O Vasco já começa a preparar os próximos passos para a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Com São Januário fora dos requisitos da Conmebol para esta fase, o clube pretende solicitar o Maracanã como palco do jogo de volta e deixa uma ação judicial preparada caso receba uma nova negativa.
O plano B é o Nilton Santos, estádio do Botafogo. A diretoria também chega a avaliar a possibilidade de instalar arquibancadas provisórias em São Januário, mas a alternativa perde força pela falta de tempo para desenvolver e executar um projeto desse tamanho.
A escolha do estádio ganha importância porque o Vasco precisa disputar a semifinal em uma arena com capacidade superior a 30 mil pessoas. São Januário não atende à exigência estabelecida para essa fase da competição.
O cenário coloca o Maracanã no centro da discussão. O Vasco entende que tem argumentos para solicitar novamente a utilização do estádio e pretende aguardar uma eventual justificativa para uma negativa antes de recorrer à Justiça.
A Conmebol ainda precisa confirmar oficialmente a programação da semifinal. A previsão é que o primeiro jogo aconteça na Bombonera, em Buenos Aires, nos dias 13 ou 14 de outubro, enquanto a partida de volta acontece no Rio nos dias 20 ou 21.
A tendência é que o confronto seja disputado às terças-feiras, nos dias 13 e 20 de outubro, caso a programação siga a possibilidade que vem sendo trabalhada para a transmissão do SBT.
Com a definição da data, o Vasco deve formalizar o pedido pelo Maracanã.
A diretoria trabalha com a possibilidade de o consórcio responsável pelo estádio apresentar novos argumentos para impedir a realização da partida. Um dos pontos que pode entrar na discussão envolve o calendário de outros eventos e jogos previstos para o estádio.
A realização de um jogo da NFL no Maracanã também aparece como fator relevante no planejamento do gramado. A preparação para o evento exige restrições específicas, incluindo a necessidade de evitar que o campo seja molhado ou sofra alterações nos três dias anteriores.
O calendário pode ficar ainda mais apertado caso haja chuva, o que aumenta a preocupação com as condições do gramado para os compromissos seguintes.
É justamente nesse ponto que o Vasco pretende sustentar uma eventual contestação.
A empresa Greenleaf, responsável pelo tratamento do gramado do Maracanã, também passa a ter papel importante na discussão.
A empresa já precisa elaborar um laudo e prestar esclarecimentos sobre as condições do campo. Para o Vasco, uma eventual negativa baseada no gramado precisaria ser sustentada tecnicamente diante das condições previstas para os eventos no estádio.
O clube, segundo as informações repassadas, pretende primeiro fazer o pedido normalmente.
Caso receba uma negativa, a diretoria deve analisar os argumentos apresentados pelo consórcio. Se entender que a justificativa não é suficiente, o Vasco pode levar a questão à Justiça.
A estratégia, portanto, não começa diretamente nos tribunais. O clube pretende formalizar o pedido, aguardar a resposta e, somente depois, utilizar os argumentos apresentados para fundamentar uma eventual ação.
Maracanã é a preferência de Pedro Emanuel
O técnico Pedro Emanuel já deixou clara sua preferência pelo Maracanã.
Após a classificação diante do Santa Fe, o treinador lamenta não poder levar a semifinal para São Januário, mas aponta o Maracanã como a alternativa natural.
“Se me perguntassem onde eu quero jogar a semifinal, eu diria São Januário. Acho que nossa torcida merecia ter isso no nosso estádio. Dado que não é possível, sabemos que a opção B é o Maracanã. Acho que temos direito a isso, é a nossa segunda casa, nossos torcedores também se sentem bem lá”, afirma.
A declaração reforça a posição que o clube pretende levar para a discussão.

São Januário representa a primeira escolha esportiva e emocional do Vasco, mas a capacidade exigida pela Conmebol impede a realização da semifinal no estádio nas condições atuais.
O Maracanã aparece, então, como a segunda casa desejada pelo treinador e pela diretoria.
Se o Maracanã não for liberado, o Vasco trabalha com o Nilton Santos como alternativa.
O estádio do Botafogo atende ao requisito de capacidade e permite que o clube permaneça no Rio de Janeiro para disputar a partida de volta.
A escolha também evita que o Vasco precise levar a semifinal para outra cidade.
A possibilidade de ampliar temporariamente São Januário, por meio da instalação de arquibancadas provisórias, chegou a ser considerada. A ideia, porém, é descartada neste momento pela falta de tempo para elaborar um projeto e executar as intervenções necessárias.
Com isso, a disputa pelo Maracanã se torna a principal frente do Vasco antes da definição do estádio.
Calendário pode dificultar uso do Maracanã
Um dos obstáculos está no próprio calendário esportivo do Rio de Janeiro.
A possível classificação do Flamengo para a semifinal da Libertadores pode criar um conflito de datas. Como o clube rubro-negro faria o segundo jogo da semifinal em casa, existe a possibilidade de a partida acontecer na mesma semana do confronto entre Vasco e Boca.
O consórcio pode utilizar a programação prevista em contrato como argumento para não liberar o estádio.
O Fluminense também disputa uma semifinal continental, mas a previsão é de que o clube faça seu primeiro jogo no Rio na semana anterior.
Além disso, o calendário do Maracanã precisa considerar o jogo da NFL e os cuidados necessários com o gramado.
É nesse conjunto de fatores que o Vasco identifica uma possível disputa jurídica.
Torcida do Vasco já se mobiliza para a Bombonera
Enquanto a diretoria trabalha para definir o estádio do jogo de volta, a torcida vascaína já demonstra grande procura por viagens para Buenos Aires.
A venda de pacotes para acompanhar o Vasco na Bombonera registra procura considerada recorde pela Absolut Sports, empresa responsável por experiências e viagens para torcedores.

Em menos de 12 horas, diversos setores da primeira carga disponibilizada pela agência se esgotam. A empresa já solicita ao Vasco uma segunda carga de ingressos.
“A torcida do Vasco está insana na compra e no ritmo de como se fosse uma FINAL”, afirma uma fonte ligada ao processo de venda.
É importante, porém, fazer uma distinção: os ingressos oficiais para Boca Juniors x Vasco ainda não começam a ser vendidos, já que a Conmebol ainda precisa confirmar data e horário do confronto.
O que se esgota é uma carga de 50 ingressos disponibilizada pela Absolut Sports dentro de seu pacote comercial de viagem e experiência para torcedores.
A movimentação dá uma dimensão da expectativa para o reencontro entre Vasco e Boca Juniors.
Primeiro jogo será na Bombonera
O Vasco chega à semifinal depois de eliminar o Santa Fe por 2 a 0 em São Januário. O Boca Juniors, por sua vez, elimina o São Paulo depois de vencer o primeiro jogo por 1 a 0 na Argentina e repetir o resultado no Morumbis.
Agora, os dois clubes voltam a se enfrentar em uma semifinal continental.
A partida de ida acontece em Buenos Aires, com a Bombonera como palco. O jogo de volta será no Rio, mas o estádio ainda depende da definição do Vasco e da autorização necessária.
A expectativa é que o SBT coloque o confronto entre Vasco e Boca em sua grade de transmissões, com os jogos previstos para os dias 13 e 20 de outubro. A confirmação oficial da programação ainda depende da Conmebol.
A semifinal contra o Boca já está marcada no calendário do torcedor. O que ainda falta definir é onde o Vasco vai jogar a partida que pode colocá-lo na final da Sul-Americana.
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