Dragon Ball Super: Super Hero é diferente de outros filmes da franquia principalmente por fugir do saturado protagonismo de Goku e Vegeta. Sim, eles são ótimos personagens, carismáticos, marcantes, contudo, há muitos bons coadjuvantes que são subaproveitados.
Aqui, finalmente, isso muda. Piccolo é o principal e podemos acompanhar muito de sua história e capacidade de estratégia. Além disso, sua união com a Pan diverte, remetendo ao seu treinamento com o pequeno Gohan em Dragon Ball Z, uma das melhores sequências do anime clássico.
Gohan tem grande destaque também e segue sendo um bom pupilo de Piccolo, aqui ganhando uma nova e imponente transformação.
Aprendizes de Piccolo
Piccolo é o tipo do personagem que não se esquiva do sacrifício para que seus companheiros evoluam e cuja coragem sempre surpreende. Seu estilo de luta e poderes que divergem dos outros são bem explorados no longa. Todos os outros que aparecem se destacam e tem bons momentos como Bulma, Kuririn, Goten e Trunks (Gotenks).
O roteiro de Dragon Ball Super: Super Hero não foge do básico, com a criação de novos andróides poderosos, mas no subtexto há também uma crítica a indústria farmacêutica e muito sobre como as dificuldades nos ajudam a superar nossos próprios limites. Piccolo usa isso com maestria para tirar o melhor de seus aprendizes.
Pessoalmente, como alguém que cresceu vendo Dragon Ball Z (mas não acompanha Dragon Ball Super), esse filme foi uma grata surpresa, me proporcionando emoções diversas e uma injeção de uma gostosa e excitante nostalgia.



