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CríticaCinema e Streaming

Um dia cinco estrelas | Uma comédia que não funciona

Por
Livia Brazil
Última Atualização 4 de julho de 2023
5 Min Leitura
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“Um Dia Cinco Estrelas” é o novo longa-metragem de Hsu Chien, estrelado por Estevam Nabote e Nany People. Conta a história de Pedro Paulo (Estevam Nabote), um rapaz que decide rodar como motorista de aplicativo com seu Opala anos 70, carinhosamente apelidado de “Mozão”, para poder pagar pela festa de aniversário de 60 anos da mãe (Nany People), Dona Nilda. Ele só não contava com a variedade de passageiros que acabariam virando seu dia de pernas para o ar. O filme tem roteiro de Ricky Hiraoka e Cris Wersom, produção da Paris Entretenimento, coprodução de Simba, Claro e Paramount Pictures, e distribuição da Paris Filmes. O filme estreia nos cinemas de todo Brasil no dia 06 de julho.

Dê uma olhadinha no trailer.

Talentos desperdiçados

O longa é uma comédia, daquelas típicas com uma moral no final. O espectador conseguirá até dar algumas risadas durante os 90 minutos de filme. Mas elas serão, basicamente, por conta do talento de Estevam Nabote. Conhecido do público pelo canal Porta dos Fundos, o ator exala carisma e leva o filme nas costas. Consegue até transformar um roteiro fraco com falas bobas em algo digno de se dar risadas com seu jeito engraçado, algo muito visto no canal de humor. Nem mesmo Nany People, que geralmente dá um show, sobressai no longa. Talvez por uma direção não muito exata. Apesar disso, ela convence o público de ser uma idosa tranquila, bem diferente do que é na “vida real”. Nisso ela arrasa. Porém, mais uma vez, com um roteiro fraco, fica difícil fazer do limão uma limonada.

O triste é saber que o roteiro teve participação de Cris Wersom, geralmente uma gênia da comédia. Não é possível saber seu nível de participação na escrita, mas foi um pouco decepcionante saber que piadas tão lugar-comum e bobas tiveram dedo da roteirista/diretora/atriz. Durante o filme, porém, sua curta aparição foi bem-sucedida.

Assim como a curta aparição de Danielle Winits. Interpretando uma das inúmeras passageiras do protagonista, Danielle mostra que sabe fazer humor. Intencionalmente caricata, sua personagem faz rir do momento em que aparece em tela até o final. O ponto negativo é a atriz ser colocada, mais uma vez, como a mulher gostosona. Aliás, triste sempre ter que haver uma mulher gostosona em filmes de comédia, principalmente nos filmes comerciais brasileiros. O humor já cresceu para além desse papel para a mulher e o próprio Porta dos Fundos já demonstrou que é possível criar papéis engraçados para a mulher sem precisar objetificá-la. Mais uma bola fora desse longa-metragem.

Besteirol purinho

No fim, a comédia é um grande besteirol cheio de estereótipos. Porém, são estereótipos ultrapassados e que não funcionam. Porque, apesar de batido, tem muitas vezes que esses tipos são sim engraçados e funcionam no enredo do filme. Contudo, não é o que acontece em “Um dia cinco estrelas”. Por causa do roteiro fraco, como anteriormente mencionado, o espectador acaba assistindo somente várias histórias que tentam fazer rir, mas que raramente conseguem. A única coisa que funciona é mesmo o fio condutor de tudo, o ator Estevam Nabote, que é muito talentoso. O personagem acaba sendo carismático por causa dele, mas um pai de família que tem sempre que ter tudo da vida dele ajeitado pela esposa é, apesar de muito comum, já bem cansativo de assistir em pleno 2023.

Ficha Técnica

Elenco: Estevam Nabote, Nany People, Aline Campos, Bruna Aiiso, Carina Sacchelli, Carol Bresolin, Clemente Viscaíno, Cris Wersom, Danielle Winits, Ed Gama, Emílio Farias, Felipe Kannenberg, Giovane Correa, Hugo Bonemer, Ida Celina, Lumi Kim, Marcos Breda, Roberto Ríos.

Direção: Hsu Chien

Roteiro: Ricky Hiraoka e Cris Wersom

Produção: Paris Entretenimento, com coprodução de Simba, Claro e Paramount Pictures

Fotografia: Alexandre Berra

Montagem: Márcio Papel

Som: David Boulter

Gênero: Comédia

Duração: 90 minutos

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Tags:Cinemacinema brasileirocinema nacional
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PorLivia Brazil
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Escritora, autora dos livros Queria tanto, Coisas não ditas e O semitom das coisas, amante de cinema e de gatos (cachorros também, e também ratos, e todos os animais, na verdade), viciada em café.
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