Conecte-se conosco

Cinema

Jumanji: A Próxima Fase | CRÍTICA

Publicado

em

Jumanji A Próxima Fase é uma aventura divertida. Leia no Vivente Andante.

Jumanji: A Próxima Fase (Jumanji: The Next Level) começa com uma paisagem deslumbrante e amigos que se conectam através da tecnologia. Os personagens vão sendo (re)apresentados um a um. Spencer (Alex Wolff) está vivendo em Nova Iórque e passando por situações embaraçosas pelas quais não esperava. Sua insegurança nesse tempo de baixa auto-estima acaba sendo o empurrão para o retorno ao videogame Jumanji. A nova aventura pelo perigoso jogo reúne os quatro adolescentes que
sobreviveram em Jumanji: Bem-vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle). Martha, Fridge e Bethany seguem para o resgate de Spencer.

Dirigido por Jake Kasdan, o qual mantém o ritmo dinâmico na maior parte do tempo, conta com as participações da atriz Awkafina, que mostra sua adaptabilidade como o avatar Ming, e dos veteranos Danny DeVito e Danny Glover. Além de Kevin Hart, Jack Black, Karen Gillan, Ser’Darius Blain, Alex Wolff, Madison Iseman, Morgan Turner e Dwayne Johnson.

Jumanji está de volta.
Os avatares de ‘Jumanji: A Próxima Fase’, que já arrecadou mais de $450 milhões pelo mundo (foto: Columbia Pictures / Primeiro Plano)

A saber, Danny DeVito vive o avô do Spencer, Eddir, e traz outra interação e peso para o longa-metragem quando aparece, o que acontece especialmente no início. Primeiramente, sua atuação e as piadas sobre velhice são ótimas. Além disso, temos o ótimo Danny Glover como Milo Walker aumentando o toque de talento e irreverência. Dwayne Johnson retorna como Bravestone e, depois do grande Danny DeVito, é responsável por alguns dos momentos mais divertidos do filme. Seu carisma sempre sobressai, e seu personagem é um tipo de Indiana Jones superforte. Aliás, o filme bebe muito na fonte desse clássico do cinema de aventura. Logicamente, não podemos esquecer do Jack Black. O filme precisa muito da boa atuação do seu elenco, e exige uma versatilidade que é alcançada.

Jornada em outra dimensão

No subtexto, Jumanji: A Próxima Fase, é uma jornada de amadurecimento, contudo, o principal é ser uma grande aventura pelo perigoso mundo de Jumanji. A luta é contra o vilão Jurgen, o Brutal (Rory McCann), um conquistador cruel que desceu da sua fortaleza nas montanhas para saquear a província de Avian. O crápula roubou a lendária Joia Falcão, que garante a fertilidade do mundo de Jumanji.

Durante a exibição para a imprensa, percebi algumas crianças. Fiquei atento à suas reações. Inclusive, lembro de escutar “filme maneiro”. A trilha sonora auxilia para que esse tipo de elogio ocorra, pois complementa bem, em especial, na ocasião perto do fim, em uma boa cena de luta ao som de um antigo e nostálgico clássico, que, a princípio, não combinaria ali. Porém, a comédia é um dos gêneros desse longa-metragem e tal cena me fez recordar “Guardiões da Galáxia”. Nessa sequência, o garoto atrás de mim, com cerca de 12 anos de idade, soltou um “muito maneiro”. Ou seja, mais uma indicação de que a película consegue atingir seu público-alvo.

Leia crítica do novo Jumanji
As interações são engraçadas e o elenco está ótimo (divulgação: Columbia Pictures / Primeiro Plano)

Jumanji: A Próxima Fase é um divertido entretenimento para toda a família. Claro que nem todas as piadas funcionam, algumas focam o público juvenil, outras são especificamente para os adultos. Porém, muitas acabam sendo constrangedoras e trazem silêncio ao invés de risos. Essas poderiam ter sido retiradas para que o filme fosse um pouco mais enxuto, todavia, não comprometem o resultado final. A diversão é garantida e o epílogo promete um outro nível futuro que pode trazer algumas peculiaridades importantes do original de 1995. Aliás, o novo Jumanji: A Próxima Fase estreia no dia 16 de janeiro.

Trailer:
Ademais, leia mais:
Entenda a Direção de Fotografia com Flávio Ferreira
23ª Mostra de Cinema de Tiradentes começa em 24 de janeiro
Kursk – A Última Missão | Um desastre recente e uma mensagem atual | CRÍTICA

Cinema

Crítica | ‘Meu Vizinho Adolf’ uma dramédia impactante

‘Meu Vizinho Adolf’ aborda as consequências do nazismo em uma dramédia tocante.

Publicado

em

Após a Segunda Guerra Mundial muitos nazistas se refugiaram na América do Sul, algo que já foi abordado das mais diversas formas no cinema. Meu Vizinho Adolf, traz o tema novamente agora colocando um suposto Hitler como vizinho de um judeu que sofreu com o Holocausto. Um tema delicado que o diretor Leon Prudovsky consegue tratar bem e com um tom de humor mais discreto.

Mr. Polsky (David Hayman) perdeu toda sua amada família e decidiu viver isolado em uma velha casa na Argentina. Sua paz termina quando Mr. Herzog (Udo Kier), um alemão irritadiço, se muda para a casa ao lado. A aparência e o comportamento dele fazem com que Polsky desconfie que seja Adolf Hitler disfarçado.

Um clima triste mas que ainda nos faz rir

O personagem de Hayman passou anos evitando contato humano, sequer aprendeu espanhol, ele carrega uma dor que aperta o coração desde o início. Ainda, assim ele é um velho teimoso e também ranzinza do tipo que nos faz rir. Ao colocar na cabeça que seu vizinho é o próprio Führer, ele tenta alertar as autoridades sem sucesso.

Com isso Polsky começa a estudar a figura funesta para poder provar sua teoria. Todas as brigas e tentativas de invasão e espionagem são divertidas, não é aquele humor de fazer gargalhar e provavelmente não era essa a intenção do diretor. Conforme o filme avança, ambos vão criando uma amizade que obviamente é extremamente incômoda para Polsky. Mas ele começa a achar que estava errado até encontrar provas um pouco mais substanciais.

Um filme simples mas bem feito

Meu Vizinho Adolf não é um longa que exige cenários grandiosos, é tudo muito simples, são poucas locações. O foco são as atuações de David Hayman e Udo Kier que consegue cativar. Ambos os personagens carregam um passado cruel e toda a dor que eles sentem é revivida com força no final. A comédia fica um pouco de lado para falar de algo sério de forma acertada. Ao final temos um bom filme que consegue mostrar a crueldade do nazismo sem ter que colocar nenhuma cena pesada demais.

Estreando hoje nos cinemas brasileiros, Meu Vizinho Adolf é uma boa opção para quem quer fugir dos pipocões. Fique com o trailer:

Por último, leia mais:

Conheça a biografia do controverso Vladimir Putin em HQ

Três Verões | Crítica social que tem a ver com momento do Brasil

Entrevista | ‘A Ruptura’, documentário do diretor Marcos Saboya, aborda a corrupção

Continue lendo
Anúncio
Anúncio

Cultura

Crítica

Séries

Literatura

Música

Anúncio

Tendências