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‘Saudosa Maloca’ leva personagens de Adoniran Barbosa à tela de cinema | Crítica

Por Livia Brazil
Última Atualização 21 de março de 2024
7 Min Leitura
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Tópicos
  • Adoniran Barbosa
  • Elenco afinado (desculpem o trocadilho)
  • Direção
  • Ficha Técnica
  • POR FIM, LEIA MAIS:

Saudosa Maloca não é uma cinebiografia de Adoniran Barbosa, autor da canção. É sim, todavia, uma história montada a partir das músicas do cantor. Os personagens de suas canções ganham vida no filme de Pedro Serrano. Iracema, Arnesto, Matogrosso e Joca, estão todos lá. E muitos mais. Eles servem de “objeto”, por falta de melhor palavra, para homenagear as músicas do cantor, que é símbolo do samba de São Paulo. Além de muita música, o filme também serve homenagem à cidade. Como em muitos filmes, a cidade de São Paulo vira um personagem da trama, o que é de se esperar já que Adoniran Barbosa fazia o mesmo em suas músicas.

Antes demais nada, e para vocês entenderem um pouco melhor, vamos ao trailer do filme:

Adoniran Barbosa

Adoniran Barbosa era o pseudônimo de João Rubinato. Além de cantor e compositor, Adoniran (ou João) também era ator. Contudo, em Saudosa Maloca, o ator que dá vida a Adoniran é Paulo Miklos que, ironicamente (ou não), também é cantor (é integrante da famosérrima banda de rock Titãs). Não é a primeira vez que Paulo interpreta o compositor. Em 2015, Miklos participou de Dá licença de contar, curta-metragem do mesmo diretor do longa, em que vários atores que estão em Saudosa Maloca também participaram. E provavelmente por causa desse curta anterior, o entrosamento entre atores transparecia na tela. Assim como o entrosamento de cada ator com seu próprio personagem. Paulo Miklos está o próprio Adoniran em tela. Ele parece ter realmente vivido a época e entrega toda a dor e desilusão pelas situações que viveu.

Além disso, a química entre elenco é perceptível. O que, claro, facilita o desenvolvimento do enredo e deixa o filme todo muito leve e gostoso de assistir, mesmo em momentos mais tensos e tristes. Tristes, sim, pois, afinal, as músicas de Adoniran contam histórias da classe trabalhadora. Ou pessoas que não gostam tanto assim de trabalhar, mas que não têm a vida fácil. E aí vem a crítica social no filme (que muito se via nas músicas do compositor), que em momento nenhum tem um teor pesado ou militante. Contudo, deixa explícito que arte é, sim, transformadora e pode ter o objetivo de fazer pensar.

Elenco afinado (desculpem o trocadilho)

Gero Camilo e Gustavo Machado também estavam presentes no curta Dá licença de contar. Os dois atores dão vida a Matogrosso e Joca, personagens citado na música “Saudosa Maloca”. Eles também são, de longe, a melhor química em cena do filme. Além de ser interessante ver personagens tão vivos no imaginário do público brasileiro tomarem vida, é mais fascinante ainda acompanhar a maneira como os dois atores são generosos em cena, dando espaço pro outro brilhar quando necessário e aumentando, um o outro, a interpretação de ambos. O filme não seria o mesmo sem Joca e Matogrosso e talvez se fossem outros atores escolhidos, também não teria o mesmo charme nem tamanha credibilidade que eles são unha e carne (e, ao mesmo tempo, vivem às turras).

Izak Dahora e Leilah Moreno são atores que levaram elegância ao filme. Com papéis totalmente diferentes, ambos atores entregam finesse todas as vezes que aparecem. A forma como a Iracema de Leilah foi construída, dona de si e decidida, algo que não era costume da sociedade da época, foi um acerto muito grande. A personalidade de Iracema não está descrita na música de Adoniran, então foi mesmo um ponto positivo para o roteiro e, além disso, para a forma como Leilah Moreno a interpretou.

Já o personagem de Izak Dahora, Mané, traz uma elegância diferente da de Iracema. Misterioso e peculiar, ele deixa pairando no ar toda a sua história. O espectador em momento nenhum consegue desvendar o que se passa em realidade na sua cabeça, e a interpretação de Izak, com seus olhos perdidos e etéreos, ajuda imensamente nessa sensação. Assim como a escolha de plano, focando em Mané e deixando todo o resto em suspenso  – o mesmo jeito que parece que o personagem leva a sua vida.

Direção

Ou seja, a direção faz escolhas muito acertadas durante todo o filme, escolhendo o que mostrar e o que não mostrar. Também faz escolhas muito acertadas em relação aos temas que trata, sendo eles, todos, muito comentados e presentes na sociedade até hoje.

Aliás, Saudosa maloca parece lembrar ao espectador o tempo inteiro isso, e a escolha de mostrar o personagem Adoniran em dois tempos diferentes só reforça. O tempo pode passar, mas muitas coisas continuam as mesmas. Principalmente os problemas da sociedade. E é preciso dar foco a essas situações e esses problemas para resolvê-los. Um filme, lugar que faz as pessoas refletirem se divertindo, parece ser o lugar ideal para isso.

Por fim, fique com as entrevistas que fizemos com alguns atores do filme. Lembrando que Saudosa maloca estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 21 de março.

Ficha Técnica

SAUDOSA MALOCA

Brasil | 2024 | 1h28min. | Dramédia

Direção: Pedro Serrano

Roteiro: Rubens Marinelli, Guilherme Quintela, Pedro Serrano

Produção: Pedro Serrano, Renata Martins

Distribuição: Galeria Distribuidora

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PorLivia Brazil
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Escritora, autora dos livros Queria tanto, Coisas não ditas e O semitom das coisas, amante de cinema e de gatos (cachorros também, e também ratos, e todos os animais, na verdade), viciada em café.

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