Saturday, September 26, 2020

Jumanji: A Próxima Fase | CRÍTICA

Jumanji: A Próxima Fase (Jumanji: The Next Level) começa com uma paisagem deslumbrante e amigos que se conectam através da tecnologia. Os personagens vão sendo (re)apresentados um a um. Spencer (Alex Wolff) está vivendo em Nova Iórque e passando por situações embaraçosas pelas quais não esperava. Sua insegurança nesse tempo de baixa auto-estima acaba sendo o empurrão para o retorno ao videogame Jumanji. A nova aventura pelo perigoso jogo reúne os quatro adolescentes que
sobreviveram em Jumanji: Bem-vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle). Martha, Fridge e Bethany seguem para o resgate de Spencer.

Dirigido por Jake Kasdan, o qual mantém o ritmo dinâmico na maior parte do tempo, conta com as participações da atriz Awkafina, que mostra sua adaptabilidade como o avatar Ming, e dos veteranos Danny DeVito e Danny Glover. Além de Kevin Hart, Jack Black, Karen Gillan, Ser’Darius Blain, Alex Wolff, Madison Iseman, Morgan Turner e Dwayne Johnson.

Jumanji está de volta.
Os avatares de ‘Jumanji: A Próxima Fase’, que já arrecadou mais de $450 milhões pelo mundo (foto: Columbia Pictures / Primeiro Plano)

A saber, Danny DeVito vive o avô do Spencer, Eddir, e traz outra interação e peso para o longa-metragem quando aparece, o que acontece especialmente no início. Primeiramente, sua atuação e as piadas sobre velhice são ótimas. Além disso, temos o ótimo Danny Glover como Milo Walker aumentando o toque de talento e irreverência. Dwayne Johnson retorna como Bravestone e, depois do grande Danny DeVito, é responsável por alguns dos momentos mais divertidos do filme. Seu carisma sempre sobressai, e seu personagem é um tipo de Indiana Jones superforte. Aliás, o filme bebe muito na fonte desse clássico do cinema de aventura. Logicamente, não podemos esquecer do Jack Black. O filme precisa muito da boa atuação do seu elenco, e exige uma versatilidade que é alcançada.

Jornada em outra dimensão

No subtexto, Jumanji: A Próxima Fase, é uma jornada de amadurecimento, contudo, o principal é ser uma grande aventura pelo perigoso mundo de Jumanji. A luta é contra o vilão Jurgen, o Brutal (Rory McCann), um conquistador cruel que desceu da sua fortaleza nas montanhas para saquear a província de Avian. O crápula roubou a lendária Joia Falcão, que garante a fertilidade do mundo de Jumanji.

Durante a exibição para a imprensa, percebi algumas crianças. Fiquei atento à suas reações. Inclusive, lembro de escutar “filme maneiro”. A trilha sonora auxilia para que esse tipo de elogio ocorra, pois complementa bem, em especial, na ocasião perto do fim, em uma boa cena de luta ao som de um antigo e nostálgico clássico, que, a princípio, não combinaria ali. Porém, a comédia é um dos gêneros desse longa-metragem e tal cena me fez recordar “Guardiões da Galáxia”. Nessa sequência, o garoto atrás de mim, com cerca de 12 anos de idade, soltou um “muito maneiro”. Ou seja, mais uma indicação de que a película consegue atingir seu público-alvo.

Leia crítica do novo Jumanji
As interações são engraçadas e o elenco está ótimo (divulgação: Columbia Pictures / Primeiro Plano)

Jumanji: A Próxima Fase é um divertido entretenimento para toda a família. Claro que nem todas as piadas funcionam, algumas focam o público juvenil, outras são especificamente para os adultos. Porém, muitas acabam sendo constrangedoras e trazem silêncio ao invés de risos. Essas poderiam ter sido retiradas para que o filme fosse um pouco mais enxuto, todavia, não comprometem o resultado final. A diversão é garantida e o epílogo promete um outro nível futuro que pode trazer algumas peculiaridades importantes do original de 1995. Aliás, o novo Jumanji: A Próxima Fase estreia no dia 16 de janeiro.

Trailer:

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