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O Preço do Amor
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O Preço do Amor | Metáfora da alma e expressão de sentimento na Etiópia

Por Sylvia Arcuri Só de Chita
Última Atualização 30 de março de 2023
4 Min Leitura
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divulgação: CIne África
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No filme de 2015, O Preço do Amor, da diretora etíope Hermon Hailay, assistimos a busca de uma tranquilidade interna do personagem Teddy. Afinal, ele não encontra o seu lugar onde vive e muito mesmo quem é de fato. O filme apresenta uma trama universal, o amor, mas mostra como é entendido e vivido por determinadas pessoas na urbe da Etiópia.

Teddy é um rapaz órfão de mãe prostituta, que passa parte de sua vida como errante pelas ruas. Posteriormente, ganha o acolhimento de um padre que lhe dá a oportunidade de refazê-la com uma condição: que esqueça o passado. Porém, como nas narrativas têm que haver um conflito para justificar a abordagem, ele acaba se apaixonado pela prostituta Tere. Dessa forma, repete, de algum modo, a sua história.

Roteiro

Hailay conta com um roteiro e um enredo simples. Contudo, toca em assuntos muito importantes na atualidade. Ou seja, a prostituição como saída econômica e que, ao mesmo tempo, dissemina a violência contra a mulher, colocando-a como escrava sexual que é vendida para outros países como mercadoria barata. Mais uma vez a câmera cinematográfica africana, no caso a etíope, fala sobre a precariedade presente em lugares onde o que importa é conseguir meios para ter uma vida minimante digna. Nesse caso, outra vez, a mulher é colocada sob um status de submissão e como saída econômica para uma rede de tráfico sexual, mostrando para o espectador uma face do preço do amor.

Outra leitura que podemos fazer, assistindo essa película, é que “o lugar na vida” dos personagens é o da necessidade de ser amado, de ser importante para o outro, tal é o seu abandono sentimental, o que gera uma angústia e uma torcida para que Teddy e Fere encontrem um alento para suas vidas e suas emoções e, isso pode acontecer através do amor entre os dois e como “lugar de vida”.

Vou de táxi

A cumplicidade da prostituta Tere, que foi salva pelo taxista Teddy, chama atenção de quem vê. Isso porque essa cumplicidade não se dá pelas palavras, mas pelo o olhar que pode ser lido como metáfora da alma e expressão de amor.

Embora traga uma trama comum, o amor entre duas pessoas que estão à margem, o filme de Harmon Hailay deve ser visto com o olhar muito atento. Afinal, traz outras questões sociais, econômicas e políticas que o espectador pode deixar de identificar se assistir apenas como uma história de amor. O que também deve ser destacado são as cores e a trilha sonora local que desenha a atmosfera de angustia dos personagens e, porque não dizer, dos espectadores.

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Tags:cinema etiopiacinemas africanoscritica o preço do amormostra de cinemas africanos
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PorSylvia Arcuri Só de Chita
Sylvia Helena de Carvalho Arcuri, é Doutora em Literatura Hispano-americana pela UFRJ e faz parte do Rolé Literário

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O álbum de estreia do grupo, Hybrid Theory, vencedor do GRAMMY® e certificado Diamante pela RIAA, continua sendo o álbum de estreia mais vendido deste século. O trabalho deu início a um fenômeno que transcendeu gêneros musicais, acumulando mais de 21 bilhões de visualizações no YouTube e ultrapassando 100 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo. Em 2024, após um hiato de sete anos, LINKIN PARK, agora formado por Mike Shinoda, Brad Delson, Joe Hahn, Dave Farrell, Emily Armstrong e Colin Brittain, retornou com o aclamado From Zero, seu oitavo álbum de estúdio. O lançamento alcançou o topo das paradas internacionais, rendeu duas novas indicações ao GRAMMY® e apresentou o single de Platina "The Emptiness Machine", que permaneceu por 15 semanas na primeira posição da parada Rock & Alternative Airplay da Billboard, tornando-se a maior música de rock do ano. Ao todo, a banda acumula impressionantes 13 músicas número 1 na história do ranking, a segunda maior marca já registrada. Fundado em 1996, LINKIN PARK saiu de gravações feitas no quarto de Mike Shinoda, em Agoura Hills, para transformar de forma definitiva o som da música popular em poucos anos. Após conquistar o GRAMMY® de Melhor Performance de Hard Rock por "Crawling", do álbum Hybrid Theory, a banda venceu também na categoria Melhor Colaboração Rap/Cantada por "Numb/Encore", fruto de sua parceria histórica com JAY-Z no EP Collision Course (2004). O grupo ainda apresentou a música na cerimônia do GRAMMY® ao lado de Paul McCartney. Nesse período, o segundo álbum da banda, Meteora, atualmente certificado oito vezes Platina, estreou em primeiro lugar na Billboard 200, feito que LINKIN PARK repetiria outras cinco vezes ao longo da carreira. Em 2007, a banda uniu forças com o produtor Rick Rubin para lançar Minutes to Midnight, álbum certificado cinco vezes Platina, e desde então continuou expandindo seus horizontes sonoros sem medo de experimentar. Até hoje, LINKIN PARK conquistou 2 GRAMMY® Awards, 7 American Music Awards, 4 MTV Video Music Awards, 10 MTV Europe Music Awards e 3 World Music Awards. Em 2025, recebeu o prêmio de Álbum de Rock do Ano no iHeartRadio Music Awards por From Zero. A banda segue lotando estádios ao redor do mundo, já foi atração principal dos maiores festivais internacionais e permanece como a única banda de rock ocidental a realizar uma turnê por cinco estádios na China. Além da música, LINKIN PARK mantém um histórico compromisso com ações beneficentes, ajudando a arrecadar milhões de dólares para vítimas de desastres naturais ao longo dos anos. Recentemente, o grupo se tornou a primeira e única banda de rock a ultrapassar 2 bilhões de reproduções anuais em plataformas de streaming, enquanto o clássico certificado Diamante "In The End" continua sendo um marco cultural atemporal. 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