Dive faz parte de algo maior?
HVUK: “Não é só um conceito isolado. É uma atmosfera. Algo emocional, cinematográfico e um pouco surreal. Quero que as pessoas sintam que estão entrando em um mundo.”
Aqui, HVUK começa a estruturar não só músicas, mas um universo artístico.
Genius Lab RJ: O que muda ao construir sua carreira de forma independente?
HVUK: “Eu posso agir rápido sem perder a honestidade. Não preciso esperar aprovação. O que eu sinto, eu transformo em música quase imediatamente.”
A independência aparece como ferramenta criativa — não apenas como modelo de trabalho.
Genius Lab RJ: O que esperar daqui pra frente?
HVUK: “HVUK não é um momento — é um sentimento que permanece. Isso é só o começo.”
A trajetória de HVUK mostra que a transição da dança para a música é, antes de tudo, um movimento de identidade.
Midnight Dive marca esse ponto com clareza: não como um pico isolado, mas como base de construção.
No fim, o que se forma aqui não é apenas um lançamento.
É um processo.
e tem algo nisso que vale pensar com calma.
Genius Lab — Onde a cultura coreana vira experiência, tendência e movimento.
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