A atriz Jennifer Lawrence, um dos maiores nomes de Hollywood na última década, voltou a comentar com franqueza sobre os bastidores de cenas íntimas no cinema. Em entrevista recente, a vencedora do Oscar explicou por que considera mais fácil filmar cenas de sexo com atores que ela ainda não conhece, em vez de contracenar com amigos próximos — uma experiência que, segundo ela, pode ser bem mais constrangedora.
O comentário surgiu durante a divulgação de Morra, Amor (Die My Love), longa dirigido por Lynne Ramsay e estrelado por Jennifer Lawrence e Robert Pattinson. No filme, os dois interpretam um casal mergulhado em uma relação intensa e perturbadora, marcada por tensão emocional e sexual.
Segundo Lawrence, o fato de ela e Pattinson não se conhecerem antes das filmagens tornou o processo menos desconfortável. Para a atriz, a intimidade prévia pode tornar situações ficcionais ainda mais embaraçosas.

Ela citou como contraponto a experiência em Jogos Vorazes, quando precisou beijar Josh Hutcherson, amigo de longa data.
“Quando você já tem uma relação pessoal, a situação fica estranha. Com alguém que você não conhece, existe um distanciamento profissional que ajuda”, resumiu.
A atriz também revelou detalhes curiosos do set de Morra, Amor. Logo no início das gravações, ela e Pattinson participaram de uma aula de dança interpretativa como preparação para uma das cenas mais intensas do filme — descrita pela própria Lawrence como uma sequência quase “animal”, em que os personagens se atacam como felinos.
“Foi absolutamente constrangedor. Nós dois ficamos semanas ali, tentando dançar, sem saber direito o que fazer. Depois disso, quando veio a cena de nudez, parecia até mais simples”, contou, em tom bem-humorado.
Um filme sobre maternidade, isolamento e colapso emocional
Em Morra, Amor, (leia nossa crítica) Jennifer Lawrence interpreta Grace, uma jovem mãe que passa a apresentar sinais de colapso psicológico enquanto vive isolada em uma casa no interior de Montana. O comportamento instável da personagem preocupa o companheiro Jackson (Pattinson), e a narrativa se desenvolve como um retrato cru sobre maternidade, saúde mental e relações afetivas em crise.
O longa vem chamando atenção não apenas pelo elenco de peso, mas também pela abordagem intensa e pouco convencional da intimidade, marca registrada da diretora Lynne Ramsay.
As declarações de Jennifer Lawrence reacendem um debate recorrente em Hollywood: como filmar cenas íntimas de forma ética, segura e confortável para os atores. Embora Morra, Amor tenha contado com menos formalidades nesse aspecto, a atriz fez questão de ressaltar o profissionalismo de Pattinson e o cuidado da equipe durante todo o processo.
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Mais uma vez, Lawrence mostra por que é conhecida não só por suas atuações premiadas, mas também por sua franqueza ao falar sobre os bastidores da indústria cinematográfica.



