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praia do forno em arraial do cabo foto de alvaro tallarico
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Qual a maior paixão do brasileiro? Música, séries, viagens ou Copa do Mundo? Nova pesquisa revela

Estudo da Ipsos revela desgaste do ufanismo em torno da Seleção Brasileira, crescimento de novos hábitos culturais e uma relação mais pragmática dos torcedores com a Copa do Mundo

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 7 de maio de 2026
9 Min Leitura
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Praia do Forno (foto: Alvaro Tallarico)
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Tópicos
  • Séries, música e redes sociais criam novos “rituais coletivos”: nova paixão do brasileiro?
  • Copa de 2026 encontra torcida menos confiante
  • Redes sociais ampliam desgaste da Seleção e da CBF
  • Copa segue como maior evento esportivo do país
  • Patrocinadores ainda têm espaço de conexão emocional
  • Paixão continua sendo parte central da identidade brasileira

O futebol segue ocupando um espaço central na identidade cultural do Brasil, mas a relação emocional dos brasileiros com o esporte — especialmente com a Seleção Brasileira masculina — passa por uma transformação visível. É o que aponta o novo estudo “Mapa das Paixões Brasileiras”, apresentado pela Ipsos durante o evento “Coração em Campo”, realizado nesta quinta-feira (7).

A pesquisa revela um país ainda profundamente conectado ao futebol, mas cada vez mais dividido entre novas formas de entretenimento, hábitos digitais e interesses culturais que fragmentam a atenção do público. Ao mesmo tempo, o levantamento expõe uma torcida mais fria, desconfiada e pragmática em relação à Copa do Mundo de 2026.

Embora futebol, Copa do Mundo e Seleção Brasileira continuem liderando quando agrupados como um único bloco temático — somando 21% das paixões nacionais — o cenário muda quando os interesses são analisados individualmente.

Nesse recorte, séries aparecem como a principal paixão do brasileiro, com 10,9% das citações, seguidas por música (10,7%), religiões (9%) e Copa do Mundo (8,2%). Futebol aparece logo depois, com 7,3%, enquanto a Seleção Brasileira registra 5,8%.

O resultado aponta para uma pulverização inédita das paixões nacionais e mostra como o entretenimento contemporâneo passou a disputar espaço com o esporte mais popular do país.

Séries, música e redes sociais criam novos “rituais coletivos”: nova paixão do brasileiro?

Segundo Paula Soria, líder de marcas e mercado da Ipsos Brasil, o estudo identifica uma mudança importante na forma como os brasileiros constroem pertencimento, lazer e conexão emocional.

“O entusiasmo e o calor humano ainda definem a identidade brasileira, mas o futebol masculino não reina mais sozinho. O brasileiro continua apaixonado, mas suas paixões se pulverizaram”, afirma.

A executiva destaca que séries, música e conteúdos digitais passaram a ocupar um papel semelhante ao que o futebol já exerceu quase sozinho por décadas: o de criar rituais coletivos.

Millie Bobby Brown e Sadie Sink em cena de Stranger Things- Divulgação NETFLIX
Millie Bobby Brown e Sadie Sink em cena de Stranger Things- Divulgação NETFLIX

“O consumo de séries e música criou novos espaços de socialização, pertencimento e troca cultural. Hoje, reunir amigos para comentar uma série ou acompanhar um reality também virou um ritual afetivo”, explica.

O estudo mostra que 25% dos brasileiros associam paixão à sensação de pertencimento e acolhimento, enquanto 22% relacionam o sentimento à diversão e à conexão social.

A Copa do Mundo ainda se encaixa nesse imaginário, mas menos pela expectativa esportiva e mais pela experiência coletiva que proporciona.

Copa de 2026 encontra torcida menos confiante

Um dos pontos centrais do levantamento é a mudança no comportamento do torcedor brasileiro em relação à Seleção.

Segundo os dados da Ipsos-Ipec, utilizados no estudo, 46% dos brasileiros afirmam estar desanimados com a Copa do Mundo de 2026. Apenas 18% acreditam plenamente no título brasileiro.

Além disso, 49% dos entrevistados dizem que a Seleção tem poucas chances de conquistar o torneio.

A diferença em relação aos ciclos anteriores é significativa. Em 2022, metade da população acreditava que o Brasil chegava forte à disputa pelo título mundial.

A pesquisa mostra ainda uma mudança simbólica importante: em 2014, o principal sentimento associado à Copa era “alegria”. Agora, em 2026, a palavra mais citada pelos brasileiros é “esperança”.

Para Paula Soria, o comportamento da torcida brasileira abandonou o ufanismo automático que marcou outras gerações.

“O torcedor deixou de viver aquela lógica de ‘já ganhou’. Hoje existe uma relação mais tática, mais racional e muito mais crítica em relação à Seleção”, analisa.

Segundo ela, o futebol continua importante culturalmente, mas o desempenho esportivo já não mobiliza a população da mesma forma.

“A Copa permanece relevante como evento social, quase como um grande ritual coletivo. O jogo importa, mas o encontro entre amigos, o churrasco e a convivência passaram a ocupar um peso enorme nessa experiência”, completa.

Redes sociais ampliam desgaste da Seleção e da CBF

A percepção mais crítica também aparece nas redes sociais. A Ipsos analisou aproximadamente 700 mil publicações feitas entre novembro de 2025 e abril de 2026 para entender como os brasileiros se expressam digitalmente sobre a Copa.

O resultado mostra um ambiente majoritariamente negativo.

Segundo o estudo, 38% das publicações possuem viés negativo, enquanto apenas 16% apresentam tom positivo. O restante foi classificado como neutro.

seleção brasileira brasil na copa do mundo
FOTO: @RAFAELRIBEIRORIO I CBF

As conversas nas redes estão concentradas principalmente em jogadores (18%) e seleções rivais (17%), reforçando uma torcida mais preocupada com desempenho, estratégia e ameaça dos adversários do que com clima festivo.

A pesquisa também identificou desgaste significativo da reputação digital de figuras centrais do futebol brasileiro.

Neymar aparece com o menor índice de reputação social entre os principais termos analisados. Em seguida aparecem Carlo Ancelotti, CBF e Seleção Brasileira.

O levantamento aponta que a confiança do torcedor em instituições e ídolos do futebol sofreu uma erosão importante nos últimos anos.

Copa segue como maior evento esportivo do país

Apesar do distanciamento emocional e do pessimismo, a Copa do Mundo continua sendo o evento esportivo mais importante para os brasileiros.

O estudo revela que 62% pretendem assistir à final da Copa de 2026, independentemente da presença do Brasil na decisão.

Os dados também mostram que a experiência de acompanhar o torneio será cada vez mais multiplataforma.

A TV aberta segue dominante, mencionada por 65% dos entrevistados, mas as plataformas digitais já aparecem com força significativa.

Entre os serviços mais citados estão:

  • CazéTV (54%)
  • Globoplay (42%)
  • Amazon Prime Video (36%)
  • Instagram (27%)
  • GE TV (23%)

O comportamento reforça como o consumo esportivo se tornou simultaneamente televisivo, digital e social.

Patrocinadores ainda têm espaço de conexão emocional

O estudo também analisou a relação entre torcedores e marcas ligadas ao futebol.

Segundo a pesquisa, 46% dos brasileiros conseguem citar espontaneamente patrocinadores da Seleção Brasileira, incluindo Nike, Itaú, Vivo, Ambev, Guaraná, iFood e Google.

Já os patrocinadores oficiais da Copa possuem menor lembrança espontânea: 68% afirmaram não saber quais marcas patrocinam o torneio.

selecao brasileira
divulgação / Nike

Para a Ipsos, os dados mostram que a conexão emocional com o futebol continua sendo uma oportunidade relevante para marcas, desde que exista identificação cultural genuína com o público.

Paixão continua sendo parte central da identidade brasileira

Mesmo diante das críticas, da fragmentação cultural e do desgaste da Seleção, o estudo conclui que a paixão continua sendo um elemento central da identidade brasileira.

O que mudou foi a forma como ela se manifesta.

Foto: Matheus Lima – CRVG

O futebol permanece importante, mas agora divide espaço com novos hábitos, plataformas e interesses culturais que ajudam os brasileiros a construir pertencimento, entretenimento e identidade coletiva.

Metodologia

O estudo “Mapa das Paixões Brasileiras” reuniu diferentes metodologias de pesquisa conduzidas pela Ipsos entre abril e maio de 2026.

Entre elas:

  • levantamento online com 500 brasileiros das classes A, B e C;
  • pesquisa Ipsos-Ipec com 2 mil entrevistados em 130 municípios;
  • análise qualitativa;
  • monitoramento de redes sociais;
  • modelagem estatística comportamental.

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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.

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