andrea cursino

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Jojo Rabbit zoa os nazistas e passa bela mensagem | CRÍTICA

Jojo Rabbit ri dos nazistas

Jojo Rabbit é um dos indicados ao Oscar de Melhor Filme em 2020. Em verdade, o longa-metragem dirigido por Taika Waititi (Thor: Ragnarok) recebeu seis indicações.  Inclusive, estava previsto para estrear nos cinemas brasileiros somente no dia 6 de fevereiro, contudo, haverá sessões a partir de 30 de janeiro. Ou seja, bem a tempo da cerimônia do Oscar, que acontece no dia 9 do próximo mês.

Uma das coisas mais interessantes do divertido filme é que, além de dirigir, Waititi também interpreta o líder nazista Adolf Hitler. Porém, não é exatamente aquele ditador conhecido, e sim o amigo imaginário do pequeno Jojo de 10 anos. Ué, mas como assim? A película se passa na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Jojo, vivido com muita eficiência e graça pelo super carismático Roman Griffin Davis, é um jovem nazista que está sempre dialogando com seu amigo imaginário Adolf Hitler, o qual ganha forma em uma atuação hilária de Taika Waititi. O sonho do menino é participar da Juventude Hitlerista, um grupo pró-nazista. Todavia, Jojo descobre que sua mãe, Josie Betzler (mais um excelente trabalho de Scarlett Johansson), está escondendo uma judia, Elsa (Thomasin McKenzie, ótima também), no sótão de casa.

A vida é bela

A evolução da relação de Jojo e Elsa é um dos maiores atrativos. Com direito a uma sequência digna de gênero de terror, que mostra a versatilidade do diretor. Aliás, o filme arranca algumas boas risadas, e consegue emocionar em muitos momentos. O mote e o estilo me fizeram lembrar um pouco o ótimo e clássico filme italiano “A Vida é Bela“, de Roberto Benigni. Não tem a mesma genialidade – nem tampouco busca isso. Até porque aqui o menino é um nazista e tem Hitler como um ídolo, algo completamente oposto ao tema do filme de Benigni, focado em um garoto judeu e seu pai. O que une essas duas belas peças da sétima arte é a utilização do humor para tratar de um dos eventos mais traumáticos da História: a Segunda Guerra Mundial.

Taika Waititi, como Tarantino busca em “Bastardos Inglórios”, ridiculariza os nazistas. Entretanto, aqui foca em suas absurdas motivações. As cenas iniciais no treinamento para nazistas mirins deixa bem claro o rumo escolhido e é muito divertida. Jojo é apenas um garoto sensível tentando se encaixar, mas suas escolhas acabam lhe trazendo cicatrizes. Aí entra outro grande atrativo, o próprio Taika vivendo esse Hitler engraçadíssimo, uma cômica caricatura desse lunático vilão. A interação dos dois fornece algumas das situações mais jocosas da exibição. O humor é usado como ferramenta crítica ao fanatismo e o absurdo da guerra. Ainda temos Sam Rockwell como Capitão Klenzendorf ao lado de Finkel, feito por Alfie Allen (o Theon Greyjoy, de Game of Thrones), uma dupla bafônica.

Jojo Rabbit conta com Sam Rockwell e Scarlett Johansson
Sam Rockwell e Scarlett Johansson: elenco de qualidade (divulgação: Espaço Z/20h Century Studios Brasil)

Fanatismo e Oscar

A saber, no Oscar, Jojo Rabbit concorre nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Scarlett Johansson), Melhor Figurino, Melhor Montagem e Melhor Design de Produção. Certamente, essas indicações não foram à toa. O roteiro é redondo, sem pontas soltas e favorece o desenvolvimento dos personagens, Scarlett arrasa como Josie, o figurino é caprichado, juntamente com todo o design. A montagem é dinâmica e funciona para passar o objetivo, como na parte inicial onde ouvimos “I Wanna Hold Your Hand”, dos Beatles, em alemão, e vemos imagens reais da euforia nazista em cima do “astro” Adolf Hitler. É contundente e cutuca esse fanatismo de pessoas que facilmente se tornam gado não-pensante em torno de ídolos e mitos.

Scarlett Johansson nos entrega, com extrema proficuidade, uma mãe, uma mulher, uma pessoa boa, a qual luta pelo que acredita da forma que pode, enquanto tenta guiar o imaginativo filho por um aprendizado sobre a vida. Tudo entre vinhos e dificuldades, na esperança por dias livres de paz. Segundo uma amiga, a crítica de cinema, Andrea Cursino, “um filme deve ter mensagem”. É o caso deste. Jojo Rabbit passa o recado de não desistir, de perseverar, de evoluir e aprender, algo que fica bem claro, no poema que surge ao final. É uma ode à liberdade de poder ser humano, para sorrir – e dançar.

Enfim, veja o trailer:

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Andréa Cursino e o Cinema para Sempre, uma aula sobre Crítica de Cinema
Nazismo e a Penumbra Estética | Roberto Alvim e Goebbels
Testemunha Invisível | CRÍTICA
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Andréa Cursino e o Cinema para Sempre – aula sobre Crítica de Cinema, mitos e Marvel, Streaming vs Sala de Cinema

Andrea Cursino é crítica de cinema

A jornalista Andréa Cursino, professora de Crítica de Cinema, deu uma aula de Sétima Arte nessa entrevista, que percorreu diversos assuntos polêmicos como a questão da diferenciação dos filmes de arte e entretenimento.

Ademais, Martin Scorsese estava certo sobre a Marvel? São filmes menores e fúteis? Como está o mercado do cinema nesse momento? Proliferam os blogs sobre cinema, então, é fácil ser crítico de cinema? No embate entre a Sala de Cinema contra o crescimento do Streaming, quem vence? Andréa fala também sobre o início da sua paixão pelo cinema e algumas verdades sobre a indústria. Enfim, ainda comenta o novo protagonismo feminino no cinema.

Andréa Cursino é professora há mais de 10 anos e editora-chefe do site Cinema para Sempre. Aliás, são mais de 20 turmas capacitadas sobre a função de crítico de cinema. Formada em jornalismo pela Faculdade Hélio Alonso (FACHA), atuou como assessora de imprensa, editora da “Cinezoom”, apresentadora do programa “Rock Star”, comentarista do programa “Painel do Cinema” na Rádio Roquete Pinto e crítica de cinema no “Conexão em Arte”. Ainda apresentou o “Clap” na ROLTV (Rede On Line de Televisão). Além disso, ministrou cursos de Workshop de Crítica de Cinema no Studio Oficina, mediou debates no Cinema do Sesi, no cineclube do Cine Joia e no MAM (Museu de Arte Moderna – RJ).

Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico

Gravado na Pato Rouco Records

Edição: Rico Moraes

Música de abertura e fechamento: 2 na praça – Da Praça

Foto de Andréa Cursino por Arine Gaspar Filho

Logo Vivente Andante por Pedro Pinheiro

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