Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Cinema e StreamingCrítica

‘O último pub’ fala de preconceito dos ingleses sem passar pano | Crítica

Por
Livia Brazil
Última Atualização 14 de agosto de 2024
5 Min Leitura
Share
SHARE
Tópicos
  • Enredo
  • Luta social
  • Por fim, fique com o trailer:
  • Ficha Técnica
  • Por fim, leia:

O diretor Ken Loach costuma levar debates sociais às telas de cinema com seus filmes. E O último pub não é diferente. O tema principal, dessa vez, é a imigração de refugiados para a Inglaterra – no caso, de sírios – e a xenofobia que o fato faz vir à tona. Em um roteiro bastante sensível de Paul Laverty, parceiro do cineasta há mais de 30 anos, o longa critica o preconceito que vem ficando cada vez mais transparente na Europa nos últimos. Contudo, no caso, apesar de deixar muito claro o quanto esse ódio ao estrangeiro é errado, o roteiro e a direção não apenas vilanizam seus perpetradores, mas explicam de onde essa raiva vem.

Enredo

O último pub se passa em um vilarejo no nordeste da Inglaterra, que se dedicava à mineração. Enquanto as minas estão sendo fechadas, assim como o comércio e escolas também, a população local começa a ir embora, deixando para trás apenas os moradores que não conseguem se reestruturar em outras áreas do país. É neste contexto de abandono e negligência que a região começa a receber refugiados sírios, realocados pelo governo justamente por ser uma área desvalorizada.

TJ Ballantyne (Dave Turner), proprietário do pequeno pub do vilarejo – The Old Oak, que dá nome ao filme no original – tenta manter seu negócio aberto. Ele conhece a jovem síria Yara (Ebla Mari). Enquanto uma inesperada amizade nasce entre os dois, o preconceito dos moradores da cidade cresce contra os novos habitantes da cidade.

Dave Turner e Ebla Mari.
Dave Turner e Ebla Mari. Foto: Divulgação.

Luta social

Apesar de ter um resolução fácil e utópica, O último bar tem sucesso ao exprimir bem a realidade de cidades interioranas da Inglaterra. E, também, a vida dos imigrantes, principalmente refugiados de guerra. Serve bastante para mostrar às pessoas que acreditam que a Europa é sempre melhor que seus países de origem que a vida real é bem diferente de suas idealizações. Principalmente se você for para uma cidade que já está tendo problemas econômicos e você é visto como mais um empecilho para seu sucesso. O que, no nosso mundo globalizado e cada vez com mais desemprego, acontece muito.

O filme também deixa claro que a ignorância é um grande fator para o preconceito. E enquanto não houver uma verdadeira vontade de enxergar diferente e buscar novos olhares e entender o que está acontecendo, nada vai mudar. O roteiro também faz questão demostrar que, se você chegar perto, vai ver que está todo mundo na mesma e é todo mundo mais parecido do que parece. Pode ser um discurso batido, mas a forma com que o trabalho esse tema é bastante distinta do que costumamos ver por aí.

E isso tudo com uma fotografia bem interessante e uma forma de inseri-la na história bastante original. Era de se esperar, já que uma das personagens principais, a síria Yara, tem na fotografia sua paixão e válvula de escape.

Do mais, O último pub tem personagens muito cativantes e histórias que emocionam. Preparem os lencinhos quando forem assistir. O longa entrou em cartaz nos cinemas brasileiros no dia 08 de agosto.

Por fim, fique com o trailer:

Ficha Técnica

O ÚLTIMO PUB (The Old Oak)

Inglaterra | 2023 | 113min. | Drama

Direção: Ken Loach

Roteiro: Paul Laverty

Trilha Sonora: George Fenton

Direção de Fotografia: Robbie Ryan

Edição: Jonathan Morris

Direção de Arte: Fergus Clegg

Distribuição: Synapse Distribution

Por fim, leia:

‘A grande fuga’ foca no amor e no respeito

‘Pequena cartas obscenas’ e o medo das mulheres livres | Crítica

Aquela sensação que o tempo de fazer algo passou | Crítica

Tags:cinema britânicocinema inglêscritica ultimo pubKen Loach
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
Livia Brazil's avatar
PorLivia Brazil
Follow:
Escritora, autora dos livros Queria tanto, Coisas não ditas e O semitom das coisas, amante de cinema e de gatos (cachorros também, e também ratos, e todos os animais, na verdade), viciada em café.
Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gravatar profile

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

Disney- Lilo e Stich
Cinema e StreamingCultura

Campanha da Disney Brasil levará 4 pessoas ao Caribe; saiba como participar

André Quental Sanchez
3 Min Leitura
Morbius da Marvel nos Cinemas
Cinema e StreamingNotícias

Sony Pictures divulga trailer de Morbius com Jared Leto

Redação
3 Min Leitura
giulia e vitor
Cinema e StreamingCrítica

‘Morando com o crush’ tem boa atuação do casal protagonista | Crítica

Livia Brazil
10 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?