A terceira temporada de A Casa do Dragão leva a história para sua fase mais violenta. Após os acontecimentos anteriores, a disputa pelo Trono de Ferro deixa de ser política e passa a ser guerra aberta.
Veremos batalhas entre dragões, Aemond assumindo o poder e Rhaenyra preparando a tomada de Porto Real.
Desde o início da série, Rhaenyra enfrenta rejeição por ser mulher em um sistema dominado por linhagens masculinas. Mesmo reivindicando o direito ao trono, ela tentou evitar o conflito direto.
Ao final da temporada anterior, porém, suas decisões já indicavam mudança: aceitação de sacrifícios humanos e postura cada vez mais inflexível.
Agora há sinais mais claros dessa transformação — olhar fixo no fogo, recusa em ouvir conselhos e reações guiadas por luto e raiva.
Na história da família, poder e loucura caminham juntos. A guerra civil conhecida como Dança dos Dragões tende a ampliar perdas pessoais, atingindo marido, filhos e aliados próximos.
Quanto mais a guerra avança, maior a possibilidade de ruptura psicológica. A trajetória sugere que a personagem pode não suportar o peso das mortes ao seu redor.
O caminho lembra o de Daenerys Targaryen. Ambas acreditam possuir direito legítimo ao trono e tentam inicialmente reduzir o derramamento de sangue.
Ainda assim, o conflito cresce até ultrapassar o controle.
A diferença é narrativa: enquanto a transformação de Daenerys ocorreu de forma abrupta, a nova temporada tem espaço para desenvolver essa mudança de maneira gradual.
Mas quem é Rhaenyra?
Rhaenyra Targaryen é filha do rei Viserys I e foi oficialmente declarada herdeira do Trono de Ferro ainda na infância, algo incomum em Westeros, onde a sucessão feminina não era aceita por muitos lordes. Montadora do dragão Syrax, ela cresce preparada para governar, mas vê seu direito contestado após o nascimento de seu meio-irmão Aegon II. A disputa desencadeia a guerra civil conhecida como Dança dos Dragões, dividindo a Casa Targaryen entre “negros”, que apoiam Rhaenyra, e “verdes”, que defendem Aegon. Ao longo do conflito, perdas pessoais, traições e decisões cada vez mais duras transformam sua imagem de princesa do reino em líder marcada pela guerra.

Nos livros de George R. R. Martin, especialmente Fogo & Sangue, Rhaenyra é retratada de forma mais ambígua do que em muitas adaptações: ao mesmo tempo vítima de um sistema que rejeita governantes mulheres e participante ativa da brutalidade do conflito. Sua trajetória ajuda a moldar a memória histórica dos Targaryen e influencia eventos séculos depois, já que Daenerys é sua descendente direta. Assim, Rhaenyra não é apenas uma pretendente ao trono, mas peça fundamental para entender a decadência da dinastia e o medo duradouro do poder dos dragões em Westeros.
E quem é Daenerys Targaryen?
Daenerys Targaryen é filha do rei Aerys II, o Rei Louco, último monarca da dinastia deposta antes dos eventos de Game of Thrones. Criada no exílio, ela começa a história como uma jovem vulnerável entregue em casamento para garantir apoio político, mas gradualmente assume controle do próprio destino. Ao chocar três dragões — criaturas consideradas extintas — torna-se a “Mãe dos Dragões” e passa a reunir seguidores ao libertar cidades escravizadas, acreditando ter direito legítimo ao Trono de Ferro. Sua liderança combina compaixão pelos oprimidos com uma visão cada vez mais rígida de justiça e autoridade. Mas seu fim na série é trágico.

Nos livros As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, Daenerys ainda está em processo de ascensão, governando em Essos e enfrentando dificuldades políticas que questionam sua capacidade de governar. Já na série, sua trajetória avança até a conquista de Porto Real, quando a personagem toma uma decisão destrutiva que marca sua transformação final. Assim como outros Targaryen, ela vive o conflito entre idealismo e poder absoluto, tornando-se uma figura ao mesmo tempo libertadora e temida na história de Westeros.
Guerra total na Casa do Dragão
A próxima fase da série deve mostrar:
- dragões sendo usados em combate constante
- tentativa de tomada de Porto Real
- radicalização das decisões políticas
- aprofundamento do trauma dos personagens
A história deixa de ser disputa sucessória e se torna tragédia familiar.
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